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História geral janeiro 6, 2007

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Paulo Victor de Olveira Batista
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1. paulovictor - janeiro 6, 2007
No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra era informe e vazia, As trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas. Deus disse: “Faça-se a luz”. E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia a luz e às trevas noite. Assim surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Haja um firmamento entre as águas para as manter separadas umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam sob o firmamento. E assim aconteceu. Deus chamou céus ao firmamento. Assim surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Reunam-se as águas que estão debaixo dos céus num único lugar, afim aparecer a terra seca”. E assim aconteceu. Deus, à parte sólida, chamou terra, e, mar, ao conjunto das águas; E Deus viu que isto era bom. Deus disse: “Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem frutos sobre a terra, segundo suas espécies, e contendo semente”. E assim aconteceu. A terra produziu verdura, erva com semente, segundo sua espécie, e árvores de fruto, segundo as suas espécies, com as respectivas sementes. Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e. em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Haja luzeiros no firmamento dos céus para diferenciarem o dia da noite e servirem de sinais, determinando estações, os dias e os anos; servirão, também de luzeiros no firmamento dos céus para iluminarem a terra”. E assim aconteceu. Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir o dia, e o menor para presidir a noite; fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a terra, para presidirem ao dia e a noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus, viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: “Que as águas sejam povoadas de inúmeros seres vivos, e que na terra voem aves, sob o firmamento dos céus”. Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. Deus abençoou-os, dizendo: “Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar e, multipliquem-se as aves sobre a terra”. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: “Que a terra produza seres vivos, segundo suas espécies, animais domésticos, répteis e animais ferozes, segundo suas espécies”. E assim aconteceu. Deus fez os animais ferozes, segundo as suas espécies; os animais domésticos, segundo suas espécies; e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. O homem: Deus, a seguir, disse: ” Façamos o homem à Nossa imagem, à Nossa semelhança, para que domine, sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”. Deus criou o homem à Sua imagem, criou à imagem de Deus; Ele criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: “Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai, sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todos os animais que se movem na terra”. Deus disse: “Também vos dou todas as ervas com sementes que existem à superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E todos os animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres vivos que sobre a terra existem e se movem, igualmente dou por alimento toda a erva verde que a terra produzir”. E assim aconteceu. Deus, vendo toda Sua obra, considerou-a muito boa. folha 01/04 Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Foram assim terminados os céus e a terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo dia, toda a obra que havia feito, Deus repousou, no sétimo dia do trabalho por Ele realizado. Abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Deus repousou de toda a obra da criação. Esta é a origem e a história da criação dos céus e da terra. TRABALHO COMO EVOLUÇÃO O homem aparece como a cúpula da criação. O homem é a imagem de Deus sobre a terra. Não uma imagem de pedra ou barro, mas uma imagem viva. A sua semelhança com Deus, do ponto de vista bíblico, está na sua vocação de dominar e transformar o mundo. Na linguagem cotidiana a palavra trabalho tem muitos significados, embora pareça compreensível como uma das formas elementares de ação dos homens, o conteúdo oscila. As vezes, carregada de emoção, lembra dor, tortura, suor do rosto, fadiga. Noutras, mais que aflição e fardo, designa a operação humana de transformação da matéria natural em objeto. É o homem em ação para sobreviver e realizar-se. Em quase todas as línguas da cultura européia, trabalhar tem mais de um significado. O grego tem uma palavra para fabricação e outra para esforço, oposto ao ócio; por outro lado, também apresenta pena, que é próxima da fadiga. O latim distingue entre “laborare”, a ação do trabalho e, “operare”, o verbo que corresponde a obra. Em francês é possível reconhecer pelo menos a diferença entre “travailler” e “ouvrer”. Assim também “lavorare” e “operare” em italiano; e, “trabajar” e “obrar”, em espanhol. No inglês, salta aos olhos a distinção entre “laour” e “work”, como no alemão entre “werk” e “abeit”. “work” como “werk”, contém a ativa criação da obra, que está também em “schaffen”, criar, enquanto em “labour” e “arbeit” se acentuam os conteúdos de sofrimento e cansaço. Em português, apesar de haver “labor” e “trabalho”, é possível achar na mesma palavra “trabalho” ambas as significações: a de realizar uma obra que te expresse, que dê conhecimento social e permaneça além da vida; e a de esforço rotineiro e repetitivo, sem liberdade, de resultado consumível e incomodo inevitável. Em nossa língua a palavra “trabalho” se origina do latim “tripalium”, embora outras hipóteses a associem a “trabaculum”. “Tripalium” era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo e as espigas de milho. A maioria dos dicionários, contudo, registra “tripalium” apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originariamente, ou se tornado depois. O trabalho já foi pressuposto, em uma forma que o caracteriza como exclusivamente humano. O trabalho do homem tem uma qualidade específica, distinta do mero labor animal. Se uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhado muitos arquitetos, quando da construção de sua colmeia, contudo essa agitação ainda não é trabalho do mesmo. O que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de erguer na realidade. Esta é a grande diferença do trabalho do homem, o projeto e a visão antecipada do produto de sua mente. Nos primórdios dos tempos, o trabalho era visto como punição para o pecado. A Bíblia apresenta como castigo: por haver perdido a inocência original do paraíso, Adão é condenado a ganhar o seu pão com o suor de seu rosto. Para o catolicismo em geral o trabalho pode ser digno e edificante, porque é uma forma de ordenação a Deus. folha 02/04 Com os protestantes o trabalho sofre uma reavaliação, dentro do cristianismo. Para Lutero o trabalho aparece como a base da vida. Embora continuando a afirmar que o trabalho era uma conseqüência, Lutero, repetindo São Paulo, acrescentava que todo aquele capacitado ao trabalho tinha o dever de trabalhar. O ócio era uma evasão anti-natural e perniciosa. A moderna visão do trabalho se apresenta como a maneira de satisfazer desejos e uma complementação do espírito, portanto um processo de transformação do homem. Um relato do oriente nos diz, que quando um sábio saia da cidade, o povo inteiro o cercou, e todos estavam chamando seu nome numa só voz. Os anciãos da cidade aproximaram e disseram: “não nos deixe ainda. Fostes um meio-dia em nosso crepúsculo, e tua juventude deu-nos sonhos para sonhar. Tu não és um estranho ou hóspede entre nós, mas nosso filho e nosso bem amado. Não condenes ainda nosso olhar a sofrer a fome de tua face”. E os sacerdotes e sacerdotisas disseram-lhe: “não consintas que as ondas do mar nos separem já, e os anos que entre nós passaste se torne uma lembrança. Andaste entre nós como espírito, e tua imagem tem sido uma luz que iluminou nossas faces”. Foram interrompidos por uma vidente que disse: “sábio de Deus em procura do infinito, quantas vezes sondastes as distância, à espera de seu navio. Agora ele chegou, és tu que deves partir? Uma coisa porém te pedimos, antes de nos deixares, fala-nos algo de tua verdade”. Algumas perguntas foram feitas, dentre elas a de um lavrador. “Fala-nos do trabalho”. E ele respondeu. “Vós trabalhais para acompanhar o ritmo da terra, e da alma da terra. Porque ser indolente é tornar-se um estranho às estações e afastar-se do cortejo da vida, que avança com majestade e orgulhosa submissão rumo ao infinito. Quando trabalhais, sois uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em melodia. Quem de vós aceitaria ser um caniço mudo e surdo, quando tudo o mais canta uníssono? Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição; e o labor uma desgraça. Mas vos digo que, quando trabalhais, realizais parte do sonho mais longínquo da terra; desempenhando assim uma missão que vos foi designada, quando esse sonho nasceu. E, apegando-vos ao trabalho, estais na verdade amando a vida. E quem ama a vida através do trabalho, partilha do segredo mais íntimo da vida. Mas se, em vossas dores, chamais o nascimento uma aflição e a necessidade de suportar a carne, uma maldição inscrita na vossa fronte, então eu vos direi que só o suor de vossa fronte lavará esse estigma. Disseram-vos que a vida é escuridão; e no vosso cansaço, repetis o que os cansados vos disseram. E eu vos digo que a vida é realmente escuridão, exceto quando há um impulso. E todo impulso é cego, exceto quando há saber. E todo saber é vão, exceto quando há trabalho. E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor. E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios e uns aos outros, e a Deus. E o que é trabalhar com amor? É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido. É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado tivesse que habitar esta casa. É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse comer-lhe os frutos. É pôr em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma. E saber que todos os abençoados mortos vos rodeiam e vos observa. Folha03/04 Muitas vezes ouvi-vos dizer como se estivésseis falando em sonho: ‘aquele que trabalha no mármore e encontra na pedra a forma de sua alma, é mais nobre do que aquele que lavra a terra. E aquele que agarra o arco-íris e o estende na tela em formas humanas, é superior àquele que confecciona sandálias para vossos pés’. Porém eu vos digo, não em sono, mas em pleno despertar do meio-dia, que o vento não fala com maior doçura aos carvalhos gigantes do que à menor das folhas da relva; E grande é somente aquele que transforma o ulular do vento numa canção tornada mais suave pelo próprio amor. O trabalho é o amor feito visível. E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto, melhor seria que abandonásseis vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria. Pois se cozerdes o pão com indiferença, cozereis um pão amargo, que satisfaz somente a metade da fome do homem. E se espremerdes a uva de má vontade, vossa má vontade se destilará no vinho como veneno. E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite”. Este é o relato! Podemos notar que como o diamante, o trabalho pode ser exercido à alta temperatura e pressão. O diamante é a pedra mais dura e bela do planeta. Se você tropeçar em um diamante ainda bruto, largado, provavelmente não ira reconhece-lo. Antes de virar um anel, o diamante parece um cristal sujo e cheio de caroços. Pode variar de branco ao amarelo-canário e do marrom ao negro. Os diamantes são formados principalmente a partir de minerais como o ferro e o magnésio. Não se encontram vários diamantes em uma rocha de kimberlitos. Presa abaixo da superfície da terra, a lava esfria devagar, a grande pressão. Essa combinação faz com que os átomos de carbono no kimberlito se cristalizem em pedaços de diamantes. O que faz o diamante tão duro é sua construção. Pense nas pirâmides egípcias – aqueles triângulos robustos pregados no meio do deserto. Diferente de uma construção retangular, uma pirâmide não oscila, nem cai. Diamantes são feitos de pirâmides. Pirâmides entrelaçadas de átomos de carbono. Cada átomo de carbono está ligado fortemente a outros quatro átomos de carbono. Os cinco átomos juntos formam uma pirâmide. Um diamante é o conjunto de várias dessas pirâmides, porque os átomos em suas extremidades fazem ponta uns com os outros – ligadas como em um jogo de Leggo. Que belo trabalho da Natureza. O trabalho é como uma prova de atletismo: você vence e tem a glória, ou usa seu aprendizado para corrigir sua falha para a próxima competição. Trabalhe, o reconhecimento virá! Ele olhou a mesa, pensando no melhor símbolo de sua passagem pela Terra. Tinha diante de si as romãs da Galiléia, as especiarias dos desertos do Sul, as frutas secas da Síria, as tâmaras do Egito. Deve ter estendido Sua mão para consagrar uma dessas coisas – quando, de repente, lembrou que a mensagem que trazia era para todos os homens, em todos os lugares. E talvez as romãs e tâmaras não existissem em determinadas partes do mundo. Tornou a olhar a Sua volta e, outro pensamento lhe ocorreu: nas romãs, nas tâmaras, nas frutas, o milagre da Criação se manifestava por si mesmo – sem qualquer interferência do ser humano. Então Ele pegou o pão, deu graças, partiu-o e deu aos seus discípulos dizendo: “tomai e comei todos vós, porque isto é o Meu corpo”. Do mesmo modo, tomou o cálice e disse: “este cálice é a nova aliança”. Será que não era por que o pão e o vinho era fruto do TRABALHO DO HOMEM? MARCO ANTONIO PERES – 18/06/95 folha 04/04 redecolmeia Says: Dezembro 3rd, 2006 at 11:57 pm S.’. M.’.? Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando? Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim. Contudo, não tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta. É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo. Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam? – Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam. Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes. – Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta. – Templo Maçônico, vocês tem um? – Sim , claro. Por que não? Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honrar devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido. Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso. O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante. – Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde. Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos. Adentraram silenciosamente no Templo. Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ……. não pude medir quanto. A porta do Templo se entreabriu e o Irmão M.’.C.’. encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho …… Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas. Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente. Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer… Aguardava ordens …. e elas vinham na voz firme do Venerável: – S.’.M.’.? Reconhecendo a necessidade do trolhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo: – M.’. I.’.C.’.T.’.M.’.R.’. Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.’.M.’. dirigindo-se aos presentes, perguntou? – Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom? Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? – O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou : – Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom. – Como não! Disse eu. – Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas? – Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera. – Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas? Fui interrompido. – Irmãos, vejamos então sua defesa. Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa detelevisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável: – Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil. Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa. Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa,com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz – Maçom. No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte. redecolmeia Says: Dezembro 4th, 2006 at 12:01 am Roteiro de Trabalhos Sugeridos 1. Simbolismo: o Esquadro e o Compasso a. O Livro da Lei. b. A Pedra Bruta e a Pedra Cúbica. c. As Colunas do Átrio e as Colunas Zodiacais. d. A Corda de 81 Nós. e. O Sol e a Lua. f. O Delta e o Olho-que-tudo-vê. g. O Pavimento Mosaico. h. Noções de Oriente e Ocidente. i. A Balaustrada. j. Os Degraus. k. O Painel do Grau. l. A Prancheta, etc. 2. Instrumentos de Trabalho a. A Espada Flamígera. b. Os Malhetes. c. As Espadas. d. As Estrelas. e. O Maço e o Cinzel, etc. 3. Ritualística a. Circulação em Loja. b. Cortejo de Entrada e Saída. c. Postura em Loja. d. Uso da Palavra em Loja. e. Entrada, Saudação e Saída do Pavilhão Nacional. f. Cadeia de União. g. Sinais, Toques e Palavras. h. Marcha. i. Telhamento, etc. 4. Estrutura do Grande Oriente a. Potências Maçônicas. b. Os Três Poderes da Maçonaria. c. A Ordem De Molay. d. ERAC’s e ERACOM. e. Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul. f. Assembléias Legislativas Federal e Estadual. g. Ministério Público. h. Tribunais: de Justiça e Eleitoral. i. Tribunal de Contas. j. Conselhos Estaduais, etc. 5. Usos e Costumes Maçônicos a. Triponto. b. Alfabeto Maçônico. c. Visitação. d. Landmarks, etc. 6. Filosofia Maçônica a. O GADU. b. Princípios Fundamentais da Ordem. c. A Tríade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. d. A Tolerância. e. A Discrição. f. O Silêncio. g. A Beneficência. h. A Ação Social (Combate à Ignorância, à Superstição e ao Vicio, enfatizando o combate às Drogas). i. Ação Política, etc. 7. História a. Maçonaria Operativa e Especulativa. b. Surgimento da Maçonaria Moderna na Inglaterra e na França. c. Influência da Maçonaria na Independência dos Países Americanos e no Brasil. d. Influência da Maçonaria na Libertação dos Escravos e Proclamação da República. e. A Maçonaria hoje, etc. 8. Paramentos e Vestes a. Jóias, Insígnias. b. Faixas e Colares. c. Aventais. d. Medalhas. e. O terno preto ou azul-marinho. f. Cor da gravata conforme o Rito. g. Usos e Limitações do Balandrau, etc. 9. Administração da Loja a. Funções dos Irmãos que ocupam cargos. b. Encargos Financeiros da Loja. c. Mútua Maçônica. d. Deveres e Direitos das Lojas e dos Maçons, etc. 10. Esoterismo a. Tradições Herméticas. b. Cabala. c. Alquimia. d. Numerologia. e. Ocultismos. f. Mitologia. g. Os Livros Sagrados: (A Bíblia, o Alcorão, o Zend-Avesta, os Upanichades, o Talmud, o Livro dos Mórmons, o I-Ching, o Livro da Lei, etc.) Editora Madras http://www.madras.com.br Fonte: Manual Completo para Lojas Maçônicas (págs. 86 a 88). Apoio: 1ª e 2ª Vigilância Gestão 2004-2005. Fernando Says: Dezembro 6th, 2006 at 1:40 am Meus Irmãos a Ousadia é melhor que a omissão, não importa a dosagem. E isso me faz refletir profundamente no texto de um dos maiores homens que viveu em nosso Planeta. Proferido no final do filme O grande Ditador, é um dos mais belos textos pacifistas já escrito, um legado para todas as gerações. Não ficou preso a um contexto social ou político, nem ficou parado no tempo. Nós continuamos a luta pela paz, pela esperança. Nós ainda queremos um mundo melhor para os nossos filhos… Mas nos acomodamos nas trincheiras dos sentidos. Por que amar, se é mais fácil odiar? Por que ajudar, se é mais fácil ignorar? Por que lutar, se podemos aguardar em nossos bunkers que o bombardeio acabe e não sobre mais nada a ser destruído? A mensagem de Chaplin é uma convocação á luta. Sim, uma convocação à boa luta, como disse Paulo de Tarso em Timóteo 4:7, e como fez Gandhi, durante toda a sua vida pública. Lutemos, pois! “Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio … Negros … Brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem… Levantou no mundo as muralhas do ódio … E tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… Um apelo à fraternidade universal … à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora… milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas … vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… Da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… Que vos desprezam … Que vos escravizam … Que arregimentam as vossas vidas … Que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… Os que não se fazem amar e os inumanos. Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… De fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… Um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É Pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!” Fernando Says: Dezembro 6th, 2006 at 9:50 am Os Ritos Rito, ou latim ritu, é o conjunto das fórmulas, regras, normas e prescrições a serem observadas na prática de um trabalho religioso, no desenvolvimento de um culto, ou de uma seita, que estão consolidadas ou consignadas num documento a que chamamos de ritual. Cada rito tem o seu conjunto de regras próprias, as características que o personalizam e sua própria historia, constituindo assim um Sistema Maçônico. Praticamente, Rito e um conjunto das regras que limitam um determinado sistema. Como regra geral, o importante é o Maçom conhecer bem a parte inerente do Grau ou Graus que possua, do Rito que pratica. Após essa compreensão e conhecimento é que se deve partir para o estudo dos demais Ritos, fazendo análises comparativas. Devemos também registrar nossa impressão de que, além da proliferação das Lojas e das Obediências, a proliferação dos Ritos também é causa da falta de integração entre os Maçons. A perfeita unidade Maçônica será mais fácil de atingir se houver a fusão de Lojas e Potências e no momento em que os Maçons praticarem o mesmo rito, Ao contrário do que muitos Irmãos erradamente pensam, não existe nenhum organismo internacional ou nacional para reconhecer um Rito, bem como não existe nenhum órgão, instituto, federação ou organização de qualquer espécie que forneça licença para criação ou reconhecimento ou ainda regularização de um determinado Rito. Falecem ás autoridades as Potências ou Obediências Maçônicas para julgar Ritos como regulares ou irregulares. O máximo que uma potência pode fazer é determinar á sua jurisdição a pratica de um determinado Rito. Devemos lembrar que os Ritos são subordinados apenas ás Oficinas – chefes de Rito, que são os seus respectivos Supremos Conselhos, cabendo, por, outorga destes, ás Grandes Lojas ou Grandes Orientes a administração dos três Graus Simbólicos. Portanto nenhuma Grande Loja ou Grande Oriente é dono de qualquer Rito, constituindo, inclusive, falta gravíssima a introdução de alterações, acréscimos ou supressões. Acreditamos de que todos os Ritos, tal como hoje se encontram, devem ter a sua origem, em face da grande semelhança que guardam entre si, num mesmo Rito a que os Maçonólogos e autores chamam de Rito Básico dos Maçons Operativos. Elias ashmole, antiquário e alquimista rosacrucíano, foi quem “criou” o Rito básico. A sua criação partiu da observação e do estudo das Antigas Instituições Iniciáticas e adequando-as á sistemática da Maçonaria Operativa. Na Maçonaria nota-se o aproveitamento de três fases distintas sem a precisão de um limite entre elas. A primeira foi a dos Antigos Mistérios: Mistérios Egípcios, Mistérios Gregos, Essênios, Elêuses, Rosacrucianos e Judaísmo. A segunda fase, mais recente e intermediaria, foi chamada Maçonaria Operativa que vai desde as Guildas e as Corporações de Construtores até a aceitação dos nãos operativos, iniciando dessa forma a terceira fase, a da Maçonaria Especulativa. Deve-se Ter em mente que a formação da história real da maçonaria as diversas fases imbricam-se e os conhecimentos somam-se. Foi no inicio da terceira fase, que dura até hoje, que se criaram as concepções modernas dos Rituais, com a consolidação com os três Graus do Rito Básico. Isto não quer dizer que a Maçonaria tenha a idade da humanidade, como muita gente pensa. A influência nos Rituais é que é antiga. A instituição, não! A Maçonaria Especulativa teve a sua origem na Europa e dividiu-se em três ramos com filosofias mais ou menos definidas. A inglesa adotou um comportamento mais tradicionalista. A francesa, que teve origem na inglesa, em face das turbulências da época, adotou um comportamento mais político, fato que inclusive veio a influenciar a Maçonaria latino-americana. E, finalmente, a alemã que, talvez influenciada pelos mesmos ventos filosóficos que determinaram a Reforma da Igreja, se dedicou aos aspectos mais metafísicos e filosóficos, com nítida influencia influência rosacruciana, criando-se lá, inclusive, os ritos de Schroeder e o da Estrita Observância. Uma Visão Global dos 33 Graus do REAA Todavia, devemos observar que essas diferenças não se fazem presentes nos gestos e sinais de reconhecimen- To, que são universais. Elas se fazem sentir no modo de atuação, isto é, no lado esotérico da Instituição. Este posicionamento reforça e da sustentação ás teses defendidas por Jaimes Lopez Dalmau no seu trabalho A Historia mística da maçonaria. Os três Graus do Rito Básico foram compostos entre 1646 e 1649. Existem, entre praticados e conhecidos, mais de 80 Ritos Maçônicos, Iniciáticos ou conexos, estando a maioria extintos. Atualmente, a população maçônica pratica basicamente os seguintes Ritos do Brasil: Rito Escocês Antigo e Aceito Rito de York Rito de Schroeder Rito Adonhiramita Rito Brasileiro de Maçôns, Antigos, Livres e Aceitos Rito Moderno Isto posto, vamos tecer um resumido comentário a respeito de cada um destes Ritos. O Rito Escocês Antigo e Aceito É o Rito mais popular entre a população maçônica brasileira. A maioria dos autores é coincidente na afirmação de que este Rito teria surgido na frança pela criação do Rito de perfeição ou Heredom. Os Jacobistas exilados na frança muito contribuíram para a formação e a propagação deste Rito. Graus Simbólicos ou Oficinas Simbólicas ou Lojas Azuis – 1 a 3 Graus Inefáveis ou Oficinas de perfeição – 4 ao 14 Graus Capitulares ou Oficinas Vermelhas – 15 ao 18 Graus Filosóficos ou Oficina de Kadosh – 19 ao 30 Graus Administrativos ou Consistórios – 31 e 32 Supremo Conselho – 33 O Rito Escocês e um Rito especial, inclusive no que diz respeito ás suas origens. Todos os ritos conhecidos têm a sua história e origem bem definidas. A história e a origem do Rito Escocês dão margem a muitas indagações, a começar pelo fato de que é Escocês e nasceu na frança. O sistema escocês teve origem na frança pelos partidários dos Stuarts, que se encontravam lá exilados. O Rei Carlos I, da família dos Stuarts, da Inglaterra e da Escócia, havia sido deposto pelo ditador Oliver Cromwell. Foi a primeira manifestação Maçônica ocorrida na França, por volta de 1650. O Sistema Escocês não tinha uma linha obediencial, eis que não se submeteu á grande loja da Inglaterra, quando, em 1717, ela foi fundada. Era um sistema livre praticado por Lojas Livres e por Maçons Livres. A partir de Segunda metade do século XXVIII é que foram criados os 25 graus do chamado Rito de Heredom, que mais tarde receberiam a adição de mais oito Graus com a fundação do supremo Conselho de Charleston, a partir de 1800. Esse Supremo Conselho foi o primeiro do mundo, sendo assim, o supremo Conselho Mater-Mundi. As causas das criação dos Altos Graus são obscuras, Alguns autores acham que foram políticas, sendo uma maneira de controlar as Lojas Maçônicas; outros acham que foram doutrinárias com extensão da Maçônaria Simbólica agregando novos estudos no desenvolvimento dos maçons dos Maçons; outros acham, ainda, que as vaidades pessoais e a busca de títulos deram causa a criação dos Altos Graus. O Rito Escocês foi o primeiro Rito Maçônico a possuir Altos Graus. Na origem dos Altos Graus há certa uniformidade entre os autores, apesar dos que defendem a participação efetiva de Federico II da Prússia, oque não e realidade, mas concordam que o Discurso do Cavaleiro de Ramsay, o Capitulo de Clermont e o Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, Grande e soberana Loja Escocesa de São João de Jerusálem, constituem os pontos fundamentais na origem dos Altos Graus. O documento produzido pelo Cavaleiro de Ramsay induziu a uma reforma maçônica com a adoção dos Altos Graus. Este documento passou á história como o Discurso de Ramsay. O capítulo de Clermont foi criado em Paris e teve pouca duração. Pregava basicamente duas coisas: não se submeter á Grande Loja da Inglaterra e praticar, propagar e divulgar os Altos Graus. O conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, também fundado a partir do Capítulo de Clermont, era a Grande e Soberana Loja Escocesa de Jerusálem e foi uma importante Potência escocesa. Foi essa Potência que criou um sistema escalonado de 25 Graus, que eram chamados Graus de Perfeição, os que iam do Grau 4 ao 25. Esta escala de 25 recebeu a denominação de Rito de Perfeição ou Rito de Heredom. Posteriormente, Morim recebeu do Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente uma carta – patente que o credenciava a criar Lojas dos Altos Graus nas Américas, muito embora ele tenha constatado que aqui na América já havia Lojas de Altos Graus em pleno e perfeito funcionamento. Essa tal carta – patente, cuja autenticidade foi questionada, Mais tarde foi autenticada pelo Conde Auguste de Grasse-Tilly, primeiro Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho da França. Uma visão Global dos 33 Graus do REAA Ao sistema de 25 Graus do Rito de heredom, os norte americanos adicionaram mais oito Graus, criando assim a escalada hierárquica que temos atualmente no Rito Escocês Antigo e aceito. A denominação “Antigo e aceito ” surgiu na França por cópia de uma situação criada com a fundação da Grande Loja de Londres. Ocorre que, já bem anteriormente, a ordem maçônica recebia os “aceitos” que eram Maçons que, apesar de aceitos na Ordem, não exerciam as profissões dos Operativos. Com a criação da Grande Loja de Londres, muitas Lojas fizeram-lhe oposição, não se submetendo á nova Obediência. Os Maçons subordina á Grande Loja foram considerados “Modernos” (o que não tem nada a ver com o Rito Moderno, que surgiria mais tarde na frança). Já os Maçons residentes foram considerados “Antigos”. Algo semelhante aconteceu na frança, mais tarde. O Grande Oriente da França resolveu fazer uma revisão nos Altos Graus e apresentou um Rito que tinha apenas quatro Altos Graus. Nascia ai o Rito Francês, ou Francês Moderno ou, simplesmente, Moderno. Passaram, então, os adeptos do Rito Escocês, que vinha expandindo-se, a criticar o novo rito, chamado-o de “Moderno”, enquanto denominavam a si mesmos de “Antigos e Aceitos”, ao mesmo tempo que deram oficialmente nome ao Rito de Rito Escocês Antigo e Aceito. Como dissemos, o primeiro Supremo Conselho criado no mundo foi o Norte-americano de Charleston; o segundo foi o Supremo Conselho da França e a partir daí se estendeu-se para o mundo pelas mãos do Conde de Grasse-Tilly. Pelo que a historia registra, o Rei Frederico II da Prússia pouco ou nada teve a ver com a criação e expansão dos Altos Graus, que foram criados por norte-americanos de origem judaica. Os Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito LOJAS SIMBÓLICAS – Aprendiz Maçom – Companheiro Maçom – Mestre Maçom LOJAS DE PERFEIÇÃO- Mestre Secreto – Mestre Perfeito – Secretario Intimo – Preboste e Juiz – Intendente dos Edifícios – Mestre Eleito dos Nove – Mestre Eleito dos Quinze – Mestre eleito dos doze – Grão – Mestre Arquiteto – Real Arco – Perfeito e Sublime Maçom – Cavaleiro do Oriente ou da Espada – Príncipe de Jerusalém – Cavaleiro do Oriente e do Ocidente – Cavaleiro Rosa-Cruz CONSELHOS KADOSH – Grande pontífice – Mestre Ad Vitam – Noaquita ou Cavaleiro Prussiano – Cavaleiro do Real Machado – Chefe do Tabernáculo – Príncipe do Tabernáculo – Cavaleiro da Serpente de Bronze – Escocês Trinitário – Grande Comendador do Templo – Cavaleiro do Sol – Grande Escocês de Santo André da Escócia – Cavaleiro Kadosh CONSISTÓRIOS – Grande Inspetor – Sublime Príncipe do Real Segredo SUPREMO CONSELHO- Soberano Grande Inspetor Geral Relacionamento Com o Rito Moderno, Os Graus 9, 14, 15 e 18 do Rito Escocês são idênticos aos Graus 5, 6, 7 e 8 do Rito Moderno. Bibliografia: Uma visão global dos 33 graus do R E A A – Walt Fernando Says: Dezembro 10th, 2006 at 1:51 pm ESTRANHA MULHER Maria Ivone Corrêa Dias Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás http://www.masonic.com.br/trabalho/estranhamulher.htm Eu sei que ela existe, (embora eu nunca a veja…) mulher estranha de mãos imensas, semeando esmolas, misteriosamente, cercada de respeito, de lendas e de temor as mãos dessa mulher tem forma de amor mãos que ninam os berços da orfandade, mãos que põem luz na noite da viuvez, mãos que cortam o erro, como espadas mãos que abençoam, que denunciam crime e que trazem, no gesto que redime, toda a unção das próprias mãos de Deus. Essa mulher tem a graça das Acácias, a ternura que consola a dor alheia, o bem que ela faz gravando só na areia, vem a onda e o leva ao seio do grande Artista que vala sobre o triste, o fraco e o oprimido. Essa mulher, se escuta algum gemido, se pressente a dor, a injustiça, a queda, como o vento desloca-se flecha ousada e firme na pressa de salvar, servir e se esconder. Ela está de pé às portas da miséria… Junto ao incapaz, ela é o braço potente, amparo ela o é ao lado do indigente arrimo da velhice, luz da juventude, e ante a própria morte, aos pés do ataúde, essa mulher é esteio, é força e segurança. Seus braços, quais colunas talhadas na rocha, já sacudiram tronos, muralhas e cidadelas, já libertaram escravos e enriqueceram os pobres, já ergueram nações sobre cinzas de impérios… Ela já viu morrer os filhos em prol da liberdade, e, embora chorando sobre seus tristes restos, seu braço ergueu, em sagrado protesto, a bandeira santa do amor universal. De sua mesa farta, tal como em família, reparte ela o pão da graça feminina, sem humilhar aquele a quem sobrou pobreza, e sua mão direita, segundo o evangelho, jamais presenciou o que a esquerda fez. A ordem do Senhor: “Amai-vos uns aos outros” à frente do seu Templo essa mulher gravou, e como irmãos se tratam milhões de filhos seus, homens predestinados, cidadãos benditos que não se envergonham – oh não – de crer em Deus. Essa mulher estranha, sem jóias e sem fraqueza essa mulher estranha, temida e venerada, mil vezes perseguida, vencendo com galhardia, é cidadã do mundo, é MAÇONARIA. Escute a mensagem. http://www.masonic.com.br/trabalho/estranhamulher.htm Fernando Says: Dezembro 12th, 2006 at 10:01 am À MINHA LOJA MÃE DE LAHORE Rudyard Kipling E havia Hundle, o chefe da estação; Baseley, o das estradas e dos trabalhadores; Black, o sargento da turma de conservação, Que foi nosso Venerável por duas vezes. E ainda o velho Frank Eduljee, Proprietário da casa As Miudezas da Europa. E então, ao chegar, dizíamos: Sargento, Senhor, Salut, Salam… todos eram “Meus Irmãos”, E não se fazia mal a ninguém, Nós nos encontrávamos sobre o nível, E nos despedíamos sob o esquadro. Eu era o Segundo Experto dessa Loja. Lá em baixo…. Havia ainda Bola Nath, o contador; Saul, judeu de Aden; Din Mohamed, da seção de cadastro; O senhor Babu Chuckerbutty, Amir Singh, o sique, E Castro, o da oficina de reparos, Um verdadeiro católico romano. A decoração do nosso templo não era rica, Ele era até um pouco velho e simples, Mas nós conhecíamos os Deveres Antigos, E os tínhamos de cor. Quando eu me lembro deste tempo, Percebo a inexistência dos chamados infiéis, Salvo alguns de nós próprios. Uma vez por mês, após os trabalhos Reuníamo-nos para conversar e fumar Pois não fazíamos ágapes, Para não constranger os Irmãos de outras crenças. E de coração aberto falávamos de religião, Entre outras coisas, cada um referindo-se à sua. Um após outro, os irmãos pediam a palavra, E ninguém brigava até que a aurora nos separasse, Ou quando os pássaros acordavam cantando. E voltávamos para casa, a pé ou a cavalo, Com Maomé, Deus, e Shiva, Brincando estranhamente em nossos pensamentos. Viajando a serviço, Eu levava saudações fraternais Às Lojas ao Oriente e ao Ocidente de Lahore, Conforme fosse a Kohart ou a Singapura. Mas sempre voltava para rever meus irmãos. Os da minha Loja Mãe. Lá de baixo… Como gostaria de rever aqueles velhos irmãos, Negros e morenos, E sentir o perfume dos seus cigarros nativos, Após a circulação do tronco, E do malhete ter marcado o fim dos trabalhos, Ah! Como eu desejaria voltar a ser um perfeito maçom, Novamente, naquela Loja antiga. Diria então Sargento, Senhor, Salut, Salam… Pois seriam todos meus irmãos, E ali não se faria mal a ninguém E nos encontraríamos sobre o nível, E nos despediríamos sob o esquadro, Eu seria o Segundo Experto da minha Loja, Ficaria lá em baixo. Fernando Says: Dezembro 12th, 2006 at 10:02 am CATEDRAL Certa vez, ao visitar uma enorme construção, uma pessoa parou diante de um operário e perguntou-lhe o que estava fazendo. O trabalhador respondeu: “Estou assentando tijolos”. Continuando seu passeio, o visitante fez a mesma pergunta a um segundo operário, recebendo como resposta: “Uma parede”. Mais adiante, inquirindo um terceiro trabalhador (a fazer a mesma coisa que os dois primeiros), teve como resposta: “Estou construindo uma catedral”. Por que nossos sonhos não se tornam realidade? A estória acima nos ajuda a entender um pouco esta questão. Aquele que está fazendo uma parede não tem sonhos, simplesmente está juntando tijolos e argamassa e, para seu suplício, isto vai se repetir dia após dia. O primeiro, que está somente assentando tijolos, está em situação ainda pior, não sabendo se os tijolos vão constituir uma parede curta ou longa, alta ou baixa. Nem quantos são os tijolos… O terceiro trabalhador, todavia, está construindo uma catedral. Em sua mente, ao trabalhar, vê, com clareza, a imponência do edifício e antevê as solenidades que ali ocorrerão, trazendo multidões. Com esta imagem precisa, certamente suas forças e seu interesse se multiplicarão. Terá imenso cuidado e incontida alegria a cada tijolo acrescentado; parará, por vezes, para mirar com admiração e orgulho o seu trabalho já feito e para imaginá-lo já concluído. Nada será capaz de tirá-lo ou desviá-lo de seu objetivo. Suportará e vencerá os obstáculos. E por que? Porque tem um sonho, que se traduz em um objetivo, em uma razão fortíssima para estar ali, como os demais, assentando tijolo por tijolo, parede após parede mas, diferentemente dos demais, persegue um RESULTADO: a catedral pronta, em festa, cheia de pessoas rezando a seu Deus. E nós? O que estamos fazendo? Assentando tijolos, fazendo paredes ou construindo uma catedral? Parece que, na maioria das organizações, desvirtuadas ao longo do tempo, estamos assentando tijolos. Isto é, não temos um sonho que, na linguagem das organizações, pode ser chamado de OBJETIVO. Estamos, é certo, fazendo muitas coisas, o dia todo, o ano inteiro, estamos desempenhando tarefas, muito bem, por sinal. Mas, e os resultados? Não sabemos o que estamos fazendo numa dimensão maior. E, se não sabemos, não estamos nos dedicando convenientemente a “construir a catedral”, a alcançar resultados, a fazer coisas grandes. E, com isto, todos perdemos, nós e as organizações às quais pertencemos. Não nos permitimos crescer. Condenamo-nos a sermos pequenos. E esta constatação nos deixa frustrados, incompletos. Certamente é muito pouco fazer as tarefas que nos determinam cumprir, mecânica e automaticamente, por hábito, como robôs. “Cumprimos o dever”, “fazemos certinho as coisas”, seguimos a rotina … Mas, e a catedral? Sonhemos! Nossos sonhos vão nos permitir estabelecer objetivos. Os objetivos vão se constituir em alvos que perseguiremos com ânsia e com garra. Seremos inflexíveis nesta jornada. Estaremos movidos por uma visão clara do que queremos como pessoas e como membros de uma organização. Fernando Says: Dezembro 14th, 2006 at 3:50 pm A BELEZA DE NOSSA LOJA! O bom Venerável não pensa em reeleição. Prepara uma Loja melhor para seu substituto! A beleza de nossa Loja não é dizer que tem um Deus que zela por ela, é sim dizer que ela tem um grande Deus. A beleza de nossa Loja não está só em nós, seus obreiros, trabalharmos para a construção da Sociedade Humana, mas se quisermos realmente mudar o mundo, comecemos por mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de “Eu”, ou seja, começar por nós mesmos. E ainda que a nossa pretensão não seja essa, mas tão somente a de manter a paz e a serenidade em nossos corações, o caminho é o mesmo: procurar tais recursos dentro de nós. Se pensássemos menos em disputas e mais em compartilhar, viveríamos em um mundo bem melhor, construído por nós mesmos. Nós não precisamos de muita coisa, só precisamos uns dos outros, pois somos a soma das nossas decisões. Consideremos o que nos ensinou Charles Chaplin: “cuidado com as palavras pronunciadas em discussões e brigas, que revelem sentimentos e pensamentos que na realidade você não sente e não pensa… Pois minutos depois, quando a raiva passar, você delas não se lembrará mais… Porém, aquele a quem tais palavras foram dirigidas, jamais as esquecerá” As palavras nunca ofendem, o que ofende é o tom com que elas são ditas. As pessoas esquecerão do que foi dito, esquecerão do que foi feito, mas nunca esquecerão do que sentiram. Sejam quais forem as suas raivas contra um Irmão, ao invés de esmerar-se em criticá-lo, farejando defeitos, apedrejando-o, rasgando sua reputação, continue a vê-lo e amá-lo. Aprendamos com as cordas do violão, que são independentes, mas cada uma fazendo a sua parte, juntas constroem as mais belas melodias. Os Irmãos se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida! Por isso nunca nos dispersemos. A beleza de nossa Loja está na maturidade de cada Irmão falar “eu errei”. E ter a ousadia para dizer: “perdoe-me”. E ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. E ter a capacidade de dizer: “eu o amo meu Irmão”. A beleza de nossa Loja não está na fachada de seu templo, nem no esplendor de seu interior, nem em sua ornamentação, ou na grandeza de sua Sala dos PPPP, nem mesmo em seu espaçoso Átrio. A beleza de nossa Loja não está no seu quadro de obreiros cultos, pois nem sempre um homem culto é um homem sábio. Cultura são conhecimentos adquiridos. Sabedoria são as experiências vividas. Mesmo poucos ou muitos, ricos, grandes ou sábios, o importante é que sejamos honrados, estejamos sempre unidos, um ao lado do outro, apesar das diferenças, os obstáculos sempre foram transpostos, tanto nos momentos de dificuldade como nos momentos de esforço maior. . A beleza de nossa Loja se realiza quando os Irmãos mais idosos, mesmo não tendo mais a força da juventude, oferecem sua simpatia à dor e seus ombros para apoiar a cabeça de um Irmão quando ele chora. Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento da vida. Com os anos não se fica mais culto ou mais sábio: fica-se mais simples. E na simplicidade são obtidas sínteses significantes da visão do mundo. A sabedoria não está no que pensamos saber e sim naquilo que ainda não sabemos. Existirá sempre algo para aprendermos. Somos Aprendizes, alunos em formação. A beleza de nossa Loja não está em não poder realizar grandes coisas, está apenas em fazer dia a dia, pequenas coisas com um grande amor, gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão. Cada Irmão põe quanto é no mínimo que faz, porque assim a Loja brilha acima de cada um. O todo é maior que a soma das partes. A maior beleza do Aprendiz de nossa Loja, não está só nas Instruções do Ritual que os tornam infinitamente melhores, mas no caminho que percorre e nos momentos que compartilha com os verdadeiros Irmãos, nos ingredientes que vão além da amizade, na confiança, na alegria de “estar junto”, no respeito, na admiração, na tranqüilidade. Para que o desabrochar da dignidade de cada um possa tornar-se uma realidade viva e completa, “antes de jurar silêncio sobre tudo quanto se passou”, se houver alguma coisa para enterrar (esquecer) sejam as palavras ásperas que disse, os gestos solidários que não fez, os preconceitos que externou, porque, ao julgar os outros, colocamos em nossas críticas o amargor de nossos próprios fracassos. Em nossas necessidades, sempre seguimos as três abençoadas regras: “Corrigir em nós o que nos desagrada nos outros; Amparar-nos mutuamente; Amar-nos uns aos outros. Agradeço a Deus, ter me concedido a alegria de ao ter deixado meu veneralato e ter sido promovido a obreiro comum, falar mais uma vez dos laços que nos unem, porque não é sem razão que nos encontramos, nos reunimos e irmanados no mesmo trabalho e ideal, fundamos nossa Loja. E como um círculo, não tem começo e fim. Reitero, aqui, meu agradecimento comovido e sincero a todos. Vale a pena trabalhar para um fim, quando não se está só. E quando lá fora o mundo se prepara para as lutas mais dolorosas e mais rudes devemos agradecer ao Grande Arquiteto do Universo a felicidade de nos conservarmos em paz em nossa Oficina, sob a égide do Seu divino amor. Permita-nos SENHOR continuarmos por Vós guiados e abençoados, conservando a tranqüilidade sagrada em nossos lares e corações e que também cubra de bênçãos, de vida abundante, feliz, repleta de Luz, Beleza, Bondade e Amor, toda a Humanidade. Assim, esperamos em Sua infinita misericórdia, criar um mundo sem exploração do homem pelo homem, sem as contundentes diferenças de classes sociais e de compreensão, bondade, paz, harmonia, belezas e de amor com que tanto sonhamos. Valdemar Sansão – MM ARLS Arnaldo Alexandre Pereira, n° 636 (GLESP) redecolmeia Says: Dezembro 14th, 2006 at 7:36 pm Peças de Arquitetura do Grau de Aprendiz Maçom MAIS DE 750 TRABALHOS, DE DIVERSOS IRMÃOS E GRAUS, PARA PESQUISAR. Dividimos em quatro, as listas com os títulos dos trabalhos, para facilitar a pesquisa dos Irmãos. Você poderá pesquisar de um a um ou ir direto a cada uma das listas e clicar no título que mais lhe interessar LISTA DE TITULOS NÚMERO 2 LISTA DE TITULOS NÚMERO 3 LISTA DE TITULOS NÚMERO 4 http://brasilmacom.com.br/pecas_arq/indexpecas.htm Envie seu trabalho via E-mail. Nós o publicaremos nesta página. webmaster@brasilmacom.com.br ADILSON M SOUZA Says: Dezembro 24th, 2006 at 9:36 am Ao Venerável Mestre Serafim Rocha S.F.U Trabalho Grau do Aprendiz Franco Maçom Trabalho impressões sobre minha iniciação Câmara das reflexões Elaborado por: Adilson Moreira de Souza CIM/ID-233562 Loja: Humanidade – SALTO – SP 1) Introdução O que significa a Maçonaria aos olhos do Profano? Posso afirmar que já me passaram varias versões, diferentes desde uma associação voltada a filantropia até uma sociedade voltada ao culto ao Demônio. Versão esta como sabem sustentada por muitos. A vida, me levou por motivos que desconheço a nunca ter conhecido um Maçon, até minha primeira oportunidade foi quando apresentei-me na entrada desta loja ao IIr. Olavo, expressando a minha vontade em entrar para este grupo. O que me levou a este ato? Talvez um pouco de curiosidade, por analisar as contradições existentes entre o mundo e o mapa de mundo que a sociedade como um todo nos apresenta. Talvez por um impulso interno de origem desconhecida que me fez acreditar na existência de algo novo e bom por detrás da realidade que o mundo me apresenta a todos. 2) Das Impressões iniciais Sessão Magma Não vou negar que, o que encontrei na maçonaria é muito mais do que esperava o IIr. Olavo ao comunicar-me que tinha sido aceito o meu ingresso nesta augusta e respeitável loja, me avisou que a Maçonaria é como uma escola onde o aluno entra e progride a medida que alcança maiores conhecimentos. No dia de minha iniciação ao chegar o IIr. Olvavo veio me receber e informou que se daria inicio a cerimônia de iniciação e que tudo que acontecesse era simbólico e que mais tarde entenderia o seu real significado. Realmente da cerimônia inteira na ocasião não vou negar, pouco consegui guardar analisar e refletir sobre o que me foi apresentado naquele momento. Hoje vejo que cada passo, cada etapa, cada gesto realizado é um símbolo com muitos significados. Significados que só uma pessoa que esteja aberta ao aprendizado conseguira entender, o significado de cada símbolo, de cada lição, de cada ato. Lições estas que abrem a mente levando cada um de nós, a uma maior compreensão do mundo. Levantando duvidas, questões que fazem com que analisemos o nosso mapa de mundo buscando identificar as incoerências, na busca da verdade pessoal. Ou seja a verdade analisada, questionada, identificada e refletida, Verdade esta nunca imposta, mas gerada por cada um de nós da pura reflexão sobre os valores pessoais e do papel de cada pessoa com sigo própria, com sua família, com sua pátria, com a humanidade e com Deus. Podemos afirmar que pessoas que tiveram este tipo de postura, alteraram com o exemplo de suas vidas, de suas lutas, de seus valores, o destino da humanidade. Sobre as pessoas que tem o conhecimento paira uma grande responsabilidade! Pois quando o homem adquire conhecimento ele adquire poder! “Praticamente qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quer testar o caráter de alguém, dê-lhe poder ! (Abraham Lincoln)” Por isso da exigência preliminar na admissão de qualquer novo Maçon. Que este seja Livre e de Bons Costumes. • Livre para poder apreender. • E de bons costumes para que este utilize o seu aprendizado para o bem da humanidade e de cada um de seus semelhantes. Como surge um Macon? O Maçon já nasce feito?, Ou seja por algum motivo especial, este ira procurar até alcançar o conhecimento que o libertará de suas algemas e o fará livre ? Particularmente acredito que o Grande Arquiteto do Universo deixou uma mensagem clara a todos nós, que verdade é verdade em qualquer lugar! A busca desta verdade inicia-se no nascimento e desde então cada pessoa esta procurando-a incansavelmente de forma consciente ou inconsciente! Hoje eu vejo que parte desta verdade me foi revelada na Câmara de reflexões e nas demais provas que seguiram a cerimônia de iniciação. Naturalmente o conhecimento de todo o seu contesto e significado só será entendido plenamente com o tempo, estudo e na busca do aperfeiçoamento continuo. 3) Câmara das reflexões Lembro que ao me deixarem só trancado em um quarto todo pintado de preto comecei analisar o sentido do que estava sendo me apresentado a pequena mesa, a caveira, os escritos, o testamento o questionário, senti neste momento que cada objeto ali apresentado tinha o seu significado simbólico. • O QUARTO ESCURO Conta-se uma historia: “Em que existia uma caverna onde as pessoas eram acorrentadas e deixadas-la, os únicos conhecimentos que tinham se resumiam ao pouco que enxergavam, ou seja, praticamente nada. O tempo se passou e as pessoas desta caverna passaram a acreditar que seu mundo era composto simplesmente da realidade que conheciam e se recusavam em acreditar na existência de um mundo mais amplo. Até que um dia uma das pessoas que estavam presas conseguiu se soltar e sair fora da caverna, e viu pela primeira vez a luz do dia! Seus olhos naturalmente não se adaptaram a esta mudança tão brusca, porem aos poucos ela foi enxergando uma nova realidade completamente diferente que estava acostumada e viu como tudo isso era bom. Lembrou-se rapidamente dos amigos que estavam presos e retornou para contar-lhes o que tinha descoberto. Grande foi sua surpresa quando verificou que seus amigos não acreditavam no que ele dizia, e viam que ele tinha voltado pior falando coisas estranhas e que não faziam sentido na realidade que o grupo conhecia”. Vejo que este também é o significado simbólico colocado pela câmera das reflexões com suas paredes pretas com pouca luz, simboliza o mundo que me encontrava naquele momento o de escuridão o de falta de conhecimento e de falsas crenças o mundo que a maioria das pessoas enxergam como seu mundo. • AS MENSAGENS ESCRITAS O homem tem utilizado da escrita dos desenhos, dos símbolos como forma de passar uma mensagem, um conhecimento que muitas vezes faladas não estariam demonstrando o seu real significado. Porem a escrita é uma poderosa forma de comunicação e conscientização das pessoas e um dos pontos que me chamou especial atenção enquanto estive na câmara das reflexões foi um texto que dizia “Se queres entender o significado da vida pense na morte” esta faze nos leva direto a questões que a humanidade vem procurando solucionar desde o inicio dos tempos De onde viemos?, Porque vivemos?, Para onde vamos? No meu caso especificamente me levou a pensar. Que mensagem estarei deixando de legado sobre minha existência, as pessoas que amo? O que direi a Deus quando este me perguntar. Filho meu que fizestes da vida que lhe concedi? • O GRÃO DE TRIGO O grão de trigo, também simboliza uma característica existente em cada pessoa em cada ser humano, ele simboliza a semente geradora da vida. Ou seja dentro de cada pessoa existe uma força enorme dada pelo Grande Arquiteto do Universo, a capacidade de crescer e se desenvolver e de aprender !. Porem muitas sementes são lançadas em solo ruim sem água, com outras plantas que impedem o seu desenvolvimento pois roubam-lhe a luz e o calor. Desta forma a semente não consegue se desenvolver pois lhe é negada as condições mínimas para o seu crescimento. • O PÃO E A ÁGUA São elementos básicos para a sobrevivência do ser humano, sem alimento e água homem perece. O símbolo do pão tem vários significadas históricos e religiosos, simboliza a transformação da matéria prima, da semente do trigo que nasceu, cresceu, deu frutos se multiplicou e desta forma permitiu que de seus grãos se transformassem em uma nova substancia, em algo importante que garante a preservação do ciclo da vida. O símbolo da água é um dos principais fatores que promove a sustentação da vida a Substancia Mãe que permite o crescimento e o desenvolvimento de tudo que é vivo • O SAL E O ENXOFRE Assim como o Trigo, o Pão e a Água simbolizam a substancia e sua capacidade de crescimento o Sal e o Enxofre simbolizam a energia que interage no processo permitindo que o crescimento ocorra, esta energia deve ser dosada, deve buscar o ponto de equilíbrio. O mundo criado pelo Grande Arquiteto do Universo é um exemplo vivo deste equilíbrio de forças existentes onde vemos o papel desta energia fundamental que permite a transformação das substancias em novas substancias. Quando uma destas forças é alterada o mundo sente e sofre as conseqüências desta alteração ira se refletir em todos os seres vivos de uma forma maior ou menor, mas afetará a todos. • O MERCÚRIO VITAL O Mercúrio vital, simboliza todo o processo de transformação do homem, é o seu refinamento a retirada das impurezas até que se obtenha o produto final sem impurezas um elemento precioso! Este elemento precioso para o homem é a sabedoria nascida da transmutação por meio da sublimação e refinamento da ignorância, do erro, do temor e da ilusão. Este produto raro e precioso é o que transforma os humanos em pessoas especiais! Especiais não para elas, mas especiais para o mundo! “Vós sois o sal da terr
2. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 8, 2007

Lançamento – Madras Editora – madras@madras.com.br

Livro: Girando a Chave de Hiram
Formato: 16×23 cm
Páginas: 288
ISBN: 85-3700-044-2
Preço: R$: 39,90

Release: “A primeira lição que a Maçonaria oferece ao espírito humano é trazer à sua percepção o propósito do Universo (…) Ela é um sistema de auto conhecimento baseado no mito, na alegoria e no simbolismo – e no devido tempo descobriremos que ela sugere uma resposta à questão central da ciência moderna:“Por que o Universo deu-se ao trabalho de existir?”

Girando a Chave de Hiram veio para preencher a lacuna da espiritualidade na Maçonaria, por meio de um livro sério e denso em seu conteúdo, com o projeto de explorar os profundos sentimentos que a Maçonaria provoca no autor — Robert Lomas.

“A Maçonaria ensina que um ser humano é composto de quatro segmentos, cada um formando a quarta parte de um círculo.

O círculo representa a totalidade do ser que um Mestre Maçom tentará equilibrar em todos os seus quadrantes. Quando isso é alcançado, o espírito torna-se um todo completo e circular com seu foco no centro, e apenas quando esse equilíbrio é alcançado, a luz ao centro pode ser vista. Este é o momento da consciência expandida, ou a ‘Experiência de Deus’.”

O por que da decisão de ser maçom, as passagens de Grau e como cada evolução aumenta ainda mais a admiração pela Ordem. Além disso, há explicações sobre os painéis e sobre os mistérios ocultos da mitologia maçônica e de seus rituais.

O significado da maçonaria e o futuro da ordem são tratados com sobriedade, demonstrando que o livro é de conteúdo único e instigante para descoberta de novos conhecimentos sobre assuntos relacionados à Ordem.

Girando a Chave de Hiram, de Robert Lomas, é publicado pela Madras Editora e está a venda em todas as livrarias do Brasil.

Receba meus votos de Luz, Amor e Paz.
Juliana Martins
Departamento de Marketing
Madras Editora :
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redecolmeia Says:

Dezembro 5th, 2006 at 9:00 pm
Maçonaria/História

Esta obra foi elaborada para mostrar como ocorreu a passagem da maçonaria operativa para a maçonaria especulativa. A saída dos construtores das catedrais da França para outras regiões, em busca de trabalho; a migração da arte gótica para a Grã-Bretanha, no século XII, e a promulgação do decreto de proibição às congregações de maçons foram fatores decisivos para tal mudança.
Na obra encontram-se textos explicativos como:
Os Estatutos prevêem a eleição em assembléia de um maceiro e de oficiais que permanecem no cargo durante seis meses. A sociedade “deve ter oito oficiais e dois maceiros, um para cada ofício”, que devem ser eqüitativamente distribuídos entre os bairros.
Um outro detalhe interessante é que os Estatutos obrigam os membros a manter um caderno, o que subentende que muitos eram os MM? da construção e da carpintaria que possuíam rudimentos de leitura, escritura, cálculo, geometria — o que não deixa de espantar, quando sabemos que naquela época a maior parte do povo era analfabeta.

Segredos e Deveres:
Os deveres gerais estão expostos em dezenove pontos: lealdade para com Deus, com a santa Igreja católica, com a L? , com o rei e seu governo, com os CComp? de ofício, com o senhor ou com o empregador, etc. São constantemente privilegiadas as honestidades, a caridade e a beneficência. O maçom deve evitar tudo o que possa prejudicar o ofício.
Depois vêm os deveres “que cabem aos MM? e aos CComp?”: certeza de poder terminar a obra empreitada, aprendizado, salários, assembléias, segredos do ofício. Os últimos deveres são os do Apr? : respeito devido aos MM? e a sua família, obediência, respeito aos outros maçons, proibição de jogos de azar, etc.
O manuscrito continua com um catecismo (perguntas-respostas) que valoriza o segredo. É sobre o segredo que repousa a sobrevivência do ofício.
Os deveres sobre os quais a obra apresenta, assim como todos os outros deveres e segredos pertencentes à franco-maçonaria e a todos aqueles que foram iniciados, bem como as deliberações dessa santa L? , não devem ser divulgados ou revelados mediante uma doação, um pote de vinho ou uma recompensa, por favor ou por afeição, direta ou indiretamente, pois não importa qual motivo, mesmo a seu pai, sua mãe, sua irmã, seu Ir? , seus filhos, um estranho ou qualquer outra pessoa.
O autor também procura desmistificar a falsa idéia que se tem da Ordem-Maçônica, compreendendo suas origens e evolução, e mostra que os segredos, as palavras, os gestos, os toques e as marchas da maçonaria foram traídos, dadas as revelações publicadas na imprensa.

Para mostrar a verdadeira face da Franco-Maçonaria, o autor a relata, em forma de temas:

• Os Estatutos de Bolonha;
• O Manuscrito Halliwell, Denominado o Regius;
• O Manuscrito Cooke;
• Os Estatutos de Estrasburgo e do Dia de São Miguel;
• O Manuscrito da Grande Loja nº1;
• O Manuscrito de Edimburgo;
• O Manuscrito de Sloane 3329;
• O Manuscrito Dumfries nº4;
• O Manuscrito do Ttinity College;
• O Manuscrito de Graham;
• As Constituições de Anderson – 1723;
• Diversas Instruções Secretas – Aprendiz, Companheiro e Mestre.
A História da Franco-Maçonaria é uma obra completa, fiel aos principais acontecimentos que marcaram o surgimento dos maçons.

Sobre o autor:
Jean Ferré traz à tona A História da Franco-Maçonaria, um assunto pouco conhecido pela população em geral e que é contado nesta obra por meio de textos simples e concisos com os quais o leitor conhecerá os aspectos mais importantes da Ordem maçônica, inclusive o processo evolutivo da maçonaria.
O autor mostra neste seu trabalho, que diante de inúmeras perseguições sofridas pelo poder reinante, os maçons reuniam-se em Lojas estritamente profissionais. Em 1599, as Lojas maçônicas deixaram de ser puramente operativas e passaram a admitir homens que não tinham nada a ver com o ofício.
Cada corpo de ofício tinha a obrigação de publicar seus Estatutos para poder ser reconhecido pelo que chamam hoje de poderes públicos. Esses Estatutos permitem aprender sua organização e seu pensamento, para não dizer, sua filosofia.
Em A História da Franco-Maçonaria, o primeiro texto citado faz referência ao texto mais antigo relacionado ao ofício, que são os Estatutos de Bolonha, de 1248.
No que diz respeito à Maçonaria Dissecada, o leitor verá que ela se divide em seis partes. A primeira é um breve histórico à alusão às artes liberais, à geometria, à Babel, ao Egito, ao Templo de Salomão, etc. A segunda parte descreve o grau de Aprendiz (sinais, toques e pontos perfeitos da iniciação).
Na maçonaria operativa, os Estatutos são os textos mais antigos de uma regulamentação. Eles também permitem compreender como os mestres da construção e da carpintaria organizaram-se para proporcionar uma existência legal à sua associação e proteger o ofício, tanto no plano financeiro quanto no plano ético ou moral.
Estes e muitos outros ensinamentos são passados por Jean Ferré em A História da Franco-Maçonaria.

GRUPO EDITORIAL MADRAS
MADRAS EDITORA
Páginas: 376
Preço: R$49,90
Formato: 16×23

Fernando Says:

Dezembro 6th, 2006 at 12:39 am
Manual Completo para
Lojas Maçônicas

Sobre o Livro
Esta obra será de grande utilidade aos Irmãos maçons, pois fornecerá subsídios ao Venerável Mestre, aos Vigilantes, ao Orador, ao Secretário e aos demais oficiais de Lojas Maçônicas, servindo como um guia completo de consulta permanente e elucidação das dúvidas mais freqüentes do dia-a-dia das atividades da nossa Ordem. Aqui se encontram informações de como fundar e regularizar uma Loja, modelos de formulários, de atas, entre outros dados relevantes.
A obra traz, também, a relação mais conhecida dos 25 Landmarks, que são considerados as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal, pelo que se caracteriza por sua antiguidade, as quais jamais podem ser revogadas.

SOBRE O AUTOR
Por ocasião da posse do Eminente Cláudio Roque Buono Ferreira como Grão-Mestre Estadual do Grande Oriente de São Paulo, reuniram-se os Irmãos que assumiram a direção da Grande Secretaria de Cultura e Educação Maçônicas e, por determinação e inspiração do recém-empossado Grão-Mestre, resolveram debruçar-se sobre as prioridades de trabalho nas áreas da Educação e da Cultura, percebendo, então, que havia uma lacuna a ser preenchida: a reunião, em um único livro, de inúmeros e esparsos regulamentos, leis, decretos, estatutos, protocolos, atas, formulários, textos e landmarks, todos indispensáveis a um bom trabalho de Loja. As dificuldades foram enormes, mas não insuperáveis e, assim, surgiu este livro, cuja finalidade precípua não é entreter, mas orientar.
Constitui-se mais em um manual e menos em obra literária; e um manual é para ser consultado na rotina dos trabalhos da Loja, nas ocasiões em que, eventualmente, surjam dúvidas ou controvérsias, dele exigindo-se apenas didática, clareza e concisão. Se alcançados estes objetivos, felizes e gratificados nos sentiremos.

Fernando Says:

Dezembro 6th, 2006 at 12:40 am
Literatura De Kahlil Gibran

Considerado um dos tesouros da Literatura Espiritualista, O Profeta é antes de tudo um poema ao poder do Amor Universal.
Escritas originalmente em inglês, as palavras de Kahlil Gibran evocam o encantamento dos Salmos e o ritmo mágico dos Cantos de Salomão, fundindo a filosofia cristã com o espírito e a sabedoria oriental que deriva da rica mistura de influências do Líbano, terra natal do autor.
Prestes a partir da cidade de Orphalase, onde viveu por 12 anos, o estrangeiro Almustafa, o “Profeta”, é cercado pela multidão, que lhe pede conselhos. Ele faz breves sermões sobre 26 temas numa linguagem que é surpreendente por sua simplicidade e majestade, por suas metáforas brilhantes e seu ritmo gracioso. Suas palavras, cheias de compreensão e amor, clamam pela união entre os homens, pelo respeito a todas as formas de vida e pela absoluta necessidade de continuidade.
Publicado pela primeira vez no início do século XX, O Profeta permanece como um marco da literatura espiritual, um conforto a todas as almas deste mundo.

Sobre o autor:
Kahlil Gibran nasceu no norte do Líbano, em 1883, nas cercanias da floresta dos cedros sagrados. Quando tinha 11 anos, toda sua família, menos o pai, mudou-se para os Estados Unidos, onde ele passaria grande parte da sua vida. Foi uma criança solitária, que gostava de estar em contato com a natureza. Desde cedo mostrou gosto pelas artes — tinha especial admiração por Leonardo da Vinci —, vindo a trabalhar com o fotógrafo Fred Holland Day, com quem desenvolveu vários projetos artísticos e para quem posou como modelo. Quando tinha 15 anos, foi mandado de volta ao Líbano, para estudar. Travou contato com a cultura árabe e foi grandemente influenciado por ela, apesar de permanecer como um pensador singular e livre de dogmas. Depois de viver quatro anos em sua terra natal, retorna aos Estados Unidos, onde encontra sua família destruída: seus irmãos Boutros e Sultana haviam morrido de tuberculose; sua mãe morre logo depois de sua chegada. Após vender os negócios da família, passa a ganhar a vida como pintor, tendo como mecenas Mary Haskell, que o envia a Paris, para estudar pintura.
Escrever em inglês abriu definitivamente as portas para Kahlil Gibran. Publica O Profeta, obra de singular beleza, de estilo forte e poético, que o torna mundialmente conhecido. Sua trajetória foi um misto de inúmeras crenças, o que o torna mais rico e completo. Islamismo, Cristianismo e Paganismo amalgamados, formando um todo coeso. Morre em 1931, na cidade de Nova York, deixando um legado de obras. Uma ponte entre o ocidente e o oriente, uma ponte entre o artista e o público.

GRUPO EDITORIAL MADRAS
MADRAS EDITORA

Páginas: 120
Formato: 14×21
Preço: R$ 16,90

Fernando Says:

Dezembro 6th, 2006 at 12:42 am
Release – História dos Cavaleiros Templários

O Objetivo principal do autor de História dos Cavaleiros Templários não foi
simplesmente mostrar aos leitores o resultado de sua busca pessoal e pesquisa.
Acima de tudo, Élize de Montagnac orientou-se por um sentimento pessoal, fruto de
uma consciência escrupulosa que não pôde aceitar a condenação duvidosa a qual
os Templários foram vítimas. Esta obra é o resultado da busca pela verdade a respeito
dos Cavaleiros do Templo. O autor inicialmente consultou e pesquisou vários
historiadores especializados no assunto, e que já haviam publicado ou comentado
sobre esse período negro na história (século XIV).

O primeiro a ser consultado foi M. Michelet, em seguida analisou as publicações
de Pierre Dupuy, ex-conselheiro do rei de França e responsável por sua biblioteca.
Fica claro que as acusações e os posteriores julgamento e condenação dos membros
da Ordem, foi resultado de uma conspiração repleta de parcialidades e uma atitude
servil e bajuladora, no que se refere as expectativas de Felipe – O Belo e Clemente V.

Com a evidência dessa conspiração, Élize de Montagnac passou a analisar com
muita atenção e minúcia os documentos e crônicas escritos a respeito da Ordem dos
Templários. Foi uma pesquisa meticulosa que durou dois anos, segundo o autor,
o que gerou uma grande satisfação pessoal.

Reunindo documentos e manuscritos, Montagnac elaboradamente produziu uma
obra que mostra e nos conduz de maneira fluídica, às suas conclusões a respeito da
verdadeira história do Templários.

A Ordem dos Cavaleiros do Templo, uma confraria iniciática e misteriosa, sobre a
qual divergem a grande maioria dos historiadores. Alguns ressaltam a nobreza e pureza
de seus ideais; outros os acusam das mais torpes e vis atitudes. Onde está a verdade ?
O autor, que com sua argúcia foi ao cerne da questão, conseguiu com imparcialidade,
a verdade e as apresenta nesta obra, de forma clara, objetiva.
Madras Editora lança o livro História do s Cavaleiros Templários, escrito por
Élize de Montagnac, já disponível nas melhores livrarias do Barsil.

Fernando Says:

Dezembro 6th, 2006 at 12:42 am
Santo Graal

O Santo Graal é geralmente considerado como a taça com a qual Cristo instituiu a Eucaristia na Última Ceia e usado por José de Arimatéia para recolher seu sangue proveniente das feridas provocadas por ocasião da crucificação, em especial aquela ocasionada pela lança do centurião romano que a tradição apócrifa chama por Longino

(”Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” – João19:33-34).

A Igreja Católica não dá ao Graal mais do que um valor simbólico e acredita que não passe de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido.

A lenda do Graal e seu significado parece ter sido introduzida por Robert de Boron em seu poema Joseph d’Arimathie -também chamado de Le Roman de l’Estoire dou Graal, o qual foi provavelmente escrito nos fins do século XII, mas sua lenda já era conhecida desde o princípio da Idade Média com diferentes versões.

Nas narrativas medievais posteriores, o Graal não se refere apenas a um cálice mas também a uma esmeralda da coroa de Lúcifer com a qual foi esculpida uma taça poderosa, como é contado no romance Parzival de Wolfram von Eschenbach (1170-1220) ou a um conjunto de utensílios (taça e bandeja) como refere Chrétien de Troyes (1135-1189(?)).

Aqui vemos representados elementos considerados sagrados pelas diversas tribos celtas que habitaram as atuais França e Inglaterra, donde se depreende que, provavelmente, em suas origens, estejam vestígios de antigas tradições não-cristãs.

Nesse sentido, objetos poderosos como caldeirões, vasos ou pedras são também comuns em lendas e tradições religiosas como a egípícia, grega ou islâmica.

O termo Graal vem do latim “Gradale”, que significa um prato trazido à mesa durante os vários estágios de uma refeição.

A imagem do cálice, contudo, foi popularizada por escritores tais como Troyes e Sir Thomas Malory (1405-1471)em seu Morte D’Arthur.

Em outro sentido, foi reivindicado que o Graal não seria um objeto físico de qualquer tipo mas a própria linha de sangue dos descendentes de Jesus que nascerm de um suposto casamento com Maria Madalena e que teriam sido levados até as Ilhas Britânicas ou França por José de Arimatéia, seu tutor.

Daí, o nome Santo Graal, seria uma corruptela da língua francesa “Sang Real”(sangue real) e desses descendentes, teriam sido originárias várias casas reais da Europa como os d’Anjou e os Merovíngios, pois o próprio Jesus descendia da linhagem real de David. Modernamente, a própria Psicologia, através dos estudos de Marie Louise Von Franz, Carl e Emma Jung,
procuraram associar ao mito do Graal, dentre tantos significados possíveis, a representação da auto-realização através de uma metáfora.

Para eles mesmo que nos contos do Graal estejam o reflexo de uma época, seus símbolos são atemporais e arquetípicos, portanto relevantes hoje e em qualquer momento.
Suas histórias expressam de forma vigorosa a jornada psicológica em busca da totalidade, da Individuação.

Como se pode perceber, as histórias e narrativas do Graal nos são transmitidas através de diferentes tradições, uma das quais provém da cultura anglo-saxônica, que em si, encerra fortes influências célticas.

Nesta, o rei Artur e os cavaleiros da sua Távola são o ponto central.

O Graal seria, no entanto, uma transformação do símbolo do Caldeirão Mágico de Ceridwen capaz de ter transformado em poeta o jovem Taliesin que nele caíra e morrera afogado.

Também é um caldeirão mágico no qual são introduzidos os mortos que dele saem ressucitados, embora desprovidos de fala para que não revelem os segredos do Além.

De forma semelhante, os Cavaleiros da Távola redonda ficaram sem fala quando a maravilhosa imagem do Graal se manifestou diante deles.

Seria possível também reconhecer que aqui é trazido o tema das Ordens Iniciáticas, vista de uma perspectiva das Novelas de Cavalaria, permitindo várias associações com a Ordem dos Templários, formada em sua maioria por monges guerreiros e que exerceu grande influência na Europa e na Terra Santa desde sua fundação em 1118 até a sua violenta extinção pela Igreja em 1314 .

Por exemplo, Eschenbach cita em seu romance um grupo de cavaleiros valorosos, os Templeisen que seriam os guardiões do Graal e do templo no qual estava guardado.

Por essa razão, diz-se que esta Ordem seria a guardiã do Graal e de outras preciosas relíquias ou que pelo menos estivesse envolvida na sua busca, além de ter sido possivelmente a precursora de sociedades secretas como a Maçonaria.

Do ponto de vista histórico e literário, as primeiras narrativas escritas do Drama do Graal e do Ciclo Arturiano se relacionam com o período das Cruzadas onde se tenta o domínio da
Terra Santa- Jerusalém-
e lá são procuradas de diversas relíquias referentes ao período da vida e morte de Jesus.

Já as últimas narrativas foram escritas numa época em que as Ordens de Cavalaria já entravam em um período de decadência, e Graal passa a representa o sonho de salvação de reinos que se encontravam em crise e de outros que se afirmavam.

Em outro sentido, é bastante evidente que o mito do Graal oculta um verdadeiro Mistério Esotérico que até os dias de hoje ainda não foi total e plenamente decifrado.
Podemos partir do ponto de vista de que o mito do Graal não é assim tão simples, mas que por trás dele existe uma vontade que determina a sua direção.

Algumas correntes esotéricas referem que os Cátaros ou Albigineses, grupo religioso considerado herege pela Igreja Católica na Idade Média, detinha as chaves para se conhecer os mistérios que encerram o Graal e que inclusive o tinham em mãos.

Nesse aspecto, diante da catástrofe que os atingiu- ou seja a perseguição e aniquilamento por parte da Santa Inquisição em
1244- os segredos esotéricos tinham de ser congelados, hibernando pelos próximos séculos de trevas, até que chegue o momento oportuno; quando a humanidade estará madura para a total revelação.
Exotericamente, o Graal contém e representa o conhecimento iniciático que é passado de geração em geração.

No Tarot, o Graal estaria representado no símbolo de Copas ou Cálice e seus Arcanos Menores: rei, rainha, dama, valete e cavaleiro.
O significado oculto seria o sentimento e a capacidade de absorver, compreender, aprofundar a vida que estabelece uma profunda ligação com o coração.

É quando o ser humano se une ao outro, cria, refloresce e descobre que a vida é a própria Fonte da Juventude.

Uma coisa é certa: apesar de (ou talvez por causa de) suas qualidades, o Graal atraiu e continua atraindo uma grande fascinação prometendo mistério, segredo, aventura e um prêmio ou conhecimento disponível para aqueles que queiram encontrá-lo. Não obstante, todos os comentaristas se mostram de acordo quanto ao tratar-se de algo profundo , cuja busca merece o sacrifício (sacro-ofício) e dedicação de uma vida inteira, mesmo se sabendo que tal procura busca possa ser infrutífera.

Se examinarmos as diferentes narrativas um pouco mais profundamente, notaremos algumas evidências do Graal como conhecimento, uma meta espiritual que representa a iluminação e a plenitude interior, objetivos de todos os místicos.

Fernando Says:

Dezembro 6th, 2006 at 12:43 am
Conheça um pouco sobre a história da Maçonaria e alguns dos significados dessa Sociedade Secreta

Em Introdução à Maçonaria, o autor Rizzardo da Camino conta um pouco sobre a história da Arte Real, apresentando informações a respeito da doutrina, história e filosofia de uma das sociedades secretas mais antigas do mundo

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Falar a respeito de Sociedades Secretas nessa época a qual vivemos tornou-se fato corriqueiro. Entretanto, apresentar uma obra que traga algumas das principais discrições de uma das mais tradicionais ordens secretas do mundo é um fato extremamente interessante; principalmente ao saber que o autor Rizzardo da Camino, Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria, já publicou mais 40 títulos a respeito do assunto.

Nesse novo trabalho ele mostra documentos históricos como as encíclicas papais contra a maçonaria, a história da maçonaria no Brasil, a influência da ordem em fatos história do país — Revolta de Manuel Beckman, a Revolta do Emboabas e do Mascates, o Levante de 1720, a Inconfidência Mineira, a cor da Bandeira do Estado de Minas Gerais, a Revolução Pernambucana, a Independência, a Carta de Gonçalves Ledo dirigida a D. Pedro I, a Guerra dos Farrapos, a Abolição da Escravatura, a República —; além da filosofia, a simbologia do templo, do livro sagrado, do esquadro, do compasso e da régua, o pavimento mosaico, a borda festonada, a estrela flamejante e a corda de 81 nós, as colunas, a abóbada azulada e a luz, as jóias, o altar dos perfumes, o incenso e o mar de bronze, a câmara das reflexões, o avental, os cinco pontos e o número sete, as espadas, os timbres, as luvas, e outras informações que colaborarão no sentido de propiciar conhecimento àqueles que desconhecem a Ordem.

Atualmente existem mais de 80 mil volumes que trazem informações sobre a origem da Maçonaria nos mais remotos recantos. Não importa, porém onde tenha nascido a primeira organização. A verdade é que ela não é fruto de uma geração espontânea, mas sim da soma de experiências. A Ordem valoriza o homem, e por isso o ponto central a ser estudado será o próprio homem. Deve ficar claro que a história da Maçonaria não é a história do homem, mas, sim, a história daqueles que se preocuparam com a valorização dele, dentro de uma sociedade. Não a valorização econômica; técnica, religiosa, mas a valorização natural, para que o homem possa, descobrindo as suas potencialidades realizar-se e ser feliz.

A Maçonaria se desenvolveu quando os ingleses organizaram, aperfeiçoaram, criaram normas, regulamento e leis e transformaram a história do passado em atividades práticas. A presença da Inglaterra tornou-se tão forte após o século da civilização, a ponto de hoje aceitarmos como sinônimo de Maçonaria a expressão Arte Real.

A Maçonaria apresenta duas partes fundamentais: a adoração em um só Deus e a igualdade entre os homens. Ela não surgiu livremente e não se desenvolveu em um ambiente de liberdade. Hoje, nos países despóticos, ela precisa esconder-se, o mesmo ocorrendo na época da Santa Inquisição e durante os primórdios da Ordem.

A simbologia da Maçonaria oferece um vago pensamento que conduz à reflexão e, depois à análise, obrigando o iniciado a buscar a verdade entre a poesia e a aparência. Os símbolos foram criados pelas Sociedades Secretas para ilustrar, ensinar, conservar a filosofia profunda da vida e transformar os homens comuns em seres úteis. Ninguém se dá conta de que o maçom tem a habilidade dos arquitetos, dos construtores, dos pedreiros, tudo executado com perfeição; tudo medido, calculado, com o mesmo capricho; a mesma preocupação da obra perfeita; o mesmo trabalho que revela conhecimento profundo e apresenta a semelhante entre o Grande Geômetra.

INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA
Título: Introdução à Maçonaria — Doutrina, História e Filosofia

Formato: 16 x 23

Preço: R$ 57,90

Páginas: 432

Onde encontrar:

Madras Editora Ltda. / Rua Paulo Gonçalves, 88 / Santana / São Paulo-SP 02403-020

Fone: (11) 6959-1127 / Fax: (11) 6959-3090

http://www.madras.com.br / madras@madras.com.br

Fernando Says:

Dezembro 8th, 2006 at 4:45 pm
livro “MAÇONARIA – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e seus Mistérios”, que traz um universos de temas, entre tantos outros:
Maçonaria e os Mistérios da Antiguidade;
Os Deuses Moloch e Baal;
Melquesedeque;
Os Templários;
O Surgimentos das Lojas;
A Autentica Maçonaria;
A Influencia Cabalistica;
A Árvore da Vida e os Arcanos Maiores;
Princípios de Educação e Ética;
Tradições da Maçonaria;
Os 33 Graus;
A Acácia;
A Lenda de Hiram Abiff;
A Grande Ciência dos Mistérios;
Os mistérios da Antigas Civilizações;
Origem da Iniciação, dos Símbolos, Hieróglifos, Mistérios e da Veneração;
Mistérios da Índia. dos Egípcios, dos Cabírios, dos Gregos; dos Judeus; dos Essênios, dos Cristãos;
Mistérios Sagrados de Zoroastro e de Mitra;
A Doutrina Secreta;
O Plágio Católico;
Os Guardiões da Humanidade;
A Grande Fraternidade;
Maçonaria Simbólica;
O Uso dos Números;
Pilares e Colunas;
Piso Mosaico;
As Jóias Maçônicas;
Escada de Jacó;
Luz
As Três Grandes Luzes;
Os diversos simbolismos maçônicos;

Enfim, é uma obra fantástica, com mais de 650 páginas, que aborda os mais diversos e profundos mistérios da Maçonaria e das Antigas Tradições Iniciáticas.

É um livro que trará muita Luz e Conhecimento a todo o Povo Maçônico. Notadamente, elevará os conceitos da Maçonaria Contemporânea, em uma visão espiritual, fundamentada na própria História da Humanidade. E, certamente, a obra “MAÇONARIA – Escola de Mistérios – A Antiga Tradição e seus símbolos”, irá gerar inúmeros debates no meio cultural maçônico, e quem tiver a sensibilidade espiritual aflorada, poderá enriquecer sua Alma, caso contrário, …

Considerando que todo verdadeiro Maçom, possui um lado espiritual mais sensível, exatamente, o difere da grande massa, será um livro de grande valia a todos os praticantes da Arte Real.

Este livro não pode faltar em seu acervo!

Enfim, é um belo presente para o final de ano, maiores informações, consulte o site da Madras Editora, e conseguiram adquirir esta valiosa, com um desconto especial de pré-venda.

http://www.madras.com.br

Fica aí, a minha especial dica maçônica cultural.

Fernando Says:

Dezembro 15th, 2006 at 12:40 am
Dê um livro de presente de natal ao seu amigo ou irmão.
http://www.editorafraternidade.kit.net/index.htm
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CONSTITUIÇÕES DE ANDERSON DE 1723: o primeiro e básico livro maçônico, publicado no mundo, com 182 pgs., formato 28×21, encadernado luxuosamente, 2a. edição, editada oficialmente pelo Grande Oriente do Brasil, em inglês e português, tradução e prefácio de João Nery Guimarães.

FILOSOFIA DA MAÇONARIA: do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte, 193 pgs., Formato 22×14, encadernado, com 17 ilustrações, tratando dos temas mais importantes da Maçonaria, tradução de João Nery Guimarães e introduções e notas de Santino Caramella. Esse livro traz a polêmica de Fichte e Fessler, sobre a Maçonaria Esotérica e a Maçonaria Exotérica.

A MAÇONARIA E A LITURGIA: ( Uma poliantéia maçônica ), editada pela A Trolha, em 2 volumes, com 372 pgs,. Abordando 45 assuntos diferentes, de autoria de João Nery Guimarães.

CADERNOS CULTURAIS GLÍCERIO: n°s 1, 2 e 3, formato 31×22, reunindo trabalho de Leom Tolstoi, Thomas Mann ( prêmio Nobel ) Jules Romains ( da academia francesa ), F.T.B. Clavel, Edmond About, Charles Nodier ( Percursor do romantismo ) e do e do escritor alemão Lessing (clássico maçônico, traduzido mundialmente ), direção, seleção e tradução de João Nery Guimarães.

MAÇONARIA SEM COMUNISMO: ( Hiram x Marx ), 79 pgs., formato 22×15, antecipando-se á glasnost e a perestoika. Prefácio do Almirante Benjamin Sodré, ex-Grão-Mestre do GOB, e autoria de João Nery Guimarães.

UM ESTUDO SOBRE LAWTOM: com 73 pgs., formato 24, 5×14, editado oficialmente pelo GOSP, prefácio de José Castelany e autoria de josé Castellani e autoria de João Nery Guimarães.

OS CONSTRUTORES MAÇÔNICOS: obra clássica da literatura maçônica norte-americana, traduzida em mais de 10 idiomas, Joseph Fort Newtom, formato 20×14, com 232 pgs., editada pela A trolha tradução de João Nery Guimarães.

Para breve: Obras Maçônicas de Hipólito da Costa, em homenagem ao seu segundo século de iniciação em filadélfia, USA, reunindo as três obras : Cartas sobre a Framaçoneira, Narrativa de perseguição de Hipólito da Costa Pereira Furtado de Mendonça, contendo o processo do autor na intendência de policia e na Inquisição Portuguesa, e Esboço para a História dos Artífices Dionisíacos, livro editado oficialmente pelo GOB, com 203 pgs., 7 ilustrações, encadernadas, formato 28×21, em papel de luxo. Preço ainda a ser fixado pelo GOB, obra essa dirigida, atualizada ortograficamente e coordenada por João Nery Guimarães, http://www.editorafraternidade.kit.net/index.htm

Ir.: João Nery Guimarães
Rua do Sossego n.º 452 04463-110
(11) 5612-7085

Agenor Moreira da Silva Neto Says:

Dezembro 16th, 2006 at 8:22 pm
Procurei em quatro livrarias de Belo Horizonte o livro MAÇONARIA – ESCOLA DE MESTÉRIOS de autoria do ir.´. Wagner Veneziani Costa e não encontrei.
Gostaria de ser informado de o livro já foi ou está sendo distribuido para todo o Brasil, ou terei que adquiri-lo via Internet?
Obrigado e aguardo resposta.
Recado do ir.´. Agenor Moreira da Silva Neto
agenor.m@gmail.com
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Você pode achar o livro no site http://www.madras.com.br

redecolmeia Says:

Dezembro 20th, 2006 at 9:36 pm
Dica da Rede Colméia para quem é Aprendiz ou Mestre.

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Recomendamos que adquiram o Livro 1 do Grande Oriente do Brasil – “O Aprendiz – Maçom” de Henrique Valadares (Cayru) Edição 1997, custa R$ 6,00 no GOSP, Rua São Joaquim, 457, (11) 3346-7088, e-mail neste livro tem “As Constituições de Anderson de 1723″, os “Landmarks”, as Velhas Obrigações, o Alfabeto Maçônico e outras informações importantes.

* As Constituições de Anderson de 1723, esta escrito como o maçom deve se portar com os IIr.’., família, vizinhos, GADU, como escolher um VM, o que fazer com o Tronco de beneficência, para onde deve ir apos o termino da sessão e outras…, é por isso que na nossa CONSTITUIÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL, TÍTULO IX – DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS, CAPITULO II, Das Disposições Finais, Pagina 67 , Art. 133 – As Constituições de Anderson de 1723, os “Landmarks”, as Velhas Obrigações, a Legislação das Potências Maçônicas Regulares e a legislação brasileira serão aplicados aos casos omissos nesta Constituição e nas leis que dela dimanam, observada a ordem de seqüência aqui enunciada.
Este é o livro que é a base da maçonaria, deveríamos entregar o livro acima junto com os rituais para os neófitos.

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Devido a divulgação em nossa rede esta esgotado, em 2 dias foram vendidos 25 livros.
Reserve o seu no GOSP.

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Quando entrei na maçonaria recebi este livro (dentre muitos outros) de mio zio Tullio Colacioppo, aproveito este e-mail para agradece-lo, de publico.

Um tríplice fraternal abraço,
Ir.’. Fernando Colacioppo
Coordenador de sites independentes de Lojas do GOSP

carmo capozzi Says:

Janeiro 1st, 2007 at 12:34 pm
Livro sobre o psiquismo e o misticismo da maçonaria
“A LUVA e a ALMA”
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AGNES GRAFICA E EDITORA LTDA
Autor CARMO CAPOZZI
formato 15×20
pags 100
preço R$ 11,00 (colocado ai em vossas mãos, ja com frete)
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O livro A LUVA e a ALMA, apresenta um tema esclarecedor (CONHECA-TE A TI MESMO) do sintetismo da história do homem no REAA.’. desde o berço (REGRESSÃO), até o futuro (PREMUNIÇÃO), revelado pelo psique humano, que estimulado pelo misticismo da indução maçonica na pratica que se apura em algumas lojas; cujas tendências de respostas, das ações e reações do homem, revelam suas preferências, suas energias, suas habilidades e sua visão passada pela vivência e convivência, projetando a qualidade do seu carater, e o PERFIL do “homem” nos exemplos de Hermes.
Por isso o livro a LUVA E A ALMA, propoe uma reavaliação naquilo que as lojas poderão tratar; partes relevantes como o PSIQUISMO E O MISTICISMO que existe em nós, nos nossos sentidos, e se alteram no reflexo de tudo que existe dentro de uma loja; o livro A LUVA e a ALMA comprova tambem pela técnica da parapsicologia, e pela medicina neurológica, que a indução simbólica maçonica, atinge e qualifica em principio nossa capacidade mental, e desta para todos os outros orgãos do corpo, possibilitando uma melhor conscientização na distinção da evolução do nosso carater, com uma aceitação mais racional daquilo que realmente somos e podemos oferecer a sociedade.

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PEDIDOS DIRETAMENTE COM O AUTOR

pelo email – carmosou@terra.com.br

pelo telefone 011/ 6910-0240

ARLS.’. TRADIÇÃO E CONVICÇÃO Nº 3598 – GOSP.’. – GOB.’.
CIM 179514

carmo capozzi Says:

Janeiro 6th, 2007 at 1:08 pm
Parabens aos IIR.’. do oriente RIO DE JANEIRO/RJ

Acabam de adquirir 200 unidades do livro A LUVA E A ALMA, ATRAVÉS DO

GR.’. SECRET.’. RELAÇÕES EXTERIORES CMSB – IR.’. JOSÉ CARLOS SEIXAS, para distribuição em todas as lojas DE SUA JURISDIÇÃO.

Desejo como autor, um ótimo aproveitamento em trabalhos de loja, neste cativante e curioso tema O PSIQUISMO E O MISTICISMO DA MAÇONARIA.

Parabens a todos os IIR.’. do OR.’. do RIO DE JANEIRO/RJ – e boa leitura.

CARMO CAPOZZI

3. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 9, 2007

Porto operou 75,5 milhões de toneladas em 2006, diz Antaq
A Tribuna – 09 de janeiro de 2007

Da Reportagem O Porto de Santos fechou o ano de 2006 com uma movimentação de 75,5 milhões de toneladas, apontou levantamento realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antaq). O volume de operações no complexo registrou um crescimento de 5,3% em relação ao exercício anterior, de acordo com o levantamento do órgão regulador. Os dados inseridos no relatório da Agência superaram as expectativas da própria Codesp — estatal que administra o porto — para 2006. A Autoridade Portuária previa, conforme publicado na edição de A Tribuna do último dia 19, que os embarques …

Exportação soma 28 milhões de t
DCI – 09 de janeiro de 2007

Brasília – Os registros de exportação da soja em grão totalizaram 128,8 mil toneladas na segunda quinzena de dezembro, elevando para 28,007 milhões de toneladas o total acumulado na temporada 2005/2006, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). …

Obras devem começar em fevereiro
A Tribuna – 09 de janeiro de 2007

Da Reportagem As obras da nova sede da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) no Porto de Santos devem começar até o final do próximo mês, informou o encarregado de inspeção naval do órgão, o capitão-de-corveta Marcelo Ruas Nogueira. Com os novos edifícios, que serão construídos no Cais da Marinha (localizado entre os armazéns 27 e 29), a autoridade marítima conseguirá concentrar suas operações em um único local da Cidade. Atualmente, as atividades da CPSP são divididas entre suas instalações temporárias no Cais da Marinha (os antigos escritórios da Guarda Portuária, da Cod …

Agentes planejam faculdade de ‘shipping’
A Tribuna – 09 de janeiro de 2007

Da Reportagem A nova diretoria do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) já tem definida uma série de metas a se alcançar na gestão que se inicia (2007-2009), mas uma em especial pode dar resultados para muito além dos muros da própria instituição. Trata-se da criação de uma faculdade de shipping (agenciamento marítimo), a exemplo do que já ocorre em outros países desenvolvidos onde a atividade portuária é reconhecida e tratada como a mola mestra do crescimento econômico. ‘‘Na realidade nós pretendemos estabelecer cursos um pouco mais com …

Ministério irá priorizar dragagem de aprofundamento
A Tribuna – 09 de janeiro de 2007

Da Reportagem O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) que o Governo Federal irá lançar oficialmente até o final do mês terá como prioridade absoluta, no setor portuário, a realização das dragagens de aprofundamento nos complexos brasileiros. A informação partiu do secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes (MT) e um dos coordenadores do PNLT, José Augusto da Fonseca Valente, durante recente entrevista a A Tribuna. ‘‘Não haverá restrição financeira para as dragagens de aprofundamento. É prioridade absoluta do Governo’’, garantiu Val …

ALL e Klabin ampliam acordo de transporte de bobina de papel
DCI – 09 de janeiro de 2007

A ALL fechou com a Klabin, a maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, novo fluxo de exportação de bobinas de papel. Para viabilizar a nova operação, foram investidos em conjunto aproximadamente R$ 6 milhões na construção de um terminal de transbordo em Lages (SC) e na reforma de mais 35 vagões, para adequá-los ao transporte do produto. A carga será levada por rodovia das fábricas de papéis da Klabin localizadas nos municípios de Otacílio Costa e Correia Pinto, região de Lages, até o Terminal de Lages. De lá, seguirá por ferrovia até o Porto de Paranaguá, para então ser encam …

Logística e Transportes
Valor Econômico – 09 de janeiro de 2007

Mal terminou a eleição para a presidência da República, começamos a assistir mais uma acalorada discussão sobre crescimento econômico, focada como sempre, nas políticas de juros, câmbio e investimentos. Diferentemente de discussões anteriores, desta vez a agenda foi expandida para levar também em consideração as questões de infra-estrutura, mais especificamente de infra-estrutura logística. Esta iniciativa, aparentemente promissora, tem seus riscos que podem resultar em desperdícios e novas frustrações, caso não haja um claro entendimento do que é necessário fazer para construir um sistema log …

Governo inclui Ferroanel em Plano Nacional de Logística
A Tribuna – 09 de janeiro de 2007

Da Reportagem O Ferroanel de São Paulo — o anel ferroviário que irá circundar a Região Metropolitana de São Paulo, a versão férrea do Rodoanel — também irá constar do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT). ‘‘No caso do Porto de Santos e dos portos do Rio de Janeiro o Ferroanel tem uma importância estratégica para garantir melhores condições de chegada de cargas’’, destacou o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes (MT), José Augusto da Fonseca Valente. De acordo com o secretário, o empreendimento será feito por uma Parceria Públ …

Safra de grãos de R$ 56,1 bi aponta para a recuperação da agricultura
O Estado de São Paulo – 09 de janeiro de 2007

Aumento na receita é de 22,7%, após dois anos de queda; em volume, é apenas 1,1 milhão de toneladas a mais O inferno astral da agricultura está chegando ao fim, apesar da safra deste ano ainda não ser nada espetacular em volume. A receita com a produção de grãos que começa a ser colhida no mês que vem deve somar R$ 56,1 bilhões, segundo estimativas da RC Consultores. O crescimento é de 22,7% em relação à receita de 2006. São mais de R$ 10 bilhões adicionais no bolso do agricultor, depois de dois anos consecutivos de queda na renda e descapitalização. Entre arroz, feijão, milho, soja, …

Escala de transatlânticos movimenta terminal
A Tribuna – 07 de janeiro de 2007

Da Reportagem Quase 13 mil turistas movimentaram o Terminal de Passageiros do Porto de Santos ontem, durante a escala de quatro navios de cruzeiros. Estiveram no complexo os transatlânticos Costa Fortuna, Grand Voyager, Grand Mistral e Island Star. A quantidade de público levou a Concais, que administra a instalação, a organizar uma operação especial de atendimento, com o aumento do número de funcionários e dos ônibus para traslado. Foram 130 profissionais, atuando na recepção, segurança, manutenção e limpeza do terminal, e 36 veículos para levar os turistas entre as embarc …

Japão propõe financiamento para Santos
A Tribuna – 07 de janeiro de 2007

Da Reportagem O governo japonês apresentou sua proposta de financiamento para os estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira da ampliação do Porto de Santos, o projeto Barnabé-Bagres, informou o 1º secretário da Embaixada do Japão no Brasil, Ryo Inada. Segundo ele, a oferta prevê ainda apoio técnico na realização dessas análises, que irão verificar os impactos do empreendimento no ecossistema do estuário e no comércio exterior brasileiro. A manifestação de Tóquio foi encaminhada diretamente ao Ministério dos Transportes (que administra o porto), em Brasília, há dua …

Governo investirá R$ 60 bi em infra-estrutura até 2010
A Tribuna – 06 de janeiro de 2007

O Governo planeja investir R$60 bilhões do Orçamento em novos projetos na área de infra-estrutura até 2010. O montante, que está sendo trabalhado como meta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que será anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 22, deverá beneficiar o Porto de Santos. Considerando que o Governo tem previstos apenas R$ 17 bilhões para investimentos no Orçamento de 2007 e que o plano prevê que este número seja elevado em R$ 15 bilhões a cada ano para novos projetos, os técnicos reconhecem que o desafio é grande. “Há restrições fiscais, uma vez …

Codespe estuda novo local de descarte para dragagem
A Tribuna – 06 de janeiro de 2007

Da Reportagem A Codesp estuda um novo local para o despejo do material dragado do Porto de Santos. Nos próximos dias a estatal pretende entrar em contato com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), para que a instituição pesquise uma nova área na região. Atualmente, a Companhia Docas lança os sedimentos da dragagem de manutenção (necessária para compensar o assoreamento natural do estuário e manter o calado entre 13 e 14 metros) a cerca de dois quilômetros da Ilha da Moela, localizada a quatro quilômetros da Praia …

Agronegócio ignora o dólar e bate recorde de exportações
O Estado de São Paulo – 06 de janeiro de 2007

Agronegócio ignora o dólar e bate recorde de exportações Mesmo com real forte e o endividamento, setor vendeu US$ 49 bilhões no exterior em 2006 Apesar da valorização do real ante o dólar e da crise da agricultura, que obrigou o governo federal a renegociar o pagamento de R$ 20 bilhões de dívidas dos produtores, as exportações brasileiras do agronegócio em 2006 bateram recorde, atingindo US$ 49,42 bilhões. Esse desempenho garantiu o superávit, também recorde, de US$ 42,7 bilhões na balança comercial do agronegócio. O setor foi responsável por 93% do superávit da balança comercial …

Agronegócio responde por 93% do saldo comercial
Folha de S. Paulo – 06 de janeiro de 2007

Setor tem superávit de US$ 42,7 bi em 2006, ante resultado total de US$ 46,07 bi Ministro da Agricultura descarta renegociação generalizada de dívidas de produtores para compensar perdas com câmbio e seca Apesar da queda do dólar, da redução dos preços de alguns grãos, principalmente da soja, e de problemas climáticos em 2006, as exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 13,4% e atingiram US$ 49,4 bilhões. As importações somaram US$ 6,7 bilhões. Com isso, o saldo do agronegócio ficou em US$ 42,7 bilhões. O resultado recorde foi bom para as contas externas, já que o set …

Açúcar e álcool devem ser o 2º item da pauta
O Estado de São Paulo – 06 de janeiro de 2007

Venda pode superar a das carnes, perdendo só para soja A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras vem caindo desde 2004, junto com a chegada da crise ao setor agrícola, segundo mostram dados da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A fatia do setor nas vendas externas do País em 2007 poderá voltar a crescer por um fato que, segundo a CNA, será a grande novidade do ano: é bem provável que o complexo do açúcar e do álcool supere as exportações de carnes, tornando-se o segundo item mais importante da pauta de exportações do agronegócio, atrás, apenas, do c …

Porto receberá mais de 8,7 mil turistas hoje
A Tribuna – 05 de janeiro de 2007

Da Reportagem Mais de 8,7 mil turistas e mil tripulantes devem passar pelo Porto de Santos hoje com a vinda de três transatlânticos. Chegarão o MSC Sinfonia e o Sky Wonder, que vão encerrar seus cruzeiros de Réveillon e realizar suas primeiras escalas de 2007 na Cidade. Também atracará nesta manhã o Island Escape, que reunirá o maior número de passageiros do dia. Previsto para permanecer no cais do Armazém 25, que integra o Terminal de Passageiros da Concais, o Escape terá 1.709 turistas desembarcando, 1.680 embarcando e sete em trânsito (aqueles que iniciaram suas viagens em out …

Escalação on-line começa no dia 15
Expresso Popular – 05 de janeiro de 2007

Os cerca de 350 conferentes que atuam no Porto de Santos entram na era virtual a partir do próximo dia 15, quando começa a escalação on-line para conferentes de carga e descarga e de capatazia. No site (www.ogmo-santos.com.br) já consta p link para que os trabalhadores possam testar o novo sistema. Segundo, o superintendente do Orgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), Nelson De Giulio, será mantida a estrutura no Posto de Escala 3, onde eles estão sendo escalados atualmente, uma outra no sindicato e será fornecida uma senha para o trabalhador acessar de casa, do celular ou de qualquer lugar …

Investimentos recuperam o prestígio de Antonina
Gazeta Mercantil – 05 de janeiro de 2007

Antonina (PR), 5 de Janeiro de 2007 – Novo terminal de congelados já escoa cerca de um terço da exportação de aves do estado. Até o final dos anos 1960, quando ainda era um terminal operado principalmente pelas empresas da família Matarazzo, dentro da baía de Paranaguá, o porto paranaense de Antonina figurou entre os 12 maiores do Brasil, com embarques de café e madeira, entre outros poucos produtos exportados na época. Antonina (PR), 5 de Janeiro de 2007 – Novo terminal de congelados já escoa cerca de um terço da exportação de aves do estado. Até o final dos anos 1960, quando ainda e …

Gestão da qualidade no porto
A Tribuna – 05 de janeiro de 2007

Humberto Giovine (*) Colaborador Desde a antiguidade, os portos exercem grande influência na economia dos países e no seu comércio internacional. Por transportar altos volumes por longas distâncias, o transporte marítimo sempre foi o mais utilizado e adequado meio para as trocas comerciais. No Brasil, os portos têm se modernizado para fazer frente aos novos desafios da economia e do comércio internacionais. A lei nº 8.630/93, de 25/02/93, conhecida como ‘‘Lei dos Portos’’, que modificou e renovou a estrutura portuária do País, trouxe como conseqüência parcerias com a inici …

ALL obtém empréstimo de R$ 1,1 bi
A Tribuna – 05 de janeiro de 2007

Da Reportagem O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a aprovação de um financiamento de R$ 1,12 bilhão ao Grupo ALL, uma das concessionárias ferroviárias que servem o Porto de Santos. O empréstimo, o maior já realizado pelo órgão para uma companhia de logística, irá possibilitar à empresa investir R$ 2,87 bilhões até 2009, melhorando o transporte de cargas entre a área produtora do Centro-Oeste e os terminais marítimos locais. Parte desses recursos será aplicada na própria malha férrea da Baixada Santista. Entre as ações previstas para a re …

http://www.portodesantos.com/cgi-local/imprensa/resumo.pl

4. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 9, 2007

CABALA – I

Na tradução literal, Cabala quer dizer recebimento, aceitação. Cabala não pode ser entendida pelo processo intelectual – É um modo de vida; uma forma de entender e “receber” o mundo ao seu redor. Você se torna um cabalista quando percebe novos níveis de consciência a cada fato que ocorre a sua volta.

O Rabino David Cooper nos conta a história de um amigo seu que foi em busca do misticismo e da iluminação procurando um grande mestre em Tibérias:

“Lá entrando a procura de desvendar todos os mistérios da criação o rabino lhe ofereceu uma maçã através de um gesto. Imediatamente este estendeu a mão para pegar a maçã o rabino então fez um sinal com a cabeça de negação e o repreendeu peio gesto. Seu amigo ficou lá sem entender nada, mas seguiu ouvindo a explicação do rabino até que este repetiu o gesto e de novo o outro estendeu a mão e de novo foi repreendido.

Esta cena continuou mais um par de vezes até que finalmente entre irritado e intrigado o aluno pergunta, mas o que você quer de mim? O rabino responde: O que você veio aprender aqui? Cabala? Recebimento? Então não é para estender o braço para pegar o que estou te oferecendo, mas o gesto mais propício seria abrir a mão em sinal de que você já está pronto para receber o que quero te dar”.

Não nos transformamos em cabalistas por um pensamento mais inteligente ou seja através do aprendizado do intelecto, mas sim pela forma como vivemos, o que também inclui os estudos integrados às vivências, as práticas diárias e os exercicios de contemplação (meditação).

O Mistério da Vida sempre foi o foco principal de uma mente contemplativa. Perguntas como: “O que nos prende ao chão enquanto os passares são livres, leves e soltos?” “De onde vem o vento?” São exemplos de perguntas que são mais importantes que suas respectivas respostas.

Na visão de um cabalista, a lógica científica, e suas explicações racionais, ajuda somente em parte o desenvolvimento do ser humano.

Cabala não é um sistema. É uma forma de perceber a realidade. É uma forma de olhar através do óbvio. Do não aparente. Tudo que acontece conosco está conectado com uma onda complexa de variáveis.

CABALA É: CABALA NÃO É:
Ação – Os cabalistas tomam para si a responsabilidade de tomar este mundo o melhor possível através de seus atos I e atitudes.

Comunitária – Não é praticada por indivíduos e sim por grupos. Fazer parte da comunidade mantém o indivíduo enraizado nos afazeres do dia a dia.

Reservada – para aqueles que terra os pés firmemente plantados no chão. Segundo a lenda, somente quem já tiver atingido a idade de 40 anos, for casado e tiver filhos poderia se engajar no estudo do misticismo judaico.

Torá – os cabalistas consideram a Torá como fonte única para suas leis e caminhos para o sagrado. Eles retiram da tora os Insights para a vida, interpretando a Torá.

Subordinada – a todos os 613 mandamentos da religião judaica. As suas mitzvot­

Intensa – É mais do que uma outra forma de praticar judaísmo.Cabala é uma forma mais intensa de fazer tudo que um judeu tradicional faz, e mais Mágica – o objetivo da mágica é manipular o universo. O misticismo judaico sabe que Deus não pode ser controlado.

Escape – Cabala não é uma promessa de encurtar o caminho, ou de resolver seus problemas. Um povo que tem mais de 3000 anos sabe que o conhecimento não se adquire de forma fácil.

Droga – A droga é artificial. Ela altera os sentidos e percepções do mundo. O misticismo judaico busca ver mais claramente a realidade.

Truque – truques são ilusões, enganam. O conhecimento cabalístico penetra no mistério da vida.Tal sabedoria não pode ser aprendida num livro de regras.

Contrária às práticas judaicas – O misticismo judaico assim como as outras tradições místicas, está enraizado no contexto da religião.

Astrologia ou horóscopo – fazer previsões do futuro através do estudo do alinhamento dos astros não é Cabala. Um elemento-chave do misticismo judaico é a liberdade do ser humano. Fatalismo ou predestinação não fazem parte dos estudos da cabala.

Culto – cultos forçam o indivíduo a negar a si mesmo, e a se submeter a figuras de autoridades. A Cabala busca fortalecer o indivíduo através de sua auto-consciência.

VEJA AS REGRAS DO CURSO:

SHALOMWEB perguntas freqüentes sobre o curso

1 – Duração
Os cursos têm a duração de oito semanas. A cada semana uma nova aula é disponibilizada no site. Assim, a cada semana você pode acessar o conteúdo desta e das semanas anteriores, mas não das futuras. Ao final do curso, o conteúdo das oito semanas poderá ser visualizado.

2 – Como é uma “classe virtual” ?
Os cursos seguem o conceito de “classes virtuais”.

São formados grupos de 10 a 20 alunos, que começam e terminam o curso no mesmo prazo, e “assistem” às mesmas aulas e têm acesso à participação nas mesmas discussões.

É como se você viesse até a nossa sede e freqüentasse um curso “convencional”, com a diferença que você faz isso de onde estiver, no horário mais conveniente.

O interessante é que pessoas de diversas partes do país e do mundo podem participar, criando um grupo único, que talvez não tivesse chance de acontecer em um ambiente de curso “convencional”.

Desenvolvemos um ambiente de Chat e um de Fórum, um para cada curso. Isso cria um ambiente “protegido” para as discussões. Desta forma você tem a garantia de que só os alunos matriculados naquele curso têm acesso ao Fórum daquele curso.

O Chat não grava as conversa, que são perdidas quando você sai do Chat. Os horários dos Chats poderão ser combinados com outros participantes.

O Fórum grava as discussões. Assim, quando você acessa o seu curso, você pode rever as últimas discussões e adicionar seus comentários ou dúvidas. O moderador do curso é o professor, ou um tutor designado, que intervém nas discussões, procurando manter seu rumo dentro dos temas propostos, e introduz “provocações” para novas discussões, quando for o caso.

3- Carga horária
Este projeto permite que cada pessoa possa participar de acordo com suas possibilidades, administrando seu próprio tempo A carga horária sugerida ( pode variar de indivíduo para indivíduo) é de uma a duas horas por semana na frente do computador e mais uma hora para trabalhar a bibliografia obrigatória

Aprender exige tempo e persistência. No Pirke Avot, os sábios sugerem que se reserve tempo para nossos estudo. Isto está relacionado com a educação à distância, uma vez que é preciso que se reserve tempo para tornar o curso viável.

5. paulovictor - janeiro 9, 2007

Símbolos C

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Cajado: O cajado do pastor de ovelhas lembra o Senhor Jesus, o Bom Pastor. Ele também pode ser usado como símbolo do Rei Davi ou como símbolo dos pastores que visitaram o menino na manjedoura. Jo 10.11 16

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Cálice: O cálice é um símbolo da santa comunhão e do perdão dos pecados pelo sangue de Cristo derramado na cruz.. Mt. 26.27-29

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Cálice com a cruz: O cálice com a cruz que sai do seu interior é um símbolo da obediência, sofrimento e paixão de nosso Senhor. Esta cruz é a cruz da paixão, cujas extremidades pontiagudas lembram nosso sofrimento. Mt. 26:39. Período: Quaresma, especialmente os dias após Domingo de Ramos e Sexta Feira Santa.

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Chama de fogo: Línguas de fogo, quando aparecem sobre as cabeças dos apóstolos, são símbolos do Espírito Santo do seu poder e da sua unção. O fogo é também símbolo do zelo espiritual. As chamas também podem ser usadas para representar os tormentos do inferno. Quando um santo é retratado segurando uma chama de fogo, representa o seu fervor religioso. At 2.1-4 Mt. 25.41 Lc. 24.30-32 Época: Pentecostes

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Cabrito: O cabrito normalmente representa aqueles que são condenados no último julgamento. Este sentido vem do texto do grande julgamento registrado em Mateus. Desta forma ele representa as forças demoníacas. Mt 25. 31-33.

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Candelabro e vela: O candelabro com a vela lembra as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Quando há duas velas no altar, representam as naturezas divina e humana de Jesus. Os cristãos também são chamados a serem luz do mundo: Mt. 5.14-16 Jo 1:1

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Cardo: O cardo é um símbolo da tristeza temporal, pois na história da queda em pecado ele é mencionado como parte da desgraça que o pecado trouxe. Pelo fato de o cardo ser uma planta espinhosa ela é muitas vezes retratada como a fonte da coroa de espinhos de Cristo. Por ser uma planta que cresce em grande quantidade no meio de outras plantas, é uma praga e pode ser comparada ao joio no meio do trigo. Gn. 3:17 Mt. 13.24-30.

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Carneiro: O carneiro é um símbolo de Cristo tomado do Antigo Testamento. Ele representa Cristo porque é o guia do rebanho e também porque o carneiro é uma animal sacrificial, que nos lembra o sacrifício de Jesus na cruz por nossos pecados. Este aspecto do carneiro foi prefigurado na história de Abraão e Isaque em Gênesis 22.1-18.

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Carvalho: O carvalho é um símbolo pagão adotado pelos cristãos para representar sua firmeza e persistência, principalmente durante a perseguição. A tradição cristã acredita que é do carvalho que se usou madeira para a cruz de Cristo.

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Castiçal de sete velas: O castiçal de sete velas, também chamado de “menorah,” é usado pelos cristãos para representar o Espírito Santo e os sete dons do Espírito: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, conhecimento, temor do Senhor e prazer no Senhor. Is. 11.2,3

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Cedro do Líbano: O cedro do Líbano é uma das árvores mais citadas pela Bíblia. É uma árvore muito bonita, atinge grandes alturas. Sua madeira é de qualidade e seus ramos são muito verdes. Estas qualidades a tornaram um símbolo de Cristo. Por causa dos seus ramos sempre verdes e da sua vida longa, ela é também associada com a vida eterna. Também é por esta razão que o cedro do Líbano muitas vezes está plantado nos cemitérios. Ez 17.22-24; 31.3; Sl 104.16

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Cetro: O cetro é um símbolo da autoridade. Junto com a coroa, forma um símbolo do reino triunfante de Cristo sobre toda criação. Gn. 49.10; Hb. 1:8 Época: Ascensão.

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Chaves: As chaves representam a autoridade da igreja em perdoar os pecados em nome Jesus. Duas chaves representam a dupla autoridade de abrir o céu ao pecador arrependido e fechar o céu ao que não se arrepende. Mt. 16:18,19; Jo 20.21-23

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Círculo: Como o círculo não tem começo nem fim, é um símbolo da eternidade. É, muitas vezes, usado como referência a Deus.

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Chicote e Pilar: O chicote é um símbolo da paixão de Cristo. Freqüentemente é mostrado junto de um pilar, no qual Jesus provavelmente foi amarrado. Jo 19.1-3 Época: Semana Santa

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Círculos entrelaçados: Esta figura, formada por três círculos entrelaçados, é um símbolo da Trindade. Eles representam a natureza eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Eles lembram que há um só Deus que se revela em três pessoas.

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Cisne: O cisne geralmente é um símbolo da hipocrisia pois, debaixo da sua bonita plumagem branca está escondida sua carne escura, imprópria para o consumo.

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Colméia: A colméia é um símbolo recente, que representa a igreja cristã. Numa colméia de abelhas podemos notar todas trabalhando em conjunto, porém com diferentes tarefas. A igreja cristã, o corpo de Cristo é edificado por muitos cristãos com seus diferentes dons espirituais.

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Concha: A concha (no estilo de marisco) com três gotas de água, geralmente é um símbolo do batismo, especialmente do batismo de Cristo. As três gotas nos lembram a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – em quem os cristãos são batizados. A concha sem as gotas, pode ser usada como símbolo da peregrinação, e de santos que fizeram longas viagem pelo mar(como São Tiago). Mt 28.19,20 Época: Epifania, batismo do Senhor ou dia de batismo.

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Coroa: A coroa é um símbolo da autoridade real, que é muitas vezes usada para Cristo, como o Rei dos reis. Também pode ser usada como a “coroa da vida”, a eterna recompensa dos fiéis. Coroas também podem ser usadas para representar os magos do Oriente que vieram à procura do menino Jesus. 1Tm. 6.13-16; Ap 2:10 Época: Páscoa.

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Coroa de espinhos: A coroa de espinhos é um símbolo da Paixão de Jesus. Quando é combinada com uma cruz lembra a crucificação de Jesus. Ela também nos lembra o escárnio e a zombaria dos soldados sobre Cristo e a irônica inscrição na cruz como rei dos Judeus. Mt. 27.27-28 Época: Quaresma e Semana Santa

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Coroa de Advento: A coroa de advento foi adaptada de um costume pagão no qual se acendiam velas em antecipação ao solstício do inverno. Neste dia as horas da luz do dia começavam ficar mais longas que as da noite. Pelo fato deste dia coincidir com o Natal, cristãos da Idade Media usavam a coroa como um símbolo da vigilância e da alegria na medida em que o dia do Natal se aproximava. O círculo da coroa representa a eternidade. Os ramos verdes lembram a graça de Deus, que em Cristo nos dá a vida eterna. Em cada domingo dos quatros domingos de advento é acendida uma vela. Este acender gradativo representa a crescente alegria dos cristãos. As velas são de cor violeta ou azul cores que representam a vigilância e a preparação. Em algumas igrejas, uma vela rosa é usada para o terceiro e o quarto Domingo. Esta vela representa a alegria e o dia em que ela é acesa chama-se Gaudete (“do Latim: alegremo-nos”). Uma vela branca é colocada no centro da coroa e é acesa no dia do Natal e representa Cristo. Época: Advento

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Corso: O corso ou o cervo é um símbolo da piedade, da devoção e da segurança dos cuidados de Deus. Sl. 42.1; Sl 18:33

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Crânio: O crânio é um símbolo da morte tanto espiritual como física. Um crânio colocado ao pé da cruz é geralmente compreendido como o crânio de Adão, uma lembrança de que em Adão todos morrem, mas em Cristo, o segundo Adão, todos poderão viver. 1Co. 15.20-22.
http://www.ielb.org.br/recursos/rec_liturgia/Simbolos/SimbolosC.htm

6. Fernando Colacioppo (Coord. RC -MI) - janeiro 9, 2007

S.’. M.’.?

Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?

O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?

Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim. Contudo, não
tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta.

É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar interromperam a conversa.

Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo. Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
– Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.

Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.

– Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
– Templo Maçônico, vocês tem um?
– Sim , claro. Por que não?

Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honrar devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.

Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.

O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.

– Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.

Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente.
Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos. Adentraram silenciosamente no Templo.

Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ……. não pude medir quanto. A porta do Templo se entreabriu e o Irmão M.’.C.’. encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas
não estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?

Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho …… Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas. Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente. Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer… Aguardava ordens …. e elas vinham na voz firme do Venerável:

– S.’.M.’.?

Reconhecendo a necessidade do trolhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:

– M.’. I.’.C.’.T.’.M.’.R.’.
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.’.M.’. dirigindo-se aos presentes, perguntou?

– Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? – O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :

– Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.
– Como não! Disse eu.
– Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?
– Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
– Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?

Fui interrompido.

– Irmãos, vejamos então sua defesa.

Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa detelevisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:

– Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria.
Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.

Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta.
Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava.
Instintivamente retirei do meu paletó as medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.

Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa,com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz – Maçom.

No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.

7. Fernando Colacioppo (Coord. RC -MI) - janeiro 10, 2007

Bilderberg
Bilderberg Group

O Grupo Bilderberg é uma associação informal, secreta e internacional de pessoas poderosas, que se reúnem anualmente. Este nome se deve ao hotel na Holanda onde o grupo se encontrou em 1954. Seus membros fundadores foram Denis Healey, Joseph Retinger, David Rockefeller e o Principe Bernardo da Holanda.

Sua sede oficial fica em Leiden, na Holanda.

Propositos Declarados
A intenção original do Grupo Bilderberg era prosseguir no entendimento entre a Europe e a
North America através de reuniões informais de indivíduos poderosos. Cada ano, o “Comitê Dirigente” prepara uma lista selta de convidados, sendo no máximo 100 nomes; Normalmente os convites são enviados somente para quem reside na Europa e América do Norte. A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são abertas e disponíveis ao público, mas os tópicos das reuniões são mantidos em segredo (não são publicados, e os participantes são proibidos de divulgar o que foi discutido). A alegação oficial é que mantendo em segredo o que foi discutido individualmente nestas reuniões, evita-se qualquer manipulação por parte da Mídia.
Entretanto, a social class é considerada por muitos como o principal motivo. A segurança é controlada pela military intelligence.

Informações sobre a Natureza do Grupo
A razão alegada dos segredos do grupo, seria a facilitar as pessoas falarem francamente e sem constrangimentos e preocupações de que como cada uma de suas palavras seria interpretada pela Grande Mídia. Entretanto, como muitos dos participantes obtiveram seus poderes através do processo democrático, e é discutível se esta pratica é moralmente desejável, que se pratique o seu poder sem “ser às claras” (em segredo). Este segredo fez com que pesquisadores reclamassem que estas reuniões tinham propósitos sinistros. Este sentimento é fortalecido pelo fato de que algums dizem que eles são meramente a frente aparente para o grupo Illuminati ou para outros tipos de sociedades secretas.

O Grupo Bilderberg foi descrito como:
• Um grupo de discussão de políticos, Senhores todo-poderosos da Mídia, acadêmicos e lideres empresariais.
• Um exclusive lobby internacional da classe dominante conhecida como power elite da Europa e América do Norte, capaz de influenciar a política internacional.
• Uma sociedade capitalista secreta (capitalist secret society) agindo de acordo com os seus próprios interesses.
• Um “ Grupo underground Neo-Nazi” aguardando para estabelecer um governo facista no século 21.
Participantes:
Dentre aqueles que participaram do Bilderberger inclue presidentes de Bancos Centrais, experts em defesa nacional, barões da imprensa (press), ministros de governos, primeiros ministros (prime ministers), realeza (royalty), financistas internacionais e lideres políticos da Europa e América.
Entre os convidados em 2003 incluía Donald Rumsfeld (US Secretary of Defense), o neo conservador Richard Perle, o banqueiro David Rockefeller, bem como vários membros da família Rockfeller, Henry Kissinger, Queen Beatrix, Bill Gates, King Juan Carlos and Queen Sofia, e vários altos oficiais de designados governos.
Alguns dos lideres em finanças e de política estratégica internacional estiveram em Bilderberg. Rumsfeld é um ativo militante de Bilderberger; o mesmo acontece com Peter Sutherland da Ireland,
o CEO da Goldman Sachs e BP, antigo comissário da EU European Union. Rumsfeld and Sutherland trabalharam juntos no conselho da empresa Suíço-Sueca de energia ABB
Paul Wolfowitz, atual presidente do World Bank, e responsável na primeira gestão de Busch como Deputy Defense Secretary.
O dirigente máximo atualmente deste grupo é Étienne Davignon, um político Belga e homem de negócios.

2004

Em 2004 a reunião ocorreu entre 3 a 6 de Junho, na cidade de Stresa, Italy, e entre muitos que participaram neste ano, também estiveram em 2003, como o CEO da British Petroleum, ohn Browne,
o senador americano John Edwards, o presidente do World Bank , James Wolfensohn, o Primeiro Ministro Britânico Tony Blair, Presidente George W. Bush, e Melinda Gates, esposa de Bill Gates.

2005
Em 2005, de 5 a 8 de Maio, a reunião foi na Bavária, em Tegernsee, sendo que se incluíam nos comitês de liderança Josef Ackermann do Deutsche Bank, Jorma Ollila da Nokia, Richard Perle, Vernon Jordan, Jürgen Schrempp da DaimlerChrysler, Peter Sutherland da Goldman Sachs International, Daniel Vasella da Novartis e James Wolfensohn do Banco Mundial, entre outros era esperado a presença de Henry Kissinger, Natan Sharansky e Bernard Kouchner, de acordo com o Financial Times de 2 de Maio.

União Européia

Comissarios que participaram:
• Ritt Bjerregaard (1995)
• Hans van der Broek (1995)
• Emma Bonino (1998)
• Leon Brittan (1998)
• Mario Monti (1996) (Membro do Comitê Dirigente e também da Comissão Trilateral)
• Erkki Liikanen
• Pedro Solbes Mira
• Günter Verheugen
• António Vitorino
• Frederik Bolkestein
• Romano Prodi (Comitê Dirigente e Membro do Bilderberg nos anos 80)
• Wim Duisenberg
• Pascal Lamy
• Chris Patten
• Étienne Davignon, conference chairman em 2005

Links referente a discussões no Parlamento Europeu para comprovação

Links Externos
• Guardian Article on the group
http://www.globalgovernment.online.ms
• The world in the palm of their hands: Bilderberg 2005 Artigo por Daniel Estulin
• Elite power brokers meet in secret BBC News 15/Maio/2003
• Press Advisory US DoD 29/Maio/1996
• Strengthening the Bipartisan Center: An Internationalist Agenda for America Samuel R. Berger, Address to the Bilderberg Steering Committee 11/Novembro/1999
• Conspiracy Realities – The New American Vol. 20, No. 17 23 /Agosto/2004
• Corporate Governance: Does Capitalism need fixing? EU Commissioner Frits Bolkestein’s discurso na reunião Bilderberg em 30/Maio/2002
• Bilderberg article
• Bilderberger database – Database dos participantes de 15 das reuniões (Microsoft Access format)
• Bilderberg meeting 1999 SchNEWS informa que tem documentação detalhada desta reunião.
• Bilderberg sob o radar no Parlamento (European Parliament)
• * Bilderberg meetings – MEP Patricia McKenna (V) to European Commission December 11, 1998
• ** Answer given by Mr Santer on behalf of the Commission 19/Janeiro/1999
• *Participation of Commissioner Emma Bonino in the 1998 Bilderberg meeting – McKenna 4/Janeiro/1999
• *Participation of Commissioner Hans van den Broek in the 1995 Bilderberg meeting – McKenna 4/Janeiro/1999
• *Participation of Commissioner Leon Brittan in the 1998 Bilderberg meeting – McKenna 4/Janeiro/1999
• *Participation of Commissioner Ritt Bjerregaard in the 1995 Bilderberg meeting – McKenna 4/Janeiro/1999
• *Participation of Commissioner Mario Monti in Bilderberg – McKenna 4/Janeiro/1999
• **Joint Answer given by Mr Santer on behalf of the Commission 5/Fevereiro/1999
• *Commissioner Monti’s membership of the Executive Committee of the Trilateral Commission – McKenna 3/Março/1999
• **Answer given by Mr Santer on behalf of the Commission 8/Abril/1999
• *Commissioner Solbes Mira and Trilateral/Bilderberg MEP Patricia McKenna 19/Maio/2000
• *Commissioners’ links to the Bilderberg Group – MEP Patricia McKenna (Verts/ALE) to the Commission 4/Abril/2003
• **Answer given by Mr Prodi on behalf of the Commission 15/Maio/2003
• *Incompatibility between the holding of a Community decision-making office and membership of the Bilderberg Club and the Trilateral Commission MEP Mario Borghezio(NI) to the Commission 3/Junho/2003
• **Answer given by Mr Prodi on behalf of the Commission 6/Agosto/2003
• *Outras discussões de interesse:
• **Commission policy on public opinion Sören Wibe (PSE) to the Commission 1/setembro/ 1998
• ***Answer given by Mr Santer on behalf of the Commission 20/Outubro/1998
• * November 2002 Caledar of Javier Solana “Endereçado ao Comitê Dirigente Bilderberg seguido pelo almoço de trabalho”
• Discussão do topico Bilderberg na House of Commons:
• *Sir David Hannay: Attendance at Bilderberg Conference – Lord Stoddart de Swindon perguntando ao Majesty’s Government 19/Março/1996
• *Complaint against Mr Kenneth Clarke – Memorandum submetido ao Comissário Parlamentar para Standards 2/Julho/1997
• *Bilderberg Group – pergunta feita por Mr Gill e a resposta pelo Primeiro Ministro Inglês em Março/1998
• *Bilderberg Group – Pergunta feita por Mr Winterton e resposta por Mr Rooker 7/Abril/1998
• *Bilderberg Group – Pergunta feita por Mr Winterton e resposta por Mrs Roche 8/Abril/1998
• *Bilderberg Group – Pergunta feita por Mr Keetch e resposta pelo Primeiro Ministro 15/Junho/1998
• BBC online Article on group
• Bilderberg.org por Tony Gosling – A Confer6encia transatlantica da elite secreta Bilderberg & pesquisa a respeito de terrorismo de Estado (Bristol, Inglaterra)
• REGISTER OF LORDS’ INTERESTS ROLL OF IPSDEN, Lord: Member, Comitê de liderança Bilderberg
• Register of Members’ Interests CABLE, Dr. Vincent: 3-6 June 2004, Stresa, Italy, para participar da Conferência Bilderberg
• Register of Members’ Interests CABLE, Dr. Vincent: 15-8 May 2003, Versailles, France, para participar da Conferência Bilderberg
• Register of Journalists’ Interests CLARKE, Rt. Hon. Kenneth: 3-6 Junho/1999, Portugal, para participar da Conferência Bilderberg
• Register of Members’ Interests CLARKE, Rt. Hon. Kenneth: 14-17 May 1998, Eu participei da Conferência Bilderberg em Turnberry na Scotland
• Register of Journalists’ Interests MANDELSON, Rt. Hon. Peter: Junho/1999, Portugal, para participar da Conferência Bilderberg.
• Documents on Canadian External Relations – Departamento de Relações Exteriores e Comércio Internacional
• Final Warning: A History of the New World Order – Chapter 8.3: The Bilderberg Group – O Projeto da História Moderna
• Secretive Bilderberg Founder Dies – Free Press International – 12.12.2004

Livros
• THE COIL by Gayle Lynds, St. Martin’s Press, 2004, A BookPage “Notable Title.” Coil é o
• Primeiro livro(novel) publicado na América (United States) baseado no Bilderberg Group e as conseqüências da globalization, correspondendo a 8 anos das pesquisas de Lynds, o qual é co-fundador da International Thriller Writers, Inc.
• Them: Adventures with Extremists — Jon Ronson (Paperback — Simon & Schuster — January 1, 2003) — Order: ISBN 0743233212 — contém uma entrevista com Denis Healey à respeito de Bilderberg e a saga do autor na investigação do grupo.
Revistas
Bilderbergers give John Edwards the nod?(Inside Report)(50th annual Bilderberg Conference) – The New American; 9 August 20
presented by MindBit. This article is licensed under the GNU Free Documentation License. It uses material from the Wikipedia article “Bilderberg Group”
mindbit 2006

8. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

O SELO DO REI SALOMÃO
Selo de Salomão em uma pedra de um arco de uma sinagoga do séc. III-IV na Galiléia

Tradução do Amado irmão Prof. Márcio Marques Martins

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O Rei Salomão, filho do Rei David, estabeleceu Jerusalém como a cidade da Justiça e da paz. Seu nome reflete o nome original da cidade, Shalem. Salomão é chamado de “aquele a quem foram dados sabedoria e conhecimento”, este é significado comumente usado para indicar seu governo sábio, a habilidade de distinguir entre o moralmente bom e mau, e através de uma compreensão do universo. “Eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual não se levantará” (Reis I, 3:12).

A lenda do Selo do Rei Salomão, do sinete de madeira que ele recebeu dos céus, é comum ao Judaísmo, ao Cristianismo e ao islamismo. O Selo do Rei Salomão, cuja base está no chão e cujas bordas alcançam o céu, simboliza a harmonia dos opostos, cujo significado é múltiplo tanto quanto multicultural. Reflete a ordem cósmica, os céus, o movimento das estrelas em suas esferas, e o fluxo perpétuo entre céu e terra, entre os elementos do ar e do fogo. O Selo simboliza a sabedoria e as regras supra-humanas da Divina Graça.

Selo de Salomão em uma placa de concreto de uma Igreja Bizantina, Khirbel Sufa, Negev do Norte

Em 1536 D.C., o Sultão Suleiman, o Magnífico, ordenou extensivas restaurações no Monte do templo e converteu a Igreja que tinha sido construída no Monte Sião durante as cruzadas em um mosteiro. Pela construção deste mosteiro, Suleiman ligou-se a Salomão o filho de David e o David Messiânico que, de acordo com a crença Cristã, é Jesus. Foi a consciência messiânica de Suleiman que levou-o a desenvolver a ligação entre ele e o Rei Salomão. Nas paredes que circundam Jerusalém estão decorações de pedra que formam dois triângulos entrelaçados. São estrelas de David, conhecidas pelos Muçulmanos como Khatam Suleiman e pelos judeus como Khatam Shlomo (Selo do Rei Salomão) cuja função é proteger a cidade. O símbolo do hexagrama, a figura estrelada formada pelos dois triângulos, tem muitas conotações, especialmente quando é enclausurada por um círculo; poderes sobrenaturais têm sido atribuídos a este símbolo em muitas partes do mundo desde tempos ancestrais.

Moeda de prata da “dinastia Ayyubid” Aleppo, Síria, 1212-13

Além das associações nacionais Judaicas que têm sido adicionadas ao símbolo nas últimas centenas de anos, o elemento abstrato da figura (que está conectado às estrelas celestiais), e sua completitude geométrica fazem-no um símbolo universal. Junto com a estrela de cinco pontas (o Pentagrama, que é de origem muito mais recente) o hexagrama representa o desenvolvimento da matemática e geometria pelos Gregos e seus sucessores ao longo do Mediterrâneo.
Através da geometria, na qual os Pitagóricos e seus seguidores viam simbolismos cósmicos, o hexagrama e o pentagrama tornaram-se uma expressão do céu e sua reflexão na terra, o Divino e sua reflexão na criação e a conexão entre o céu e a terra, entre o macrocosmos e o microcosmos, e entre espírito e matéria.

Jarra e copo, Mogul India, século XVIII e XIX

A civilização Islâmica teve uma vibrante encruzilhada cultural através da qual as aquisições do mundo antigo que fluíram para a Europa moderna, através destas informações passadas do Leste para o Oeste e de lá para cá novamente, nas quais vários grupos étnicos de diferentes linguagens e religiões viveram lado a lado e contribuíram para o avanço cultural.

Potes de cerâmica, Ásia central ou Leste do Irã, século X

O Selo do Rei Salomão combina Força e Beleza, simbolismo e qualidade ilustrativa e tudo isso dentro de uma figura geométrica, a característica mais importante da arte Islâmica. O amor dos artistas Muçulmanos pela geometria permitiu a verdadeira essência do Selo do Rei Salomão como um símbolo de conexão entre ciência, beleza e metafísica, com elementos de medicina e magia, astronomia e astrologia, a arte da irrigação e sua influência no jardim, e a simbólica conexão entre jardins de prazer e Jardins do Éden, entre o céu e domos arquitetônicos e também cosmologia tradicional e sua conexão com a religião.

Tigelas médicas “mágicas”, Irã século XVII-XIX

Hoje, o hexagrama é conhecido como “Estrela de David” e é visto como o símbolo definitivo do Judaísmo. O termo é também usado em países Islâmicos. Existe um grau de confusão sobre suas origens, nomes e associações. Na Europa, o pentagrama é igualmente conhecido como Selo do Rei Salomão, enquanto o hexagrama como Estrela de David, e é comumente assumido que foi sempre assim. Entretanto, há pontos de evidência sobre a evolução gradual do hexagrama de um símbolo cosmológico Romano para um símbolo religioso e mágico que não está necessariamente associado a uma religião ou povo. Pesquisas sugerem que ambos temas foram usados por diferentes religiões e o significado mais claro do hexagrama é associado com técnicas mágicas para proteger contra forças do mal. O Professor Gershom Scholem, um notável estudioso de Kabbalah estudou a função protetiva do hexagrama e seu ingresso no Judaísmo a partir de tradições Islâmicas. Em uma série de artigos sobre a Estrela de David e sua história, Scholem fez as seguintes afirmações:

Gorro de veludo e roupa ornada com moedas usadas por garotos Judeus, Marrocos, início do século XX

Primeira: O hexagrama é um símbolo universal, cujas associações Judaicas foram desenvolvidas gradualmente. Começou como um símbolo da comunidade Judia em Praga, provavelmente no século XIV, embora possa ter sido no século XVII. Ele foi reconhecido como símbolo dos Judeus como um todo no século XIX.

Pingente-amuleto feminino com Selo de Salomão, Argélia, século XIX

Segundo: Muitos exemplos Judaicos e Cristãos do hexagrama e outros temas decorativos, existem do período antigo e posteriores na arte Islâmica no século XIII, o tema passou de cópias da Bíblia, que tinhas sido transcrita em países Islâmicos, para manuscritos Hebreus na Alemanha e Espanha. Na Espanha, até o século XIII, o hexagrama era conhecido como Selo do Rei Salomão pelos Judeus, do século XIII ao século XV, ambos os nomes foram usados simultaneamente. Foi apenas mais tarde que o termo Estrela de David gradualmente tornou-se dominante nas comunidades Ashkenazi, enquanto o Selo do Rei Salomão tornou-se identificado com o pentagrama.
Terceiro: O hexagrama ou pentagrama, aparece primeiro em mezuzot “mágicos” (pergaminhos colocados no umbral da porta, comuns entre os Judeus) e posteriormente em vários talismãs na literatura. Os desenhos mágicos do hexagrama e o pentagrama eram conhecidos como selos, na manutenção da idéia de que uma pessoa “estampa a si mesma” com estes signos no sentido de proteger a si mesmas de espíritos daninhos. Este termo é conectado à lenda do Rei Salomão que controlava demônios por meio de um anel-sinete especial no qual estava gravado o Tetragrammaton. O selo apenas tinha poder para uma coisa, prover proteção contra forças malévolas.

Selo de Salomão do An’am Sharif, um livro de orações e excertos do Corão, 1761-2

É possível que o hexagrama serviu como um símbolo do Templo em um estágio inicial de desenvolvimento. Um desenho Judeu do século X é o exemplo mais antigo de conexão entre os dois símbolos; nós não sabemos se suas origens na tradição Judaicas são mais antigas, ou se elas refletem uma conexão com a arte Islâmica. Na Espanha, iniciando no século XIII, livros religiosos Judaicos eram decorados com Estrelas de David, algumas vezes como colófono em livros escritos em micrografia. O hexagrama apareceu anteriormente como uma decoração usada para preencher espaços ou para mostrar as divisões em capítulos em manuscritos Hebreus e Árabes. Em alguns manuscritos Hebreus da Espanha, diversas Estrelas de David têm sido desenhadas próximas a versos que falam do longo retorno a Sião.

Selo de Salomão no verso de um espelho, Mesopotâmia, século XII

Moedas de cobre e prata das dinastias ‘Umayyad and ‘Ayyubid, séculos VIII-XIII; do período Malmeluk, século XIV, e do perído Mongol, Tbilisi, Georgia, século XIII.

Traduzido do artigo ”The King Solomon´s Seal, 16 Fev 1999”, contido no site do Ministério Israelense de Relações Exteriores. Acessado em Out 2005.

http://www.hermanubis.com.br/Artigos/BR/ARBRAoselodoreiSalomao.htm

9. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

Centro Apologético Cristão de Pesquisas – CACP

Grade de comparação entre cristianismo e doutrina islâmica

1)Termo: Vida após a morte

Cristianismo : Cristãos estarão com o Deus no céu (Filipenses 1:21-24; 1 Coríntios 15:50-58). Os não cristãos serão lançados no inferno para sempre (Mateus. 25:46). O Paraíso é um estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Lc.19:16-31). O Inferno e todos os infiéis serão lançados no lago de fogo para todo o sempre (Ap. 20:14).

Islamismo : Há uma vida após a morte (75:12) uma vida ideal no Paraíso (29:64), para muçulmanos fiéis ou Inferno para os que não são.

2)Termo: Anjos

Cristianismo: Seres criados, não-humanos alguns dos quais, caíram em pecado e tornaram-se demônios. Eles são muito poderosos. Os anjos que não caíram levam a cabo a vontade de Deus.

Islamismo: Seres criados sem própria vontade que servem a Deus. Anjos são criados da luz.

3)Termo: Reconciliação

Cristianismo: O sacrifício de Cristo na cruz (1 Pedro 2:24) por meio do Seu sangue torna-se o Sacrifício que leva embora a ira de Deus (1 Jo. 2:2) do pecador quando o pecador o recebe (João 1:12), pela fé (Romanos. 5:1), no trabalho de Cristo na cruz.

Islamismo: Não há nenhum trabalho de reconciliação no Islã diferente de uma sincera confissão de pecado e arrependimento pelo pecador.

4)Termo: Bíblia

Cristianismo: Inspirada por Deus e formulada sem erros (2 Timóteo. 3:16).

Islamismo: Palavra respeitada dos profetas mas a Bíblia foi corrompida pelos séculos e só é correta na medida em que concorda com o Alcorão.

5)Termo: Crucificação

Cristianismo: O lugar onde o Jesus expiou pelos pecados do mundo. Só por este sacrifício que qualquer um pode ser salvo da ira de Deus (1 Pedro 2:24).

Islamismo: Jesus não morreu na cruz. Ao invés, Deus permitiu que Judas se parecesse com Jesus e este fosse crucificado ao invés. Alá mentiu e enganou o povo e foi injusto com Judas, pois fez o rosto de Cristo aparecer sobre ele.

6) Termo: Diabo

Cristianismo: Um Anjo caído que opõe a Deus de todos os modos. Ele também busca destruir a humanidade (Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:13-15).

Islamismo: Íblis, um jinn caído. Jinn não são anjos nem homens, mas seres criados com vontades próprias. Os Jinns foram criados do fogo, (2:268; 114:1-6).

7) Termo: Deus

Cristianismo: Deus é uma trindade de pessoas: Pai, Filho, e Espírito Santo. A Trindade não são três deuses em um deus, nem uma pessoa que tem três formas. Trinitarianismo é estritamente monoteístico. Não há nenhum outro Deus em existência. (Mt. 28:19).

Islamismo: Deus é conhecido como Alá. Alá é uma pessoa, uma unidade rígida. Não há nenhum outro Deus em existência. Ele é o criador do universo (3:191), soberano acima de tudo (6:61-62). No alcorão lemos acerca de Maomé: Fui mandado adorar o senhor desta Terra (ou metrópole) – (Sura 27:91). Alá era um nome que se usava para um dos deuses da Arábia, que era conhecido como o pai das deusas Lat, Uzza e Manat, adoradas por muito.

8)Termo: Céu (Paraíso)

Cristianismo: O lugar onde Deus mora. Céu é a casa dos cristãos que são salvados pela graça de Deus. É céu porque é onde Deus e os cristãos desfrutarão amizade eterna com Ele. (Jo. 14:1-3; II 5:1).

Islamismo: Paraíso para muçulmanos, um lugar de alegrias inimagináveis (32:17), um jardim com árvores e comida (13:35;15:45-48) onde são conhecidos os desejos de muçulmanos fiéis, (3:133; 9:38; 13:35; 39:34; 43:71; 53:13-15). Interessante é que há promessas de virgens belas só para os homens (Sura 56:1-56), deveria haver promessas de jovens belos para as mulheres também! Mas não há. O céu do islamismo parece algo bem estranho aos olhos de quem conhece a Bíblia, principalmente no NT que condena veemente a poligamia e a prostituição (I Cor. 7).

9) Termo: Inferno

Cristianismo: Um lugar de tormento em fogo fora da presença de Deus. Não há fuga do Inferno (Mateus 25:46).

Islamismo: Inferno é um lugar de castigo eterno e tormento (14:17; 25:65; 39:26), em fogo (104:6-7) para esses que não são os muçulmanos (3:131) bem como esses que de quem o trabalho e a fé não são suficientes (14:17; 25:65; 104:6-7).

10) Termo: Espírito Santo

Cristianismo: Terceira pessoa da Trindade. O Espírito Santo é completamente Deus em natureza. (Jo. 14:26).

Islamismo: O arcanjo Gabriel que entregou as palavras do Alcorão a Maomé. Os eruditos muçulmanos aplicam o texto de João 14:16 como se fosse uma referência a Maomé, pois no “Alcorão”, livro sagrado dos islâmicos, ele é chamado de “Ahmad” (periclytos – que eles consideram a forma correta de parakletos. Acontece porém que o texto no original grego do Novo Testamento não traz “periclytos” (o que é louvado), mas “parakletos” que é consolador. Para tentar dar consistência a seus argumentos os apologistas islâmicos se apegam ao evangelho apócrifo de Barnabé que ao invés de trazer a forma correta “parakletos”, traz “periklutos” que expressa o significado do nome Maomé. Mesmo sabendo que é um evangelho espúrio e com erros de gramática , os muçulmanos fazem vistas grossas à isto. O que eles querem mesmo é fazer Maomé ser o “outro consolador” a qualquer custo!

11) Termo: Jesus

Cristianismo: Segunda pessoa da Trindade. Ele é a palavra que se tornou carne (João 1:1, 14). Ele é Deus e homem (Colossenses. 2:9).

Islamismo: Um grande profeta, só sucede a Maomé. Jesus não é o filho de Deus (9:30) e certamente não é divino (5:17, 75)) e ele não foi crucificado (4:157). Ou seja, o Jesus do Islamismo é um outro Jesus (II Cor. 11:4).

12) Termo: Dia do julgamento

Cristianismo: Acontece no dia da ressurreição (João 12;48) onde Deus julgará todas as pessoas. Os cristãos vão para o céu. Todos os outros para o inferno (Mateus. 25:46).

Islamismo: Acontece no dia da ressurreição onde Deus julgará todas as pessoas. Muçulmanos vão para o paraíso. Todos os outros para o inferno (10:53-56; 34:28). O Julgamento está baseado nas ações de uma pessoa (14:47-52; 45:21-22).

13) Termo: Alcorão

Cristianismo: O trabalho de Maomé. Não é inspirado, nem é considerado como escritura. Não há nenhuma verificação precisa dos originais. É um livro que não está estribado no amor, pois manda perseguir e matar os inimigos, enquanto que o NT manda oferecer a outra face (Mt. 5:39).

Islamismo: A revelação de Deus para todo gênero humano dado pelo arcanjo o Gabriel para Maomé num período de mais de 23 anos. Está sem erro e resguardada de erros por Alá. Apesar disso, os muçulmanos acreditam que alguns versos mais antigos foram substituídos. Alguns especialistas afirmam que 225 versos foram suprimidos, o que é motivo de constrangimento para os muçulmanos.

14) Termo: Homem

Cristianismo: Feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26). Isto não significa que Deus tem um corpo, mas que o homem é feito como Deus em suas habilidades (razão, fé, amor, etc.).

Islamismo: Não feito na imagem de Deus (42:11). O Homem é feito do pó da terra (23:12) e Alá soprou o fôlego da vida no homem (32:9; 15:29).

15) Termo: Muhammad ou Maomé

Cristianismo: Um homem não inspirado nascido em 570 em Mecca que começou a religião islâmica que é completamente diferente da ensinada por Jesus Cristo.

Islamismo: O último e maior de todos os profetas de Alá e o Alcorão é o maior de todos os seus livros.

16)Termo: Pecado original

Cristianismo: Este é um termo que descreve o efeito do pecado de Adão nos seus descendentes (Rom. 5:12-23). Especificamente, é nossa herança da natureza pecaminosa de Adão. A natureza pecaminosa de Adão é passada de pai para filho. Nós somos por natureza os filhos da ira (Efésios. 2:3).

Islamismo: Não existe nenhum pecado original. Todas as pessoas são sem pecado até que eles se rebelem contra Deus. Elas não têm natureza pecaminosa.

17) Termo: Ressurreição

Cristianismo: Ressurreição de todas as pessoas, são ressuscitados os não cristãos para condenação eterna e cristãos à vida eterna (1 Cor. 15:50-58).

Islamismo: Ressurreição, alguns para o céu, alguns para o inferno (3:77; 15:25;75:36-40; 22:6).

18) Termo: Salvação

Cristianismo: Um dom gratuito de Deus (Efésios. 2:8-9) para a pessoa que acredita em Cristo e no Seu sacrifício na cruz. Ele é o nosso mediador (1 Timóteo. 2:5). nenhum esforço é de qualquer forma suficiente para merecer a salvação desde que nossos esforços são todos inaceitáveis a Deus (Isaías 64:6).

Islamismo: A salvação depende do esforço e das boas obras de cada um.

19)Termo: Filho de Deus

Cristianismo: O termo que define que Jesus é divino (João 5:18).

Islamismo: Jesus não pode ser filho de Alá.

20) Termo: A Palavra

Cristianismo: “No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus… e o verbo se tornou carne e habitou entre nós…” (João 1:1, 14).

Islamismo: A ordem de Alá que resultou em Jesus que foi formado no útero de Maria.

Fontes Pesquisadas:

http://www.logoshp.hpg.com.br/isla.htm
Série Apologética – ICP
Elaboração: Pr. João Flávio Martinez

http://www.cacp.org.br/isla_comparacao.htm

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10. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

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O Budismo é uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo.

Quando pregava, o Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las. É uma religião de sabedoria, onde conhecimento e inteligência predominam. O Budismo trouxe paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas durante sua longa história de mais de 2.500 anos.

O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a leva-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de “Budismo Humanista”.

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O Buda
O Budismo foi fundado na Índia, no séc. VI a.C., pelo Buda Shakyamuni. O Buda Shakyamuni nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe chamado Sidarta.

Aos 29 anos de idade, ele teve quatro visões que transformaram sua vida. As três primeiras visões – o sofrimento devido ao envelhecimento, doenças e morte – mostraram-lhe a natureza inexorável da vida e as aflições universais da humanidade. A quarta visão — um eremita com um semblante sereno – revelou-lhe o meio de alcançar paz. Compreendendo a insignificância dos prazeres sensuais, ele deixou sua família e toda sua fortuna em busca de verdade e paz eterna. Sua busca pela paz era mais por compaixão pelo sofrimento alheio do que pelo seu próprio, já que não havia tido tal experiência. Ele não abandonou sua vida mundana na velhice, mas no alvorecer de sua maturidade; não na pobreza, mas em plena fartura.

Depois de seis anos de ascetismo, ele compreendeu que se deveria praticar o “Caminho do Meio”, evitando o extremo da auto-mortificação, que só enfraquece o intelecto, e o extremo da auto-indulgência, que retarda o progresso moral. Aos 35 anos de idade (aproximadamente 525 a.C.), sentado sob uma árvore Bodhi, em uma noite de lua cheia, ele, de repente, experimentou extraordinária sabedoria, compreendendo a verdade suprema do universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana. Os budistas chamam essa compreensão de “iluminação”. A partir de então, ele passou a ser chamado de Buda Shakyamuni (Shakyamuni significa “Sábio do clã dos Shakya”). A palavra Buda pode ser traduzida como: “aquele que é plenamente desperto e iluminado”.

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A fundação do budismo
O Buda não era um deus. Ele foi um ser humano que alcançou a iluminação por meio de sua própria prática. De maneira a compartilhar os benefícios de seu despertar, o Buda viajou por toda a Índia com seus discípulos, ensinando e divulgando seus princípios às pessoas, por mais de 45 anos, até sua morte, aos 80 anos de idade. De fato, ele era a própria encarnação de todas as virtudes que pregava, traduzindo em ações, suas palavras.

O Buda formou uma das primeiras ordens monásticas do mundo, conhecida como Sangha. Seus seguidores tinham as mais variadas características, e ele os ensinava de acordo com suas habilidades para o crescimento espiritual. Ele não exigia crença cega; ao contrário, adotava o “venha e experimente você mesmo”, atitude que ganhou os corações de milhares. Sua, era a senda da autoconfiança, que requeria esforço pessoal inabalável.

Após a morte de Shakyamuni, foi realizado o Primeiro Concílio Budista, que reuniu 500 membros, a fim de coletar e organizar os ensinamentos do Buda, os quais são chamados de Dharma. Este se tornou o único guia e fonte de inspiração da Sangha. Seus discursos são chamados de Sutras. Foi no Segundo Concílio Budista em Vaishali, realizado algumas centenas de anos após a morte do Buda, que as duas grandes tradições, hoje conhecidas como Theravada e Mahayana, começaram a se formar. Os Theravadins seguem o Cânone Páli, enquanto os Mahayanistas seguem os sutras que foram escritos em sânscrito.

http://www.dharmanet.com.br/hsingyun/buddhismo.htm

11. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

Protestantismo
No século 16, um padre alemão chamado Martinho Lutero iniciou um movimento de reforma religiosa que culminaria num cisma, ou seja, numa divisão no seio da Igreja Católica. Foi assim que surgiram outras igrejas, igualmente cristãs, mas não ligadas ao Papado.

Lutero e os outros reformistas desejavam que a Igreja Cristã voltasse ao que eles chamavam de “pureza primitiva”. Tais idéias foram detalhadas em 95 teses, elaboradas por Lutero, porém resultantes de uma série de discussões que envolveu boa parte do clero alemão. Entre outras propostas, sugeria-se a supressão das indulgências – que consistiam na remissão das penas referentes a um pecado, a partir de certos atos de devoção e piedade e até mesmo da compra do perdão por meio das autoridades eclesiásticas. A mediação da Igreja e dos Santos também deixaria de existir, prevalecendo então a ligação direta entre Deus e a humanidade. É por isso que, nas igrejas protestantes, não vemos imagens de santos e nem temos o culto à Virgem Maria, mãe de Jesus.

Originalmente, Lutero e seus pares não pretendiam provocar um cisma na Igreja, mas apenas rediscutir algumas diretrizes e efetuar mudanças. Porém, em 1530, Lutero foi excomungado pelo Papa. Essa medida alterou radicalmente os rumos da fé cristã na Europa e no mundo.

O primeiro país a aderir ao luteranismo foi a Alemanha, berço de Lutero. Depois, a Reforma irradiou-se pela Europa. Em 1537, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega e a Islândia já tinham aderido aos princípios luteranos. Na Suíça, foi um ex-padre, Huldreich Zwingli, quem difundiu o protestantismo e, na França, o propagador foi João Calvino (1509-1564). A Reforma Protestante também triunfou na Escócia e nos Países Baixos.

Igrejas Protestantes

O Calvinismo

A corrente protestante iniciada na França por João Calvino apóia-se em três pilares principais: a supremacia da palavra de Deus, exposta na Bíblia; a exaltação da fé; e a predestinação.

A predestinação ensina que Deus escolhe previamente aqueles que serão “salvos” – ou seja, os “eleitos”. A busca da realização material (no setor profissional e nas finanças, por exemplo) também é valorizada por essa doutrina, que enaltece a importância do trabalho do homem, no sentido de “aperfeiçoar” a criação divina. Além disso, a prosperidade material pode ser entendida como um sinal de salvação, isto é, de predestinação positiva. Nesse ponto, o calvinismo apresentou uma abordagem muito mais confortável para a burguesia que florescia na Europa daquele período, em contraposição à idéia da pobreza como sinônimo de virtude, defendida por algumas correntes do catolicismo.

Hoje, o protestantismo ocorre em várias partes do mundo, sob diferentes formas de apresentação. Temos os cultos sóbrios e bem-comportados, como o Luterano, o Batista e o Presbiteriano, e também os rituais exuberantes e extáticos das mais recentes igrejas pentecostais.

Conheça algumas especificações sobre diferentes doutrinas cristãs não-católicas. Ressaltamos que não enumeramos aqui todas as igrejas cristãs protestantes, mas somente algumas delas.

Culto Batista

A proclamação do Evangelho é a essência da fé batista. Nas celebrações religiosas, os cânticos de louvor a Deus se alternam com as orações e leituras bíblicas. Os membros da igreja são incentivados a convidar outras pessoas a participarem das celebrações. Os fiéis também têm o dever de contribuir com o dízimo, de orar diariamente e de participar de algum trabalho dentro da Igreja.

Mensalmente, os batistas participam da “Santa Ceia”, compartilhando pão e suco de uva (que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo). O Batismo é feito por submersão, ou seja, o fiel mergulha de corpo inteiro nas águas, diferentemente do uso católico.

Culto Luterano

Os luteranos defendem a idéia de que todas as igrejas que pregam o Evangelho são dignas e devem ser reconhecidas pelos demais cristãos. Isso os torna mais abertos e progressistas do que os adeptos de algumas outras denominações protestantes.

Em essência, o luteranismo ensina que a Igreja é uma espécie de “materialização” do próprio Cristo. Em suas celebrações, costuma-se proceder à leitura bíblica, às orações (de agradecimento, louvor e súplica), à meditação e à entoação de salmos e hinos.

Culto Metodista

A exemplo de outras correntes protestantes, a Igreja Metodista tem no culto dominical sua mais importante cerimônia periódica. Mas, no decorrer da semana, os fiéis costumam participar de outros encontros, formando grupos de oração, de estudos bíblicos, de trocas de informações e testemunhos etc. Eventualmente, são realizadas as chamadas “Festas de Amor”, ou “Ágapes”, em que os irmãos se reúnem para compartilhar o pão e a água e para discorrer sobre suas experiências na vida cristã.

A doutrina metodista estimula principalmente a prática devocional cotidiana, da qual fazem parte a meditação, a oração no lar, a leitura diária das Escrituras Sagradas e os cultos domésticos.

O principal ensinamento metodista é o de que Deus mostra os nossos pecados e nos perdoa, na proporção do nosso arrependimento. Em resposta, Ele espera receber a nossa gratidão, o nosso amor, a nossa obediência e, acima de tudo, a nossa fé.

Culto Presbiteriano

Para os presbiterianos, nada acontece sem a Vontade de Deus. Assim, é Ele quem busca aqueles que vão servi-Lo e lhes concede a oportunidade do arrependimento, do perdão e da redenção. Em Jesus Cristo, Deus expressa seu amor infinito pelos homens; o objetivo de todo fiel deve ser igualar-se a Jesus, para alcançar a plena comunhão com o Criador.

Além de participar dos cultos dominicais, dos estudos bíblicos e de outras reuniões semanais, o fiel é exortado a praticar outras atividades cristãs cotidianas: ele deve orar, ler a Bíblia e manter-se continuamente em sintonia com Deus.
As festividades presbiterianas mais importantes são: o Advento (em que é relembrada a vinda de Jesus, com ênfase no seu próximo retorno); o Natal; a Epifania (comemoração da manifestação de Cristo a todos os povos); a Quaresma, que culmina na Páscoa (em que são relembradas a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo); a Ascensão (celebração da elevação física de Jesus ao Reino de Deus); e o Pentecostes (que é a manifestação do Espírito Santo de Deus entre os homens).

As ofertas doadas pelos fiéis no decorrer dos cultos, bem como a entrega do dízimo, simbolizam a alegria da comunidade com as benesses concedidas pelo Criador.

As festividades presbiterianas mais importantes são: o Advento (em que é relembrada a vinda de Jesus, com ênfase no seu próximo retorno); o Natal; a Epifania (comemoração da manifestação de Cristo a todos os povos); a Quaresma, que culmina na Páscoa (em que são relembradas a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo); a Ascensão (celebração da elevação física de Jesus ao Reino de Deus); e o Pentecostes (que é a manifestação do Espírito Santo de Deus entre os homens).

As ofertas doadas pelos fiéis no decorrer dos cultos, bem como a entrega do dízimo, simbolizam a alegria da comunidade com as benesses concedidas pelo Criador.

Culto Pentecostal

A aproximação entre Deus e o fiel é o pilar sobre o qual se apóiam os cultos pentecostais de um modo geral. Aliás, cabe ressaltar que esse ramo do protestantismo é o que mais cresce nos dias de hoje, não somente no Brasil, mas também em outros países.

A exaltação, a fé proclamada em altos brados e a crença no Batismo pelo Espírito Santo (Pentecostes) são as características principais das cerimônias realizadas por essas igrejas. O roteiro seguido no decorrer dos cultos é praticamente o mesmo adotado nas igrejas batistas, com a diferença de que as orações e os hinos são entoados com um entusiasmo e um fervor ainda maiores. Além disso, boa parte do culto é dedicada aos “testemunhos”, em que os fiéis sobem ao púlpito para falar de alguma graça alcançada ou para dar um exemplo da manifestação de Deus em suas vidas.

O Batismo pelo Espírito Santo é identificado quando algum fiel se põe a falar em “línguas estranhas”, o que normalmente ocorre durante as orações. Os rituais de exorcismo costumam ser mais freqüentes nestas do que em outras igrejas cristãs, e deles participam todos os fiéis, orando em uníssono, sob a liderança do oficiante do culto.

Os membros da Igreja participam da vida comunitária de muitas formas: pregando o Evangelho (todo fiel tem o dever de tentar ganhar novas almas para Jesus), participando de atividades internas (no coral, nos estudos bíblicos, nos grupos de jovens, na escola dominical etc.) e contribuindo com o dízimo.

http://www.casadobruxo.com.br/religa/protestantismo.htm

12. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

Reforma anglicana: Bíblia, influências luterana e renascentista

Isto nos leva a considerar a questão da Bíblia e da influência renascentista e luterana na reforma inglesa e as tentativas anteriores de produção da Bíblia no vernáculo. E, aqui, é oportuno o que significou e tem significado a teologia da reforma do século XVI visto no período de 1899 a 1939. Michael A. Ramsey nos dá uma síntese característica dele, em resposta a uma pergunta: qual é posição dos teólogos do período de Charles Gore a William Temple a respeito da Reforma? “Não houve para todos os típicos anglicanos, nem mesmo para os da escola do anglo-catolicismo, nenhuma hesitação sobre as principais convicções da Reforma: que não se ganha a salvação pelas obras, que a salvação é pela graça somente recebida pela fé, que nada pode ser acrescentada à única mediação da Cruz de Cristo, que a Sagrada Escritura é a suprema autoridade em matéria de doutrina”.[4]

Henrique VIII e o movimento de Reforma

Essa Reforma ocorreu dentro de um conjunto de interação de pessoas, influência de movimentos, visões do Evangelho e da Igreja, de interesses nacionais e econômicos. Havia movimento renascentista, busca de textos na língua original, por exemplo, hebraico e grego e isso implicava na libertação da leitura da Bíblia do controle eclesiástico, da leitura e interpretação estabelecida. Havia conservadorismo que resistia ao novo saber. Havia forte impacto na Inglaterra da recuperação do Evangelho, da Palavra, formulada em justificação pela graça por meio da fé, – anterioridade e iniciativa da graça para salvação – pelo Lutero e conseqüentemente de uma nova leitura das Cartas Paulinas e dos Salmos. No rei Henrique VIII estava atuando uma considerável preocupação com o destino da nação inglesa. Para tanto o requisito necessário seria uma monarquia forte, e povo educado e independente do domínio estrangeiro.

O marco da movimentação dessa dinâmica acima mencionada pode ser datado, grosso modo, por volta de 1521, quando obras de Lutero alcançaram a Universidade de Cambridge, graças ao trabalho de Gutenberg, (1400-1468) e houve formação de grupo de leitores, estudos e discussões na Taberna Cavalo Branco (mais para um pequeno restaurante com bebidas, talvez Pub de hoje). Esse grupo consistia de Robert Barnes, Thomas Bilney, John Frith, Thomas Cranmer, Mathew Parker e Hugh Latimer. Com a exceção de M.Parker que se tornou Arcebispo de Cantuária (com a entronização da Elizabeth I) todos eles foram martirizados.

Nessa época Henrique VIII proibia a entrada de obras luteranas. Em 1521 as obras luteranas foram queimadas na proximidade da Catedral de S.Paulo, em Londres, sob a supervisão de Cardeal Wolsey, promovido pelo rei, desde o começo de sua carreira até a Cantuária e apoiado para o ser papa, mas perdeu a eleição por um voto, porque o rei francês tinha mais “cacife”. Também o rei foi considerado pelo papado “Defensor da Fé”.

Henrique VIII e a preocupação da sucessão da monarquia e sentimento nacional

No jogo dos interesses acima mencionado, a preocupação com a sucessão vem facilitar o avanço da Reforma inglesa. A sua esposa com 42 anos de idade, na época, já estava fora do jogo para dar luz a um menino. Ana Boleyn, de uma família de nobres, relacionada comum grupo de famílias interessadas no poder, aparece no cenário. Assim entra em processo a anulação do casamento com Catarina de Aragão. A alegação consistia em que Catarina era a esposa do irmão do Henrique e a morte do irmão, Arthur, (1502) a família obrigou-o aceitar o levirato (a lei levítica), com a dispensa especial do papa Júlio II, porque não deixaram nenhum filho. No geral, houve anulação de casamento dessa natureza. Mas por volta de 1531, Clemente VII ficava engavetando o pedido de anulação, pois Catarina de Aragão era a tia do Carlos V da Alemanha. No jogo dos poderes, seria temerário enfurecer os poderes. Assim, mensagem foi enviada para o Arcebispo Wolsey para não apressar o processo.

Re-edição dos decretos parlamentares antigos – praemunire

Sabedor dessa interferência, Henrique VIII recorreu a uma série de decretos promulgados pelo Parlamento, na época do Ricardo II, (1353) denominado de “praemunire”, proibindo a interferência papal na administração interna da Inglaterra, por exemplo, a transferência, nomeação dos bispos sem a consulta ou consentimento do rei. Aqui a resistência à interferência papal tem de ser visto não como interferência em negócios internos da Igreja como se fosse um departamento “estanque” dentro de uma nação. Devido à centralização do poder de Roma onerosa e devido ao sistema feudal da sociedade, o papado era beneficiário dos feudos e a taxação ficou conseqüentemente pesada para o povo inglês. Tanto assim que, entre os lolardos, seguidores de Wyclif, houve quem se referisse ao papa como “vigário do feudo”. J.H.R Moorman vê no grito do monge de Malmesbury: Senhor Jesus, ou retira o papa do meio de nós ou suaviza o seu poder sobre nós como o eco representativo do Parlamento e do rei que promulgaram série de decretos no período dos lolardos,(p.116). Houve, assim, precedentes na história que apoiassem essas medidas do Henrique VIII.

É bom observar que era costume os reis designarem os bispos e o papa dar o consentimento. Há indicação de que, por exemplo, as Igrejas luteranas da Escandinávia preservaram esse costume. Elas são Igrejas oficiais daqueles países. Recentemente, a eleição de uma bispa por parte de uma diocese norueguesa foi homologada pela rainha.

No que se refere à não transferência dos bispos e dos presbíteros, há exemplo de o Concilio de Arles (314) ter tomado a decisão de que os bispos fossem eleitos e ordenados para uma determinada diocese e não pudessem ser transferidos. Os presbíteros seriam ordenados para uma determinada comunidade, não se podendo ser transferidos para uma outra comunidade. (A ênfase está no exercício da liderança pastoral localizado e reconhecimento universal do ministério seria conseqüência da primeira não vice-versa, pois não se falou na validade universal.)

Não há dúvida de que a inclinação do jogo do poder entre os reis e o papado, em favor deste ou daquele, dependia dos fatores conjunturais. No tempo do Henrique VIII havia certo equilíbrio no sentido de que Roma estava sob o domínio do Carlos V e o exército espanhol era, também, ameaça para o papado. Já no tempo do rei João, Inocente III estava numa situação muito melhor. O rei que não foi consultado recusou por seis anos a indicação de Langton arcebispo de Cantuária e essa recusa resultou na ameaça de excomunhão. Hoje a excomunhão ficaria limitada à humilhação moral, mas naquela época significaria a invasão da França, que há muito aguardava a oportunidade. Fora da cristandade, a aliança, digamos, de não agressão, ficaria invalidada.[5]

Henrique VIII com a re-edição de “praemunire” acusou Wolsey de estar a serviço do poder estrangeiro. Foi destituído e na sua viagem morreu., (1529). Nos quatro anos seguintes o rei negociou duramente com o clero e Parlamento, para ele ser “chefe supremo e rei da Inglaterra em questões temporais e espirituais”.

Thomas Cranmer no cenário da história da reforma inglesa

Com o rompimento com o papado e com a morte do Arcebispo Warham foi descoberto Thomas Cranmer e ele entra no cenário. Ele se torna embaixador junto aos luteranos e pesquisar a opinião universitária época sobre o divórcio do Henrique VIII. E a Reforma na Inglaterra entra em processo árduo, etapas de luta entre o rei e os reformadores, de publicação de artigos teológicos, “negociação” entre a teologia da Reforma e a teologia católica medieval sem o papado representado pelo rei. Os Seis Artigos de 1539 representam bem esse catolicismo medieval. Seis Artigos (Henrique VIII) Abolição da diversidade de opinião. A oposição aos artigos seria considerada heresia. A verdade da transubstanciação. Comunhão em uma espécie é suficiente. A necessidade do celibato. A obrigação das ex-freiras e irmãos leigos observarem os votos de castidade. A importância das Missas particulares. (Aqui convém mencionar o fato de que o rei apreciava celebrações particulares. Nas caçadas dele havia três ou mais celebrações por dia e ele gostava de fazer comentário comparativo desta ou daquela celebração. Pois teologia e liturgia eram “linguagem” dos letrados.) Necessidade de confissão auricular. Aqui se deve dizer que a separação da Igreja inglesa de Roma não foi motivada unicamente por causa do problema do divórcio do Henrique VIII. Há um conjunto de fatores atuando como foi dito anteriormente.

A promulgação desses artigos resultou no exílio de muitos clérigos casados, e a esposa de Thomas Cranmer teve de refugiar na casa de seus pais na Alemanha. Certamente, a “negociação” pendia em favor do rei por causa do seu poder político. Os Seis Artigos (1539) e o Livro do Rei foram represálias contra o Livro dos Bispos, (1537), o qual foi um tipo “conciliatório”.

Com Edward VI (1537-53) em 1547 a Reforma inglesa se acelera. Com o Ato Institucional de Uniformidade de 1549 foi instituído o uso obrigatório do vernáculo nos Ofícios Religiosos. Em 1552 foi adotado o 2º Livro de Oração Comum e em 1953 Quarenta e Dois Artigos retomados com Elizabeth I, (1559-1603) e formulados em Trinta e Nove Artigos. Entrementes, todos os atos anteriores foram revogados. Em tudo isso estava em jogo a Bíblia no vernáculo traduzido do original hebraico e grego, e a sua autoridade suprema em matéria de fé e doutrina.

Porém, no período da rainha Maria, (1553-59) todos os atos anteriores foram revogados e cerca de trezentas pessoas foram executadas e muitos se exilaram. Entre os martirizados destacam-se T.Cranmer, N.Riddley e H. Latimer.

Thomas Cranmer – seu martírio

O caso contra Cranmer foi muito bem arquitetado. O papado tomou para si o caso e enviou dois inquisidores da Espanha para acusa-lo de heresia e obter a retratação de Cranmer. Na verdade, a rainha Maria havia feito processo contra Cranmer como traidor, porque este favoreceu Jane Grey, parente do Henrique VII. Por dez dias a Inglaterra tinha por rainha Jane Grey. Por não mostrar o interesse pela monarquia as forças tenderam em favor da Maria e quem houvesse demonstrado fidelidade a Jane Grey foi considerado traidor. Esse processo foi engavetado. E Cranmer teve de enfrentar os espanhóis Juan Villagarcia e De Soto durante três anos.

Thomas Cranmer de Diarmaid MacClloch, professor de história da Igreja da universidade de Oxford publicado, em 1997, uma biografia do Arcebispo (692 páginas), detentor de três prêmios de organizações literárias traz relatos minuciosos do debate entre os inquisidores e o Cranmer. Houve um processo do que se chamaria hoje de “lavagem cerebral” e debilitação física e mental. Tudo gira em torno da retratação. Há tentativas de retratação e o recuo num longo processo. Um ponto importante é sobre os Concílios Gerais. Cranmer apelaria e apelou para convocação de um Concílio Geral presidido por um príncipe. Então, Vllagarcia responde: você não sabe que sempre o papa presidiu concílios gerais? Então, Cranmer indaga quem presidiu o Concílio de Nicéia? Villagarcia enfurecido vai à biblioteca e traz algumas anotações de que Silvestre I presidiu o Concílio. Cranmer lhe responde que isso é texto espúrio. Na verdade, Constantino presidiu o Concílio. O Concílio de Calcedônia foi presidido por Teodósio. Nas Ilhas Britânicas, depois que Agostinho veio, o Sínodo de Whitby foi convocado e presidido pelo rei Oswy, para resolver a diferença e divergência entre a Igreja celta existente e a missão romana enviada pelo Gregório. Há indicações de que o Papa começou presidir os concílios a partir do século XII.

No dia da fogueira, os enviados do papado estavam certos de que haveria retratação que significaria o triunfo institucional e o fracasso da Reforma por causa das heresias. Houve um ritual na Catedral de Oxford. Com pregação de que o penitente tem de salvar sua alma na fogueira e rito de degradação, litania em favor da alma, e a hipotética retratação. Então, do púlpito Cranmer fez esforço extraordinário para que todos pudessem ouvir. Quando se tornou evidente que a retratação era uma espécie de retratação da retratação, a reafirmação do ensino da Reforma, e o apelo para o Concilio Geral, Villagarcia e De Soto arrancaram o Cranmer do púlpito e o levaram à fogueira. Lá, Cranmer fez gesto documentado de estender a mão direita para fogueira, dizendo esta mão que quis fazer retratação contra o meu coração vai primeiro ao fogo. Há uma espécie de lenda em torno do coração encontrado entre as cinzas. E houve controvérsia. Esse coração não morreu. Esse coração mau resistiu ao fogo purificador. A fogueira foi um fiasco para a contra-reforma, porque não conseguiu fazer circular a suposta retratação e os amigos de Cranmer no continente fizeram circular o que foi dito e escrito por Cranmer e pelas suas testemunhas. Gutenberg teve sua parte. A despeito da prisão sempre houve a possibilidade de enviar clandestinamente os escritos na cela de prisão.

Com Elizabeth I houve estabelecimento anglicano, retomando o que foi vigente no período de Edward VI. Nesse período o 3º Livro de Oração Comum foi editado, Trinta e Nove Artigos, (1531) formulados, e o Livro de Oração Comum de 1662.

Apologia Anglicana da continuidade com a Igreja da Antiguidade

Ao fazer a Reforma, os principais teólogos e líderes da Igreja da Inglaterra não pensaram em ter fundado uma outra Igreja. Essa era, também, a visão dos reformadores do continente europeu. Houve muitos estudos da história e da patrística entre os reformadores no continente e na Inglaterra. Mathew Parker, Arcebispo de Cantuária, escreveu Sobre a Antiguidade da Igreja Britânica, em que ele alega a Igreja ter sido fundada por S.Paulo ou José de Arimatéia. Trata-se da alegação de que a Igreja da Inglaterra não depende do papado e que tem seu próprio ministério e mártires. A Igreja de Roma se afastou até do ensino do período do Gregório, que enviou Agostinho.[6]

Independentemente dessa alegação, o fato é que havia uma Igreja cristã antes da chegada de Agostinho. Também, é verdade que a Igreja existente foi subjugada pela missão romana. Tanto assim que a parte da Igreja do norte da Inglaterra mostrou resistência por algum tempo.

Robert K. Runcie, ex-arcebispo de Cantuária, em seu discurso sobre unidade e diversidade na instalação do Conselho Consultivo Anglicano, na cidade de Cardiff, no País de Gales em 1990 começou fazendo referência a um incidente histórico, no século VI, “causado por meu predecessor, Santo Agostinho, em relação aos bispos galeses”. (Welsh) Que foi esse incidente? Na época houve tensão entre a Igreja romana que veio com S.Agostinho e a Igreja céltica. Nessas circunstâncias, os bispos do País de Gales foram convocados pelo S.Agostinho. Naturalmente, surgiu na mente dos bispos a questão: qual é o propósito da reunião? Qual é a intenção daquele que ocupa a Cátedra de Cantuária? Conforme o historiador Venerável Beda ( 673-735) os bispos se aconselharam com um sábio monge. Este deu o seguinte conselho. Se o Arcebispo se levantar de sua cadeira, quando os bispos chegarem, seria um sinal de que ele é o servo de Cristo e vocês devem ouvi-lo obedientemente, mas se ele não se levantar, vocês não devem dar ouvido a ele. Lamentavelmente, o Arcebispo não se levantou, e houve resistência por parte dos galeses, conforme Venerável Beda. E o ex-Arcebispo de Cantuária, Robert Runcie continua:

A falta de humildade por parte do meu predecessor resultou em quatro séculos de disputa entre o País de Gales e a Cantuária e a unidade foi conseguida por meio da sujeição dos bispos galeses à Cantuária. Essa injustiça foi sanada só quando foi recriada a Província autônoma de Gales em 1920.

E o ex-Arcebispo considera esse incidente histórico um ponto de referência relevante quando se faz reflexão, e oração sobre a identidade e autoridade da Comunhão Anglicana. [7]

Esse incidente e outros nos mostram que a integração da Igreja existente anterior à missão romana ao domínio papal não era tão pacífica que se possa imaginar. Portanto, abolição da jurisdição papal não significaria a criação de uma nova Igreja, nem interrupção da tríplice ordem histórica, mas a libertação de uma jurisdição usurpada e desnecessária. Diga-se de passagem que a tríplice ordem de bispo, presbítero e diácono é o elemento mais visível de continuidade no anglicanismo. Diga-se de passagem que essa visão da continuidade não implicava na reordenação dos ministros vindos de Igrejas não episcopais até 1662. Também, depois dessa data, a continuidade que o anglicanismo manteve não significou a exclusão de Igrejas não episcopais da Igreja Uma,santa, católica e apostólica.

Essa visão da continuidade é fruto, também, de estudos com os instrumentos disponíveis na época. Comparando o Prefácio do Ordinal dos primeiros livros e o Prefácio dos livros, pelo menos de três Igrejas da Comunhão Anglicana, depois de 1979, observa-se o seguinte. No antigo prefácio a tríplice ordem é situada no tempo dos apóstolos. Nos prefácios de hoje, a diversidade de ministérios é situada no tempo dos apóstolos e a tríplice ordem, no tempo do Novo Testamento. Essa diferença deve à integridade com que se estuda a Bíblia, o alvo anglicano nem sempre alcançado homogeneamente.

No que se refere à Igreja Católica Romana, era, também, a visão generalizada dos reformadores da primeira fase de que a Igreja romana vivia o seu cativeiro babilônico. E para os mais moderados, nem por isso, a Igreja romana deixou de ser Igreja. Para Richard Hooker, a despeito de muitos erros que a Igreja da Inglaterra condena, a Igreja de Roma pode ser considerada uma Igreja cristã por causa do Batismo trinitário que ela mantém.

http://www.dasp.org.br/codigos/pt/paginas/artigos/comecos_anglicanismo.htm

13. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

Reforma anglicana: Bíblia, influências luterana e renascentista

Isto nos leva a considerar a questão da Bíblia e da influência renascentista e luterana na reforma inglesa e as tentativas anteriores de produção da Bíblia no vernáculo. E, aqui, é oportuno o que significou e tem significado a teologia da reforma do século XVI visto no período de 1899 a 1939. Michael A. Ramsey nos dá uma síntese característica dele, em resposta a uma pergunta: qual é posição dos teólogos do período de Charles Gore a William Temple a respeito da Reforma? “Não houve para todos os típicos anglicanos, nem mesmo para os da escola do anglo-catolicismo, nenhuma hesitação sobre as principais convicções da Reforma: que não se ganha a salvação pelas obras, que a salvação é pela graça somente recebida pela fé, que nada pode ser acrescentada à única mediação da Cruz de Cristo, que a Sagrada Escritura é a suprema autoridade em matéria de doutrina”.[4]

Henrique VIII e o movimento de Reforma

Essa Reforma ocorreu dentro de um conjunto de interação de pessoas, influência de movimentos, visões do Evangelho e da Igreja, de interesses nacionais e econômicos. Havia movimento renascentista, busca de textos na língua original, por exemplo, hebraico e grego e isso implicava na libertação da leitura da Bíblia do controle eclesiástico, da leitura e interpretação estabelecida. Havia conservadorismo que resistia ao novo saber. Havia forte impacto na Inglaterra da recuperação do Evangelho, da Palavra, formulada em justificação pela graça por meio da fé, – anterioridade e iniciativa da graça para salvação – pelo Lutero e conseqüentemente de uma nova leitura das Cartas Paulinas e dos Salmos. No rei Henrique VIII estava atuando uma considerável preocupação com o destino da nação inglesa. Para tanto o requisito necessário seria uma monarquia forte, e povo educado e independente do domínio estrangeiro.

O marco da movimentação dessa dinâmica acima mencionada pode ser datado, grosso modo, por volta de 1521, quando obras de Lutero alcançaram a Universidade de Cambridge, graças ao trabalho de Gutenberg, (1400-1468) e houve formação de grupo de leitores, estudos e discussões na Taberna Cavalo Branco (mais para um pequeno restaurante com bebidas, talvez Pub de hoje). Esse grupo consistia de Robert Barnes, Thomas Bilney, John Frith, Thomas Cranmer, Mathew Parker e Hugh Latimer. Com a exceção de M.Parker que se tornou Arcebispo de Cantuária (com a entronização da Elizabeth I) todos eles foram martirizados.

Nessa época Henrique VIII proibia a entrada de obras luteranas. Em 1521 as obras luteranas foram queimadas na proximidade da Catedral de S.Paulo, em Londres, sob a supervisão de Cardeal Wolsey, promovido pelo rei, desde o começo de sua carreira até a Cantuária e apoiado para o ser papa, mas perdeu a eleição por um voto, porque o rei francês tinha mais “cacife”. Também o rei foi considerado pelo papado “Defensor da Fé”.

Henrique VIII e a preocupação da sucessão da monarquia e sentimento nacional

No jogo dos interesses acima mencionado, a preocupação com a sucessão vem facilitar o avanço da Reforma inglesa. A sua esposa com 42 anos de idade, na época, já estava fora do jogo para dar luz a um menino. Ana Boleyn, de uma família de nobres, relacionada comum grupo de famílias interessadas no poder, aparece no cenário. Assim entra em processo a anulação do casamento com Catarina de Aragão. A alegação consistia em que Catarina era a esposa do irmão do Henrique e a morte do irmão, Arthur, (1502) a família obrigou-o aceitar o levirato (a lei levítica), com a dispensa especial do papa Júlio II, porque não deixaram nenhum filho. No geral, houve anulação de casamento dessa natureza. Mas por volta de 1531, Clemente VII ficava engavetando o pedido de anulação, pois Catarina de Aragão era a tia do Carlos V da Alemanha. No jogo dos poderes, seria temerário enfurecer os poderes. Assim, mensagem foi enviada para o Arcebispo Wolsey para não apressar o processo.

Re-edição dos decretos parlamentares antigos – praemunire

Sabedor dessa interferência, Henrique VIII recorreu a uma série de decretos promulgados pelo Parlamento, na época do Ricardo II, (1353) denominado de “praemunire”, proibindo a interferência papal na administração interna da Inglaterra, por exemplo, a transferência, nomeação dos bispos sem a consulta ou consentimento do rei. Aqui a resistência à interferência papal tem de ser visto não como interferência em negócios internos da Igreja como se fosse um departamento “estanque” dentro de uma nação. Devido à centralização do poder de Roma onerosa e devido ao sistema feudal da sociedade, o papado era beneficiário dos feudos e a taxação ficou conseqüentemente pesada para o povo inglês. Tanto assim que, entre os lolardos, seguidores de Wyclif, houve quem se referisse ao papa como “vigário do feudo”. J.H.R Moorman vê no grito do monge de Malmesbury: Senhor Jesus, ou retira o papa do meio de nós ou suaviza o seu poder sobre nós como o eco representativo do Parlamento e do rei que promulgaram série de decretos no período dos lolardos,(p.116). Houve, assim, precedentes na história que apoiassem essas medidas do Henrique VIII.

É bom observar que era costume os reis designarem os bispos e o papa dar o consentimento. Há indicação de que, por exemplo, as Igrejas luteranas da Escandinávia preservaram esse costume. Elas são Igrejas oficiais daqueles países. Recentemente, a eleição de uma bispa por parte de uma diocese norueguesa foi homologada pela rainha.

No que se refere à não transferência dos bispos e dos presbíteros, há exemplo de o Concilio de Arles (314) ter tomado a decisão de que os bispos fossem eleitos e ordenados para uma determinada diocese e não pudessem ser transferidos. Os presbíteros seriam ordenados para uma determinada comunidade, não se podendo ser transferidos para uma outra comunidade. (A ênfase está no exercício da liderança pastoral localizado e reconhecimento universal do ministério seria conseqüência da primeira não vice-versa, pois não se falou na validade universal.)

Não há dúvida de que a inclinação do jogo do poder entre os reis e o papado, em favor deste ou daquele, dependia dos fatores conjunturais. No tempo do Henrique VIII havia certo equilíbrio no sentido de que Roma estava sob o domínio do Carlos V e o exército espanhol era, também, ameaça para o papado. Já no tempo do rei João, Inocente III estava numa situação muito melhor. O rei que não foi consultado recusou por seis anos a indicação de Langton arcebispo de Cantuária e essa recusa resultou na ameaça de excomunhão. Hoje a excomunhão ficaria limitada à humilhação moral, mas naquela época significaria a invasão da França, que há muito aguardava a oportunidade. Fora da cristandade, a aliança, digamos, de não agressão, ficaria invalidada.[5]

Henrique VIII com a re-edição de “praemunire” acusou Wolsey de estar a serviço do poder estrangeiro. Foi destituído e na sua viagem morreu., (1529). Nos quatro anos seguintes o rei negociou duramente com o clero e Parlamento, para ele ser “chefe supremo e rei da Inglaterra em questões temporais e espirituais”.

Thomas Cranmer no cenário da história da reforma inglesa

Com o rompimento com o papado e com a morte do Arcebispo Warham foi descoberto Thomas Cranmer e ele entra no cenário. Ele se torna embaixador junto aos luteranos e pesquisar a opinião universitária época sobre o divórcio do Henrique VIII. E a Reforma na Inglaterra entra em processo árduo, etapas de luta entre o rei e os reformadores, de publicação de artigos teológicos, “negociação” entre a teologia da Reforma e a teologia católica medieval sem o papado representado pelo rei. Os Seis Artigos de 1539 representam bem esse catolicismo medieval. Seis Artigos (Henrique VIII) Abolição da diversidade de opinião. A oposição aos artigos seria considerada heresia. A verdade da transubstanciação. Comunhão em uma espécie é suficiente. A necessidade do celibato. A obrigação das ex-freiras e irmãos leigos observarem os votos de castidade. A importância das Missas particulares. (Aqui convém mencionar o fato de que o rei apreciava celebrações particulares. Nas caçadas dele havia três ou mais celebrações por dia e ele gostava de fazer comentário comparativo desta ou daquela celebração. Pois teologia e liturgia eram “linguagem” dos letrados.) Necessidade de confissão auricular. Aqui se deve dizer que a separação da Igreja inglesa de Roma não foi motivada unicamente por causa do problema do divórcio do Henrique VIII. Há um conjunto de fatores atuando como foi dito anteriormente.

A promulgação desses artigos resultou no exílio de muitos clérigos casados, e a esposa de Thomas Cranmer teve de refugiar na casa de seus pais na Alemanha. Certamente, a “negociação” pendia em favor do rei por causa do seu poder político. Os Seis Artigos (1539) e o Livro do Rei foram represálias contra o Livro dos Bispos, (1537), o qual foi um tipo “conciliatório”.

Com Edward VI (1537-53) em 1547 a Reforma inglesa se acelera. Com o Ato Institucional de Uniformidade de 1549 foi instituído o uso obrigatório do vernáculo nos Ofícios Religiosos. Em 1552 foi adotado o 2º Livro de Oração Comum e em 1953 Quarenta e Dois Artigos retomados com Elizabeth I, (1559-1603) e formulados em Trinta e Nove Artigos. Entrementes, todos os atos anteriores foram revogados. Em tudo isso estava em jogo a Bíblia no vernáculo traduzido do original hebraico e grego, e a sua autoridade suprema em matéria de fé e doutrina.

Porém, no período da rainha Maria, (1553-59) todos os atos anteriores foram revogados e cerca de trezentas pessoas foram executadas e muitos se exilaram. Entre os martirizados destacam-se T.Cranmer, N.Riddley e H. Latimer.

Thomas Cranmer – seu martírio

O caso contra Cranmer foi muito bem arquitetado. O papado tomou para si o caso e enviou dois inquisidores da Espanha para acusa-lo de heresia e obter a retratação de Cranmer. Na verdade, a rainha Maria havia feito processo contra Cranmer como traidor, porque este favoreceu Jane Grey, parente do Henrique VII. Por dez dias a Inglaterra tinha por rainha Jane Grey. Por não mostrar o interesse pela monarquia as forças tenderam em favor da Maria e quem houvesse demonstrado fidelidade a Jane Grey foi considerado traidor. Esse processo foi engavetado. E Cranmer teve de enfrentar os espanhóis Juan Villagarcia e De Soto durante três anos.

Thomas Cranmer de Diarmaid MacClloch, professor de história da Igreja da universidade de Oxford publicado, em 1997, uma biografia do Arcebispo (692 páginas), detentor de três prêmios de organizações literárias traz relatos minuciosos do debate entre os inquisidores e o Cranmer. Houve um processo do que se chamaria hoje de “lavagem cerebral” e debilitação física e mental. Tudo gira em torno da retratação. Há tentativas de retratação e o recuo num longo processo. Um ponto importante é sobre os Concílios Gerais. Cranmer apelaria e apelou para convocação de um Concílio Geral presidido por um príncipe. Então, Vllagarcia responde: você não sabe que sempre o papa presidiu concílios gerais? Então, Cranmer indaga quem presidiu o Concílio de Nicéia? Villagarcia enfurecido vai à biblioteca e traz algumas anotações de que Silvestre I presidiu o Concílio. Cranmer lhe responde que isso é texto espúrio. Na verdade, Constantino presidiu o Concílio. O Concílio de Calcedônia foi presidido por Teodósio. Nas Ilhas Britânicas, depois que Agostinho veio, o Sínodo de Whitby foi convocado e presidido pelo rei Oswy, para resolver a diferença e divergência entre a Igreja celta existente e a missão romana enviada pelo Gregório. Há indicações de que o Papa começou presidir os concílios a partir do século XII.

No dia da fogueira, os enviados do papado estavam certos de que haveria retratação que significaria o triunfo institucional e o fracasso da Reforma por causa das heresias. Houve um ritual na Catedral de Oxford. Com pregação de que o penitente tem de salvar sua alma na fogueira e rito de degradação, litania em favor da alma, e a hipotética retratação. Então, do púlpito Cranmer fez esforço extraordinário para que todos pudessem ouvir. Quando se tornou evidente que a retratação era uma espécie de retratação da retratação, a reafirmação do ensino da Reforma, e o apelo para o Concilio Geral, Villagarcia e De Soto arrancaram o Cranmer do púlpito e o levaram à fogueira. Lá, Cranmer fez gesto documentado de estender a mão direita para fogueira, dizendo esta mão que quis fazer retratação contra o meu coração vai primeiro ao fogo. Há uma espécie de lenda em torno do coração encontrado entre as cinzas. E houve controvérsia. Esse coração não morreu. Esse coração mau resistiu ao fogo purificador. A fogueira foi um fiasco para a contra-reforma, porque não conseguiu fazer circular a suposta retratação e os amigos de Cranmer no continente fizeram circular o que foi dito e escrito por Cranmer e pelas suas testemunhas. Gutenberg teve sua parte. A despeito da prisão sempre houve a possibilidade de enviar clandestinamente os escritos na cela de prisão.

Com Elizabeth I houve estabelecimento anglicano, retomando o que foi vigente no período de Edward VI. Nesse período o 3º Livro de Oração Comum foi editado, Trinta e Nove Artigos, (1531) formulados, e o Livro de Oração Comum de 1662.

Apologia Anglicana da continuidade com a Igreja da Antiguidade

Ao fazer a Reforma, os principais teólogos e líderes da Igreja da Inglaterra não pensaram em ter fundado uma outra Igreja. Essa era, também, a visão dos reformadores do continente europeu. Houve muitos estudos da história e da patrística entre os reformadores no continente e na Inglaterra. Mathew Parker, Arcebispo de Cantuária, escreveu Sobre a Antiguidade da Igreja Britânica, em que ele alega a Igreja ter sido fundada por S.Paulo ou José de Arimatéia. Trata-se da alegação de que a Igreja da Inglaterra não depende do papado e que tem seu próprio ministério e mártires. A Igreja de Roma se afastou até do ensino do período do Gregório, que enviou Agostinho.[6]

Independentemente dessa alegação, o fato é que havia uma Igreja cristã antes da chegada de Agostinho. Também, é verdade que a Igreja existente foi subjugada pela missão romana. Tanto assim que a parte da Igreja do norte da Inglaterra mostrou resistência por algum tempo.

Robert K. Runcie, ex-arcebispo de Cantuária, em seu discurso sobre unidade e diversidade na instalação do Conselho Consultivo Anglicano, na cidade de Cardiff, no País de Gales em 1990 começou fazendo referência a um incidente histórico, no século VI, “causado por meu predecessor, Santo Agostinho, em relação aos bispos galeses”. (Welsh) Que foi esse incidente? Na época houve tensão entre a Igreja romana que veio com S.Agostinho e a Igreja céltica. Nessas circunstâncias, os bispos do País de Gales foram convocados pelo S.Agostinho. Naturalmente, surgiu na mente dos bispos a questão: qual é o propósito da reunião? Qual é a intenção daquele que ocupa a Cátedra de Cantuária? Conforme o historiador Venerável Beda ( 673-735) os bispos se aconselharam com um sábio monge. Este deu o seguinte conselho. Se o Arcebispo se levantar de sua cadeira, quando os bispos chegarem, seria um sinal de que ele é o servo de Cristo e vocês devem ouvi-lo obedientemente, mas se ele não se levantar, vocês não devem dar ouvido a ele. Lamentavelmente, o Arcebispo não se levantou, e houve resistência por parte dos galeses, conforme Venerável Beda. E o ex-Arcebispo de Cantuária, Robert Runcie continua:

A falta de humildade por parte do meu predecessor resultou em quatro séculos de disputa entre o País de Gales e a Cantuária e a unidade foi conseguida por meio da sujeição dos bispos galeses à Cantuária. Essa injustiça foi sanada só quando foi recriada a Província autônoma de Gales em 1920.

E o ex-Arcebispo considera esse incidente histórico um ponto de referência relevante quando se faz reflexão, e oração sobre a identidade e autoridade da Comunhão Anglicana. [7]

Esse incidente e outros nos mostram que a integração da Igreja existente anterior à missão romana ao domínio papal não era tão pacífica que se possa imaginar. Portanto, abolição da jurisdição papal não significaria a criação de uma nova Igreja, nem interrupção da tríplice ordem histórica, mas a libertação de uma jurisdição usurpada e desnecessária. Diga-se de passagem que a tríplice ordem de bispo, presbítero e diácono é o elemento mais visível de continuidade no anglicanismo. Diga-se de passagem que essa visão da continuidade não implicava na reordenação dos ministros vindos de Igrejas não episcopais até 1662. Também, depois dessa data, a continuidade que o anglicanismo manteve não significou a exclusão de Igrejas não episcopais da Igreja Uma,santa, católica e apostólica.

Essa visão da continuidade é fruto, também, de estudos com os instrumentos disponíveis na época. Comparando o Prefácio do Ordinal dos primeiros livros e o Prefácio dos livros, pelo menos de três Igrejas da Comunhão Anglicana, depois de 1979, observa-se o seguinte. No antigo prefácio a tríplice ordem é situada no tempo dos apóstolos. Nos prefácios de hoje, a diversidade de ministérios é situada no tempo dos apóstolos e a tríplice ordem, no tempo do Novo Testamento. Essa diferença deve à integridade com que se estuda a Bíblia, o alvo anglicano nem sempre alcançado homogeneamente.

No que se refere à Igreja Católica Romana, era, também, a visão generalizada dos reformadores da primeira fase de que a Igreja romana vivia o seu cativeiro babilônico. E para os mais moderados, nem por isso, a Igreja romana deixou de ser Igreja. Para Richard Hooker, a despeito de muitos erros que a Igreja da Inglaterra condena, a Igreja de Roma pode ser considerada uma Igreja cristã por causa do Batismo trinitário que ela mantém.

http://www.dasp.org.br/codigos/pt/paginas/artigos/comecos_anglicanismo.htm

14. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

O Socialismo Científico foi desenvolvido no século XIX por Karl Marx e Friedrich Engels. Recebe também, por motivos óbvios, a denominação de Socialismo Marxista. Ele rompe com o Socialismo Utópico por apresentar uma análise crítica da realidade política e econômica, da evolução da história, das sociedades e do capitalismo. Marx e Engels enaltecem os utópico pelo seu pioneirismo, porém defendem uma ação mais prática e direta contra o capitalismo através da organização da revolucionária classe proletária. Para a formulação de suas teorias Marx sofreu influência de Hegel e dos socialista utópicos.

Infraestrutura e superestrutura
Segundo Marx a infraestrutura, modo como tratava a base econômica da sociedade, determina a superestrutura que é dividida em ideológica (idéias políticas, religiosas, morais, filosóficas) e política (Estado, polícia, exército, leis, tribunais). Portanto a visão que temos do mundo e a nossa psicologia são reflexo da base econômica de nossa sociedade. As idéias que surgiram ao longo da história se explicam pelas sociedades nas quais seus mentores estava inseridos. Elas são oriundas das necessidades das classes sociais daquele tempo.

Dialética
A dialética se opõe à metafísica e ao idealismo por completo. Engels e Marx “pegam o ‘núcleo racional’ de Hegel, mas rejeitam a sua parte idealista imprimindo-lhe um caráter científico moderno”.
O modo dialético de pensamento pondera que nenhum fenômeno será compreendido se analisado isoladamente e independente dos outros. Eles são processos e não coisas perfeitas e acabadas; estão em constante movimento, transformação, desenvolvimento e renovação e não em estagnação e imutabilidade. O mundo não pode ser entendido como um conjunto de coisas pré-fabricadas, mas sim como um complexo de processos. Estes estão em três fases: tese, antítese e síntese. Pela contradição da duas primeira (tese e antítese) surge a terceira (negação da negação) que representa um estágio superior. Esta, por sua vez, tornar-se-á uma nova tese e será negada, surgindo um nova síntese e assim por diante. É importante lembrar que a antítese não é a destruição da tese, pois se assim fosse não haveria progresso.
O processo de desenvolvimento resultante com a anterior acumulação de mudanças quantitativas, apresenta evidentes mudanças qualitativas. Assim, vemos que o desenvolvimento não segue um movimento circular, mas sim progressivo e ascendente, indo do inferior ao superior.

Luta de classes
A história do homem é a história da luta de classes. Para Marx a evolução histórica se dá pelo antagonismo irreconciliável entre as classes sociais de cada sociedade. Foi assim na escravista (senhores de escravos – escravos), na feudalista (senhores feudais – servos) e assim é na capitalista (burguesia – proletariado). Entre as classes de cada sociedade há uma luta constante por interesses opostos, eclodindo em guerras civis declaradas ou não. Na sociedade capitalista, a qual Marx e Engels analisaram mais intrinsecamente, a divisão social decorreu da apropriação dos meios de produção por um grupo de pessoas (burgueses) e outro grupo expropriado possuindo apenas seu corpo e capacidade de trabalho (proletários). Estes são, portanto, obrigados a trabalhar para o burguês. Os trabalhadores são economicamente explorados e os patrões obtém o lucro através da mais-valia.

Alienação
O capitalismo tornou o trabalhador alienado, isto é, separou-o de seus meios de produção (suas terras, ferramentas, máquinas, etc). Estes passaram a pertencer à classe dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador é obrigado a alugar sua força de trabalho à classe burguesa, recebendo um salário por esse aluguel. Como há mais pessoas que empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar, pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão. Caso negue, achando que é pouco, uma exploração, o patrão estala os dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego. Portanto é aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos das decisões gerenciais.

Mais-Valia
Suponha que o operário leve 2h para fabricar um par de sapatos. Nesse período produz o suficiente para pagar o seu trabalho. Porém, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de sapatos e recebendo o equivalente à confecção de apenas um. Numa jornada de 8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares. O custo de cada par continua o mesmo, assim como o salário do proletário. Com isso ele trabalha 6h de graça, reduzindo o custo e aumentando o lucro do patrão. Esse valor a mais é apropriado pelo capitalista e constitui o que Marx chama de Mais-Valia Absoluta. Além de o operário permanecer mais tempo na fábrica o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Com isso o operário produz mais, porém seu salário não aumenta. Surge a Mais-Valia Relativa.

custo de 1 par de sapatos na jornada de trabalho de 2 horas
GASTOS DO PATRÃO

meios de produção = R$100
salário = R$20
TOTAL = R$120
custo de 1 par de sapatos na jornada de trabalho de 8 horas
GASTOS DO PATRÃO

meios de produção = R$100 x 4 = R$400
salário = R$20
TOTAL = R$420 / 4 = R$105

Assim, o par de sapatos continua valendo R$120, mas o custo do patrão caiu em R$15 por par produzido. No final da jornada de trabalho o operário recebeu R$20, porém rendeu o triplo ao capitalista. É a exploração capitalista. É fato.

Materialismo histórico
Para Marx a raiz de uma sociedade é a forma como a produção social de bens está organizada. Esta engloba as forças produtivas e as relações de produção.
As forças produtivas são a terra, as técnicas de produção, os instrumentos de trabalho, as matérias-primas e o maquinário. Enfim, as forças que contribuem para o desenvolvimento da produção.
As relações de produção são os modos de organização entre os homens para a realização da produção. As atuais são capitalistas, mas como exemplo podemos citar também as escravistas e as cooperativas.
No processo de criação de bens estabelece-se uma relação entre as pessoas. Os capitalistas, donos dos meios de produção (máquinas, ferramentas, etc.), e o proletariado, que possui apenas sua força de trabalho, estabelecem entre si a relação social de trabalho. A maneira como as forças produtivas se organizam e se desenvolvem dentro dessa relação de trabalho Marx chama de modo de produção. O estudo deste é fundamental para a compreensão do funcionamento de uma sociedade. A partir do momento que as relações de produção começam a obstaculizar o desenvolvimento das forças produtivas cria-se condições para uma revolução social que geraria novas relações sociais de produção liberando as forças produtivas para o desenvolvimento da produção.

O último estágio

Marx afirma que a história segue certas leis imutáveis à medida que avança de um estágio a outro. Cada estágio caracteriza-se por lutas que conduzem a um estágio superior de desenvolvimento, sendo o comunismo o último e mais alto. A chave para a compreensão dos estágios do desenvolvimento é a relação entre as diferentes classes de indivíduos na produção de bens. Afirmava que o dono da riqueza é a classe dirigente porque usa o poder econômico e político para impor sua vontade ao povo jamais abrindo mão do poder por livre e espontânea vontade e que, assim, a luta e a revolução são inevitáveis.

Para Marx, com o desenvolvimento do capitalismo, as classes intermediárias da sociedade vão desaparecendo e a estrutura de classes vai polarizando-se cada vez mais. A alienação e a miséria aumentam progressivamente. Com o auxílio dos partidos dos trabalhadores o proletariado vai tornando-se cada vez mais consciente de sua luta e de sua existência como classe revolucionária. Portanto esses partidos não teriam o papel de apenas ganhar votos e satisfazer interesses pessoais, mas sim de educar e alertar os trabalhadores.
A perspectiva internacional tomará maior importância, em detrimento do nacionalismo exacerbado. Mais cedo ou mais tarde a revolução proletária terá êxito, com as condições objetivas e a disposição subjetiva coincidindo. Com as sucessivas crises econômicas do capitalismo suas crises vão se agravando e aproximando-o da crise final.
A sociedade pós-capitalista não foi inteiramente definida por Marx. Dizia ele que tal discussão seria idealista e irrealista. Ponderou apenas que após a revolução instalar-se-ia uma ditadura do proletariado. As empresas, fábricas, minas, terras passariam para o controle do povo trabalhador, e não para o Estado, como muitos pensam e como líderes pseudocomunistas fizeram. A propriedade capitalista extinguiria-se. A produção não seria destinado ao mercado, mas sim voltada para atender às necessidades da população. O socialismo, como essa fase é denominada, deve ser profundamente democrático. O Estado iria naturalmente dissolvendo-se. Porém Marx ressalta: “trazendo as marcas de nascimento da velha sociedade, a sociedade recém-nascida será limitada, sob muitos aspectos, pelos legados da velha sociedade capitalista.”

Após o socialismo uma fase superior se desenvolveria: o comunismo. O Estado desapareceria definitivamente, pois seu único papel é manter o proletariado passivo e perpetuar sua exploração. A distinção de classes também deixaria de existir, todos seriam socialmente iguais e homens não mais subordinariam-se a homens. A sociedade seria baseada no bem coletivo dos meios de produção, com todas as pessoas sendo absolutamente livres e finalmente podendo viver pacificamente e com prosperidade.

http://www.comunismo.com.br/cientifico.html

15. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

NOTÍCIAS
O desenho Pokémon e seus 150 monstros está proibido na Turquia. O governo turco culpa o desenho pela morte das crianças, que se jogaram de prédios acreditando ter os mesmos superpoderes. Leia mais…

O QUE É SUBLIMINAR?
Para entender o que é uma mensagem subliminar é necessário saber o que significa subliminar. Segundo a psicologia, subliminar é todo estimulo que é produzido abaixo do limiar da consciência. Leia mais…

ONDE ELAS ESTÃO
Existem vários tipos de subliminares, cada qual endereçada a órgãos dos sentidos específicos, sendo os principais a visão e audição. E os principais métodos de influêcia são as músicas e imagens. Leia mais…

COMO FUNCIONA?
As imagens são captadas pelos olhos, que fazem mais de 100 mil fixações conscientes por dia. Numa fração de segundo esta imagem é invertida pelo nervo óptico e enviada ao cérebro (hipotálamo). Leia mais

http://www.mensagens-subliminares.kit.net/infexemplos.htm

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
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16. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 10, 2007

MENSAGENS SUBLIMINARES

Tenho procurado estudar sobre esse assunto, aliás, merece uma preocupação de todos, pois estamos perdendo o direito de formarmos nossa opinião através de experimentos e estudos.

Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente. Importante destacar que existem mensagens que estão abaixo da capacidade de detecção humana – essas mensagens são imperceptíveis, não devendo ser consideradas como subliminares. Toda mensagem subliminar pode ser dividida em duas características básicas, o seu grau de percepção e de persuasão.

A percepção subliminar é a capacidade do ser humano de captar de forma inconsciente mensagens ou estímulos fracos demais para provocar uma resposta consciente. Segundo a hipótese, o inconsciente é capaz de perceber, interpretar e guardar uma quantidade muito maior de dados que o consciente. Como exemplo, imagens que possuem um tempo de exposição pequeno demais para serem percebidas, ou sons baixos demais para serem identificados. Dados que passariam despercebidos pela mente consciente seriam na verdade interpretados e guardados.

A persuação subliminar seria a capacidade que uma mensagem teria de influenciar o receptor. Segundo a hipótese, toda mensagem subliminar tem um determinado grau de persuasão, e pode vir a influenciar tanto as vontades de uma forma imediata (fazendo por exemplo, uma pessoa sentir vontade de beber ou comer algo), como até mesmo a personalidade ou gostos pessoais de alguém a longo prazo (mudando o seu comportamento, transformando uma pessoa tímida em extrovertida). Esse grau de persuasão deveria variar de acordo com o tempo de exposição à mensagem, e a personalidade do receptor.

A percepção subliminar é de fato comprovada cientificamente, com inúmeros experimentos que apresentaram fortes evidências .[1] No entanto, até hoje, a persuasão subliminar não conseguiu ser comprovada[2], ainda que alguns pesquisadores independentes aleguem terem experimentos que de fato comprovariam a existência da persuação. Infelismente até hoje ainda não existe nenhum trabalho publicado em periódicos científicos que confirme essa afirmação, desde a época em que o conceito de mensagem subliminar foi definido.

http://www.mensagens-subliminares.kit.net/msdisney.htm

Entrevista com José Vicente Dias
Sua mente sob controle das mensagens subliminares
Por Jamierson Oliveira

Há aproximadamente vinte anos, o professor Vicente, mestrado em Comunicação e Educação, pesquisa a técnica conhecida como “mensagens subliminares”. Seus intensos estudos são realizados por meio de uma Organização não-governamental chamada Mensagem Subliminar, da qual é fundador e presidente. Já participou de inúmeros programas de televisão de grande audiência denunciando os abusos cometidos pela mídia, agências de publicidades e indústria de entretenimento. É missionário evangélico, autor do livro Mensagem subliminar Disney (um verdadeiro best seller) e ministra palestras em várias universidades e igrejas, tanto no Brasil quanto no exterior. Tornou-se mais conhecido pelas denúncias que fez dos casos MTV, Close-up, Nova Schin e Gil, todos processados por uso ilegal da técnica subliminar. Acompanhe sua entrevista.

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Jamierson – O que é exatamente uma mensagem subliminar?

Prof. Vicente – Segundo a ONG Mensagem Subliminar, é qualquer estímulo não captado pela consciência por estar abaixo dos limites sensoriais receptores. Segundo a psicologia, subliminar é todo estímulo produzido abaixo do limiar da consciência.

Jamierson – O que há de científico em tudo isso?

Prof. Vicente – Em se tratando de subliminar, tudo é científico. Vários foram os estudiosos que confirmaram cientificamente as influências dos estímulos subliminares. Em 1951, McCleary já defendia que, estímulos ‘breves’, apesar de não serem percebidos de forma consciente, podiam ser descritos por seus pacientes. Há 25 anos, Norman Dixon, PhD, cientista inglês e renomado professor da Universidade de Londres, premiado por sua obra excepcional no campo da psicologia experimental, já sustentava que estímulos externos podem afetar nosso comportamento, apesar de não estarmos totalmente conscientes. Dr. Roger Sperry, em suas experiências com pacientes comissurotomizados, pesquisou e demonstrou na prática a existência dos hemisférios cerebrais, bem como suas diferentes atuações e capacidades específicas. O feito lhe rendeu o merecido Prêmio Nobel de Neurofisiologia e Anatomia, em 1981.

Jamierson – Então, essa técnica não está necessariamente vinculada ao diabo?

Prof. Vicente – Muitos foram os sites, inclusive evangélicos, que vincularam, de maneira irresponsável, o tema subliminar às influências demoníacas. Não estamos afirmando, contudo, que estas influências não existam, casos divulgados pela mídia de práticas ocultistas são comuns hoje em dia. Mas generalizarmos, atribuindo ao tema todas as ações demoníacas, é, no mínimo, insensato.

Jamierson – O uso desse recurso sempre é proposital por parte do produtor ou ocorre involuntariamente?

Prof. Vicente – Raros são os casos estudados de produção involuntária ou ‘inocente’ de inserções subliminares. Geralmente, as pessoas que se utilizam destas técnicas têm conhecimento adquirido nos cursos de propaganda, publicidade, marketing e psicologia, e, inescrupulosamente, fazem uso delas.

Jamierson – Existe legislação de controle dessa técnica?

Prof. Vicente – Até pouco tempo atrás, a legislação vigente no Brasil, infelizmente, não coibia e muito menos incriminava a utilização das mensagens subliminares. Tínhamos do lado do consumidor apenas uma interpretação subjetiva do artigo 20 do Código de Ética dos Profissionais de Propaganda, que afirma que toda propaganda deve ser “ostensiva”, e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), com uma lacuna enorme na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”, não especificando a palavra “subliminar” em seu bojo. Este cenário, porém, vai sofrer uma alteração profunda quando o Projeto de Lei nº 5.047, de 2001, que altera o CDC – já aprovado pelo Congresso Nacional, for definitivamente transformado em lei.

Jamierson – O senhor tem conhecimento de algum caso de condenação judicial por causa de denúncia específica na área do subliminar?

Prof. Vicente – O caso mais rumoroso e polêmico de que o Brasil tem noticia foi, sem dúvida, o “Caso MTV”, divulgado pela mídia impressa em 2002, quando a MTV foi condenada, em primeira instância, a pagar uma indenização milionária – 7,5 milhões de reais – por dano moral ao consumidor. Na época, descobrimos a inserção de 180 imagens (frames) embutidas num comercial da emissora, mostrando mulheres nuas, em posições eróticas e sadomasoquistas. Ainda é o caso mais bizarro de utilização desta técnica pesquisado por nós.

Jamierson – Quais são os outros casos de mensagem subliminar, comercial ou publicitária, no Brasil?

Prof. Vicente – O Brasil, oficialmente, conhece poucos casos específicos de mensagem subliminar. Podemos destacar, além do Caso MTV, o “Caso Close-up” e o “Caso Nova Schin”, todos denunciados pela ONG Mensagem Subliminar e tramitando na justiça.

Jamierson – Algumas pessoas vêem certo exagero sobre esses casos. Não podemos realmente estar sofrendo uma síndrome de “conspiração do mal”?

Prof. Vicente – Sim, o exagero existe, e na mesma proporção que a desinformação científica inerente à mensagem ou propaganda subliminar. A causa desta síndrome, que não classifico 100% de “conspiração do mal”, mas de “síndrome do medo”, quando as pessoas começam a enxergar o demônio em tudo que vê, não provém só da mídia televisiva e seus programas sensacionalistas sobre o tema, mas também de muitos sites que exageram na dose ao rotular o subliminar de diabólico. Outrossim, não podemos negar que existam mentes malignas que se apropriam das técnicas subliminares para obter êxito em suas incursões, principalmente midiáticas.

Jamierson – Imagino que existam muitos falsos casos de mensagens subliminares?

Prof. Vicente – Tanto é verdadeira sua hipótese que há pouco mais de um ano criamos no nosso website a seção “Não Subliminar” – uma das mais visitadas depois da seção “Música”. Todos sabem do fascínio que o brasileiro tem pelos mitos e crendices populares que, de certa forma, acaba prostituindo o tema subliminar.

Jamierson – Trazendo o assunto para o âmbito espiritual, o senhor acredita numa atuação maligna dessa técnica?

Prof. Vicente – A malignidade já existe antes mesmo de adentrarmos no âmbito espiritual. Veja, se Deus concedeu ao homem o livre-arbítrio, ou seja, o poder de decisão e direito de livre escolha, qualquer técnica persuasiva que, de alguma forma, induza o homem a uma tomada de decisão alheia ao seu sistema cognitivo consciente, certamente não é benigna, mas, sim, antiética e criminosa – diria.

Jamierson – Dê alguns exemplos comprovadamente verdadeiros.

Prof. Vicente – Um dos exemplos mais antiéticos e abusivos que analisamos e denunciamos foi o uso indevido de termos grosseiros e baixos nos dentes de um personagem num comercial de dentifrício (creme dental Close-up). A agência de publicidade Thompson, uma multinacional conceituada no mercado publicitário, enxertou vários palavrões em alguns frames da vinheta, somente detectados com as imagens congeladas. Ações desse tipo desviam e agridem valores importantes da sociedade, que abomina a degradação humana, seja sua honra e moral, reconhecida, entre outros direitos fundamentais garantidos na Constituição Federal (Conforme CDC, art 37, §2º e CF art. 5º). Denunciamos o fato junto ao Ministério Público, que acatou de imediato a denúncia. Isto custou a suspensão da veiculação do comercial na TV e o processo está tramitando na justiça.

Jamierson – Nesses casos, como os produtores ou protagonistas se explicam?

Prof. Vicente – A princípio, negam enfaticamente o uso de qualquer técnica subliminar, alegando desconhecimento. Em alguns casos, transferem a responsabilidade para terceiros, ou seja, para quem efetivamente produziu a mensagem. Mas contra fatos não existem argumentos. As pesquisas estão aí. Os estudos científicos corroboram não só a existência do subliminar, mas também a eficácia da técnica. E isto para nós, pesquisadores, é o suficiente.

Jamierson – Quem são as maiores vítimas dessa artimanha maligna?

Prof. Vicente – Todos os expostos à mídia em geral. Em todo momento, estamos sendo bombardeados por mensagens inteligentemente elaboradas, que visam todos os órgãos dos sentidos. Temos um banner no site http://www.mensagemsubliminar.com.br, que também utilizamos para prefaciar nossas programações de rádio que diz: “Cuidado: sua mente pode estar sendo controlada…”

Jamierson – Que conselho deixaria para que o nosso leitor saiba se defender desse tipo de influência?

Prof. Vicente – Parafraseando Oséias, o profeta menor (que não era apocalíptico), que sabiamente diagnosticou e relacionou a morte com a falta de conhecimento, diria que: à medida que o indivíduo começar a se dedicar ao estudo do tema com a devida seriedade, a defesa ou prevenção será uma decorrência natural. Julgo necessário que se promova, em caráter emergencial e em nível nacional, uma conscientização e mobilização, por meio de palestras, debates, fóruns de discussão entre vários setores da sociedade, no sentido de se buscar soluções que visem garantir um futuro saudável para os nossos filhos, a nós mesmos e para a sociedade como um todo. A ética e a cidadania clamam por ações efetivas de pesquisadores, educadores e de todos aqueles que querem ver seus direitos respeitados e não admitem mais ser manipulados pela mídia.

http://www.cacp.org.br/entrevista-vicente.htm

Paulo Victor de Oliveira Batista
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17. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 11, 2007

13 LINHAS PARA VIVER

Gabriel Garcia Marquez

1.
Gosto de você não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo.

2.
Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas, e quem as mereça não te farás chorar.

3.
Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que não te ame
com todo teu ser.

4.
Um verdadeiro amigo é quem pega tua mão e toca teu coração.

5.
A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado a seu lado e
saber que nunca o poderás ter.

6.
Nunca deixes de sorrir, nem quando estejas triste porque nunca sabes quem pode se apaixonar por teu sorriso.

7.
Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa você é o mundo.

8.
Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.

9.
Quem sabe Deus queira que conheças muita gente equivocada antes que conheças a pessoa adequada, para que quando finalmente a conheças, saibas estar agradecido.

10.
Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.

11.
Sempre haverá gente que te machuca, assim que o que tens a fazer é seguir confiando
e ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes.

12.
Transforme-se em uma pessoa melhor e assegure-se de saber quem és antes de
conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.

13.
Não te esforçes tanto, as melhores coisas acontecem quando menos as esperas.

Paulo Victor de Oliveira Batista
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18. Fabricio Fernandes batista - janeiro 11, 2007

Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick

A Magia Revelada Pelas Pirâmides

por:
Arsenio Hypollito Junior
http://www.imagick.org.br/pagmag/piramide/piramide.html
Paulo Victor de Oliveira Batista
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As pirâmides sempre atraíram fortemente a minha atenção. Lembro-me muito bem quando, menino ainda, ganhei de meu pai o livro “Deuses, Túmulos e Sábios”, de C. W. Ceram e “O Povo Que Construía Pirâmides”, de J. J. Iran .

Em meu quarto, deslumbrado com a imagem das pirâmides lá estampadas, viajei ao distante Egito. Lá, entre as páginas destes livros, percorri com minha mente longos e escuros corredores, profanando tumbas e descobrindo fabulosos tesouros sabiamente escondidos. Mas em minhas aventuras infantis, pude sentir desde logo que uma energia muito esquisita era irradiada por aqueles gigantescos monumentos de pedra.

Em meus sonhos, o eco da voz do Sumo sacerdote, partindo das profundezas do tempo, chegava claro aos meus ouvidos:

“Ó grande mãe Nuit!… Abre tuas asas sobre mim como as imperecíveis estrelas…”

Mas, foi ainda diante daqueles mesmos livros que uma pesada dúvida se abateu sobre a minha inexperiente alma de jovem. A mesma que nasce no espírito de qualquer pessoa, livre de idéias preconcebidas e que pensa, de forma objetiva, sobre o povo egípcio e as suas pirâmides.

“Será que um povo capaz de criar uma civilização tão maravilhosa, uma nação que por seus escritos revela ser possuidora de um grande conhecimento técnico, mágico e humanista, iria perder o seu tempo e a sua energia construindo monumentos descomunais erguidos para perpetuar a vaidade humana?”

Então eu quis saber mais. Fui em busca de novos livros, vi muitos filmes sobre o assunto, estudei história, conheci outros povos, outras pirâmides. Mas, o que mais me impressionava era a estranha energia que sentia sempre que me defrontava com a forma piramidal. Algo vibra no íntimo de meu ser.

O tempo passou, me obrigando a trilhar outros caminhos. O mundo me chamou para novos assuntos e a vida foi se desenvolvendo. Até que um dia me deparei com um trabalho sério realizado com réplicas das pirâmides. Era uma pesquisa sobre os poderes e as irradiações magnéticas que elas possuíam. Foi então que ouvi novamente a voz do sumo sacerdote:

“Ó grande mãe Nuit!… Abre tuas asas sobre mim como as imperecíveis estrelas…”

De repente ficou tudo claro, era lógico demais. Ao construir as pirâmides daquela forma, com aquelas proporções, com aquela orientação, com aquele tamanho monumental, os sábios egípcios queriam deixar para toda a humanidade que viria, uma lembrança clara, de uma verdade que deveria ser imperecível, tal como são as estrelas: o poder inerente da forma piramidal.

É exatamente sobre este assunto que a partir de agora vamos nos dedicar nesta página.

Por volta de 1930, Antoine Bovis, um pesquisador francês, visitava o interior da pirâmide de Quéops e lá descobriu alguns ratos que, apesar de estarem mortos há vários dias, não apresentavam nenhum sinal de decomposição em seus corpos. Alguns, que certamente haviam morrido há mais tempo, tinham desidratado de tal maneira que mumificaram!!!….

Então, Bovis colocou num dos corredores da pirâmide um punhado de grãos de trigo e uma porção de carne de fresca de carneiro. Três dias depois, voltou ele àquele corredor e verificou, não sem espanto, que apesar da umidade que havia no interior da pirâmide, a carne continuava tão fresca como quando ele lá a deixou dias atrás e o mais impressionante, os grãos de trigo haviam germinado!!!…

Terminada a pesquisa que ele fazia no Egito, retornou a Paris e lá construiu uma réplica de madeira, em miniatura, da pirâmide de Quéops. Ele obedeceu fielmente as proporções físicas e a orientação magnética do original. Com este modelo começou a fazer suas própria experiências.

A primeira coisa que fez foi colocar no interior da pirâmide um gato morto que ele havia encontrado nas vizinhanças de sua casa. O milagre do Egito se repetiu em sua casa, o gato desidratou mas não apodreceu.

Boris elaborou um relatório muito preciso sobre todas as suas pesquisas com esta réplica. Por uma circunstância do destino, um engenheiro de radio-comunicação, de origem tcheca, chamado Karl Drbol, tomou conhecimento do trabalho do francês com as pirâmides.

Intrigado com o assunto, ele construiu a sua própria pirâmide e passou a fazer as suas pesquisas. Repetiu tudo o que Boris já havia feito, quando lembrou-se que, no exército, alguns de seus companheiros tinham o hábito de deixarem as navalhas de barbear sobre uma superfície plana, expostas à luz do luar para afiarem-se. Assim, ele colocou algumas lâminas de barbear que já estavam completamente sem corte no interior da pirâmide. Verificou que, após algum tempo, as lâminas que estavam orientadas no sentido norte/sul haviam recuperado o seu corte original. Giletes que tinham uma vida útil de “sete barbas”, afiadas pela pirâmide chegam a cortar “40 barbas”. Ele patenteou a sua descoberta como invento, dando a ele o nome de “Amolador de Barbas Quéops”.

A partir deste momento estavam expostos ao mundo os extraordinários poderes inerentes das pirâmides. Tornou-se uma febre, centenas de pessoas começaram a construir seus modelos e a fazer suas experiências.

É bom que se diga neste momento que a maioria das pesquisas estão sendo efetuadas até hoje, baseiam-se nas medidas da pirâmide de Quéops. Porém, pudemos observar em nossos próprios experimentos que pirâmides de tamanhos e proporções diferentes da de Quéops também produzem fenômenos muito interessantes e que poderiam ser considerados, por algumas pessoas desavisadas, como “sobrenaturais”.

Porém, neste breve artigo vamos nos concentrar na grande pirâmide do Egito.

Você mesmo pode construir a sua réplica e fazer experiências com ela em sua própria casa. O tamanho ideal é o seguinte: base da face lateral: 78 cm.; aresta da face lateral 74 cm. O material para sua construção pode ser papelão, madeira, gesso ou qualquer outro material suficientemente duro para manter a estrutura firme. Porém, o melhor mesmo é montar somente as arestas com cantoneiras ou com tubos de cobre ou de ferro (funcionam melhor e podem ser desmontáveis, facilitando para guardar).

Talvez, neste momento, você esteja se perguntando: “Mas se eu não quero nem mumificar gatos, nem afiar giletes velhas, para que vou me dar o trabalho de construir uma tal engenhoca?…”

É que os benefícios que uma réplica da pirâmide de Quéops pode lhe oferecer são inúmeros. Senão vejamos, você pode utilizando a energia das pirâmides conseguir:

A) Conservar frescos e fora da geladeira: verduras, frutas, legumes, etc.

B) Energizar água potável que será muito benéfica para o reequilíbrio do sistema digestivo. Esta água tomada com regularidade melhora a memória, o estado de espírito e devolve a confiança e a auto estima.

C) Passando alguns momentos no sentado no interior da pirâmide você pode conseguir:

C1.) Controlar ou livrar-se de hábitos prejudiciais à sua saúde, tais como: álcool, fumo, drogas, etc

C2) Poderá se libertar de eventuais medos, traumas ou conflitos íntimos.

C3) Aumentará sua auto-estima e sua auto-determinação

C4) Ajudará você quando da recuperação de casos graves de saúde, acelerando o processo.

C5) Provocará o rejuvenescimento das suas células e de seus tecidos, retardando os efeitos da velhice.

C6) Facilitará a cicatrização de ferimentos e o combate efetivo de infecções.

C7) Reduz o desconforto do “stress”, dando mais vitalidade e disposição.

C8) Combate a impotência e a frigidez sexual.

C9) Melhora seu desempenho profissional, seu rendimento desportivo e seu relacionamento pessoal, aumentando o seu carisma.

Observações importantes:

Quando sentado no interior da pirâmide, seu rosto deve ficar voltado para o lado norte, deixando, consequentemente, a sua nuca exposta ao lado sul.

Para funcionar melhor, em qualquer experimento, as faces da pirâmide devem sempre ficar orientadas segundo os pontos cardeais verdadeiros do planeta.

Comece com experimentos simples: desidrate uma maçã ou uma pêra; conserve fresco, por mais tempo que seria natural, um copo de leite; dê mais vida útil a flores; acelere a germinação de um feijão, etc.
Para você poder perceber os resultados de uma maneira mais clara, faça o seguinte: corte uma maçã ao meio; coloque metade dela no interior da pirâmide e deixe a outra do lado de fora, mas no mesmo ambiente e sob as mesmas condições de luz e calor; uma semana depois compare os resultados.
Quando você tiver adquirido confiança, pode usar em seu próprio benefício.

Lembre-se que estas práticas auxiliam, em muito, a recuperação da saúde e restabelecimento das condições orgânicas e psíquicas ideais. Porém, em caso algum, substituem os cuidados médicos ou o aconselhamento técnico efetuado por profissionais de saúde devidamente credenciados para exercerem o seu trabalho. A única pessoa que pode dizer que você está curado de uma disfunção orgânica é o seu médico de confiança.

Certamente, depois de um tempo, você ficará entusiasmado com os resultados que estará obtendo. Isto já aconteceu com centenas de milhares de pessoas em todo o mundo que testaram e puderam comprovar os verdadeiros “milagres” que as pirâmides são capazes de realizar.

Observações finais:

Neste momento, eu só posso dizer para você o que digo em todos os cursos que o nosso instituto de pesquisas realiza:

“Não acredite simplesmente em minhas palavras, faça e verá…”

Fiquem com as nossas mais profundas

“Saudações Mágickas”

Arsenio Hypollito Junior

19. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 12, 2007

GONZAGA; GONZAGÃO; GONZAGUINHA

São Paulo, 12 de Janeiro de 2007 – E nquanto Gonzagão era alegre e compunha canções populares, Gonzaguinha, praticamente abandonado pelo pai que entregou sua criação a um casal de amigos, desenvolveu uma personalidade dura e amarga.
Essas e outras divergências, encontros e desencontros, fazem parte do livro “Gonzaguinha e Gonzagão – Uma História Brasileira”, escrito pela jornalista Regina Echeverria, lançado pela Ediouro.
Alternando capítulos sobre um músico e outro, a dupla biografia reúne pesquisa detalhada da vida e carreira de pai e filho e mostra como os dois, mesmo com comportamentos tão distintos, conseguiram unir o destino no fim de suas vidas.
“Uma sombra presente a se alimentar de mistério, dúvida e incerteza fez florescer a personalidade de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Essa sombra atendia pelo nome de ‘pai’. Ironia do destino, ele carregou seu mesmo nome pelos 45 anos, quase 46, em que viveu e, para se diferenciar de quem o batizou assim, ganhou a alcunha de Gonzaguinha. De Gonzagão herdou o nome. Mas o amor de pai foi preciso arrancar das entranhas do famoso rei do baião. Não só o amor, mas ainda o respeito”, escreve Regina nas primeiras linhas do livro.
Autora das biografias de Elis Regina e Cazuza, entre outras, Regina especializou-se na produção de longos perfis de personalidades da música e da cultura escrevendo para alguns dos principais veículos de comunicação do País, como as revistas Veja e Isto É, e os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Dirigiu programas de televisão e estreou como escritora em 1985, com “Furacão Elis”, sobre a vida da Pimentinha. Regina é também co-autora, com Lucinha Araújo, de “Cazuza – Só as Mães São Felizes” (1997) e, com Cida Nóbrega, de “Pierre Verger, um retrato em Preto-e-Branco” (2002).
Regina Echeverria conheceu Gonzaguinha pessoalmente em 1979, quando o entrevistou para uma reportagem de capa da revista Veja, por conta do sucesso da turnê “Explode Coração”. De Gonzagão, sabia apenas o que lia, ouvia e o que Gonzaguinha, que se tornou um amigo, contava. Cobriu o enterro do velho Lua, em Exu, em 1989, trabalhando para o jornal O Estado de S. Paulo. Foi a última vez que viu Gonzaguinha, que morreu um ano e nove meses depois, num acidente de carro.
Para escrever “Gonzaguinha e Gonzagão”, a jornalista teve acesso a um material inédito, com mais de vinte horas de entrevista que Gonzaguinha fez com o pai, entre 1979 e 1980, durante a turnê do show “Vida de Viajante”. Além disso, havia também um depoimento detalhado de Helena Cavalcanti sobre o começo da relação dela com Luiz Gonzaga, e ainda Gilberto Gil entrevistando Gonzagão e dando seu depoimento a Gonzaguinha.
A idéia do filho ao recolher esses depoimentos era escrever um livro sobre o rei do baião. Todo o material foi cedido pela família dos dois artistas e nos conduz a uma viagem por inúmeras transformações musicais, políticas e de costumes, que aconteceram em pouco mais de meio século, neste País, além de traçar os encontros e desencontros desses dois grandes representantes da nossa cultura. Os depoimentos são comoventes.
“Gonzaguinha já tinha me contado muitas de suas história com o pai e de como era difícil a relação entre os dois. Ele conquistou o amor do velho, que não sabia se era mesmo seu pai ou não, mas isso, no final das contas, já não tinha a menor importância”, escreve a jornalista.
Regina voltou a Exu, foi ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte, onde Gonzaguinha viveu seus últimos 10 anos, com Louise Margarete, a Lelete, e a filha Mariana. Ele teve mais três filhos: Daniel e Fernanda, com a primeira mulher, Ângela; e Amora, com Sandra, cantora das Frenéticas, irmã de Marília Pera. O livro foi praticamente todo escrito em São Vicente, litoral paulista. Coincidentemente, num apartamento com vista para a Praia do Gonzaga.
“A história de amor que uniu pai e filho faz vibrar o imaginário popular. No sonho de um, no desejo do outro, esses dois artistas de vozes e intenções distintas uniram seu nome e destino pela força da própria vontade. E selam entre si seu trágico final feliz”, declara Regina nas últimas páginas do livro.
Leia a seguir trechos da entrevista exclusiva concedida pela autora, Regina Echeverria, a este jornal:
Gazeta Mercantil – Antes de Gonzaguinha e Gonzagão, você escreveu outras biografias marcantes, como as de Cazuza e Elis Regina. Qual a importância destas biografias em sua carreira?Regina Echeverria – Esse trabalho de biografia é muito importante para mim, escrever sobre esses personagens é como fazer grandes viagens. Como se minha carreira de jornalista que escrevia perfis em jornais e revistas tivesse evoluído para eu ter mais espaço para explorar os detalhes. Para escrever a maioria desses trabalhos, fui escolhida, na verdade. A sorte é que em alguns deles eu conheci o personagem, como Cazuza e Gonzaguinha.
Gazeta Mercantil – E por que unir pai e filho numa só biografia?
R.E. – Sem sair do meu método de trabalho nessas biografias – sempre contando a história em ordem cronológica – e, para aproveitar todo o material tornado disponível pelas famílias, resolvi entremear as duas trajetórias. Acho que assim é possível entender como se deu a grande história de amor entre esses dois homens.
Gazeta Mercantil – Eles tinham um problema familiar que os afastava um do outro…
R.E. – Na verdade, Gonzaguinha não foi criado pelo pai e sim pelo padrinho, que era amigo tanto do Gonzagão quanto da Léia (Odaléia), com quem ele não se casou, mas registrou o filho com o nome dele. Muito louca essa história. Mesmo que ele tenha duvidado mais tarde da paternidade, o fato dele ter registrado o filho com o próprio nome, embora não o tenha criado, é algo muito forte. Acho que o que existia entre esses dois homens, era uma grande história de amor. No livro, coloco diversas das declarações tanto de pai para filho quanto de filho para pai.
Gazeta Mercantil – Quais são seus próximos trabalhos?
R.E. – Em janeiro sai uma reedição atualizada de “Furacão Elis”. Em fevereiro, será publicado o livro sobre “Mãe Menininha do Gantois”, mais uma biografia em parceria com a Cida Nóbrega. Os dois lançamentos serão também da Ediouro. O livro “Gonzaguinha e Gonzagão” também vai virar filme. Mostrei os originais ao Breno Silveira (diretor de “Dois Filhos de Francisco”), que se entusiasmou muito com a história. Estamos, no momento, negociando um contrato para a venda dos direitos autorais do livro para a Conspiração Filmes. É um projeto para 2008.
(Gazeta Mercantil/Fim de Semana – Pág. 5)(Daniella Turano)

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Paulo Victor de Oliveira Batista
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20. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 13, 2007

A Teoria das Inteligências Múltiplas e suas implicações para Educação

Autora: Maria Clara S. Salgado Gama ©
Doutora em Educação Especial pela Universidade de Colúmbia, Nova Iorque

No início do século XX, as autoridades francesas solicitaram a Alfredo Binet que criasse um instrumento pelo qual se pudesse prever quais as crianças que teriam sucesso nos liceus parisenses. O instrumento criado por Binet testava a habilidade das crianças nas áreas verbal e lógica, já que os currículos acadêmicos dos liceus enfatizavam, sobretudo o desenvolvimento da linguagem e da matemática. Este instrumento deu origem ao primeiro teste de inteligência, desenvolvido por Terman, na Universidade de Standford, na Califórnia: o Standford-Binet Intelligence Scale.

Subseqüentes testes de inteligência e a comunidade de psicometria tiveram enorme influência, durante este século, sobre a idéia que se tem de inteligência, embora o próprio Binet (Binet & Simon, 1905 Apud Kornhaber & Gardner, 1989) tenha declarado que um único número, derivado da performance de uma criança em um teste, não poderia retratar uma questão tão complexa quanto a inteligência humana. Neste artigo, pretendo apresentar uma visão de inteligência que aprecia os processos mentais e o potencial humano a partir do desempenho das pessoas em diferentes campos do saber.

As pesquisas mais recentes em desenvolvimento cognitivo e neuropsicologia sugerem que as habilidades cognitivas são bem mais diferenciadas e mais espcíficas do que se acreditava (Gardner, I985). Neurologistas têm documentado que o sistema nervoso humano não é um órgão com propósito único nem tão pouco é infinitamente plástico. Acredita-se, hoje, que o sistema nervoso seja altamente diferenciado e que diferentes centros neurais processem diferentes tipos de informação ( Gardner, 1987).

Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Hervard, baseou-se nestas pesquisas para questionar a tradicional visão da inteligência, uma visão que enfatiza as habilidades lingüística e lógico-matemética. Segundo Gardner, todos os indivíduos normais são capazes de uma atuação em pelo menos sete diferentes e, até certo ponto, independentes áreas intelectuais. Ele sugere que não existem habilidades gerais, duvida da possibilidade de se medir a inteligência através de testes de papel e lápis e dá grande importância a diferentes atuações valorizadas em culturas diversas. Finalmente, ele define inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos em um ou mais ambientes culturais.

A teoria

A Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (1985) é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Sua insatisfação com a idéia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, levou Gardner a redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas. Através da avaliação das atuações de diferentes profissionais em diversas culturas, e do repertório de habilidades dos seres humanos na busca de soluções, culturalmente apropriadas, para os seus problemas, Gardner trabalhou no sentido inverso ao desenvolvimento, retroagindo para eventualmente chegar às inteligências que deram origem a tais realizações. Na sua pesquisa, Gardner estudou também:

( a) o desenvolvimento de diferentes habilidades em crianças normais e crianças superdotadas; (b) adultos com lesões cerebrais e como estes não perdem a intensidade de sua produção intelectual, mas sim uma ou algumas habilidades, sem que outras habilidades sejam sequer atingidas; (c ) populações ditas excepcionais, tais como idiot-savants e autistas, e como os primeiros podem dispor de apenas uma competência, sendo bastante incapazes nas demais funções cerebrais, enquanto as crianças autistas apresentam ausências nas suas habilidades intelectuais; (d) como se deu o desenvolvimento cognitivo através dos milênios.

Psicólogo construtivista muito influenciado por Piaget, Gardner distingue-se de seu colega de Genebra na medida em que Piaget acreditava que todos os aspectos da simbolização partem de uma mesma função semiótica, enquanto que ele acredita que processos psicológicos independentes são empregados quando o indivíduo lida com símbolos lingüisticos, numéricos gestuais ou outros. Segundo Gardner uma criança pode ter um desempenho precoce em uma área (o que Piaget chamaria de pensamento formal) e estar na média ou mesmo abaixo da média em outra (o equivalente, por exemplo, ao estágio sensório-motor). Gardner descreve o desenvolvimento cognitivo como uma capacidade cada vez maior de entender e expressar significado em vários sistemas simbólicos utilizados num contexto cultural, e sugere que não há uma ligação necessária entre a capacidade ou estágio de desenvolvimento em uma área de desempenho e capacidades ou estágios em outras áreas ou domínios (Malkus e col., 1988). Num plano de análise psicológico, afirma Gardner (1982), cada área ou domínio tem seu sistema simbólico próprio; num plano sociológico de estudo, cada domínio se caracteriza pelo desenvolvimento de competências valorizadas em culturas específicas.

Gardner sugere, ainda, que as habilidades humanas não são organizadas de forma horizontal; ele propõe que se pense nessas habilidades como organizadas verticalmente, e que, ao invés de haver uma faculdade mental geral, como a memória, talvez existam formas independentes de percepção, memória e aprendizado, em cada área ou domínio, com possíveis semelhanças entre as áreas, mas não necessariamente uma relação direta.

As inteligências múltiplas

Gardner identificou as inteligências lingúística, lógico-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Postula que essas competências intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroanatômicos específicos e dispõem de processos cognitivos próprios. Segundo ele, os seres humanos dispõem de graus variados de cada uma das inteligências e maneiras diferentes com que elas se combinam e organizam e se utilizam dessas capacidades intelectuais para resolver problemas e criar produtos. Gardner ressalta que, embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas raramente funcionam isoladamente. Embora algumas ocupações exemplifiquem uma inteligência, na maioria dos casos as ocupações ilustram bem a necessidade de uma combinação de inteligências. Por exemplo, um cirurgião necessita da acuidade da inteligência espacial combinada com a destreza da cinestésica.

Inteligência lingüística – Os componentes centrais da inteligência lingüistica são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias. Gardner indica que é a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas.

Inteligência musical – Esta inteligência se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. A criança pequena com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, freqüentemente, canta para si mesma.

Inteligência lógico-matemática – Os componentes centrais desta inteligência são descritos por Gardner como uma sensibilidade para padrões, ordem e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos, e para experimentar de forma controlada; é a habilidade para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. É a inteligência característica de matemáticos e cientistas Gardner, porém, explica que, embora o talento cientifico e o talento matemático possam estar presentes num mesmo indivíduo, os motivos que movem as ações dos cientistas e dos matemáticos não são os mesmos. Enquanto os matemáticos desejam criar um mundo abstrato consistente, os cientistas pretendem explicar a natureza. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.

Inteligência espacial – Gardner descreve a inteligência espacial como a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a inteligência dos artistas plásticos, dos engenheiros e dos arquitetos. Em crianças pequenas, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais e a atenção a detalhes visuais.

Inteligência cinestésica – Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.

Inteligência interpessoal – Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade pare entender e responder adequadamente a humores, temperamentos motivações e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores bem sucedidos. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas, e na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.

Inteligência intrapessoal – Esta inteligência é o correlativo interno da inteligência interpessoal, isto é, a habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e idéias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios, a capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e a habilidade para usar essa imagem para funcionar de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações lingüisticas, musicais ou cinestésicas.

O desenvolvimento das inteligências

Na sua teoria, Gardner propõe que todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduos possuem, como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências. A linha de desenvolvimento de cada inteligência, no entanto, será determinada tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por condições ambientais. Ele propõe, ainda, que cada uma destas inteligências tem sua forma própria de pensamento, ou de processamento de informações, além de seu sitema simbólico. Estes sistemas simbólicos estabelecem o contato entre os aspectos básicos da cognição e a variedade de papéis e funções culturais.

A noção de cultura é básica para a Teoria das Inteligências Múltiplas. Com a sua definição de inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que são significativos em um ou mais ambientes culturais, Gardner sugere que alguns talentos só se desenvolvem porque são valorizados pelo ambiente. Ele afirma que cada cultura valoriza certos talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois, passados para a geração seguinte.

Segundo Gardner, cada domínio, ou inteligência, pode ser visto em termos de uma seqüência de estágios: enquanto todos os indivíduos normais possuem os estágios mais básicos em todas as inteligências, os estágios mais sofisticados dependem de maior trabalho ou aprendizado.

A seqüência de estágios se inicia com o que Gardner chama de habilidade de padrão cru. O aparecimento da competência simbólica é visto em bebês quando eles começam a perceber o mundo ao seu redor. Nesta fase, os bebês apresentam capacidade de processar diferentes informações. Eles já possuem, no entanto, o potencial para desenvolver sistemas de símbolos, ou simbólicos.

O segundo estágio, de simbolizações básicas, ocorre aproximadamente dos dois aos cinco anos de idade. Neste estágio as inteligências se revelam através dos sistemas simbólicos. Aqui, a criança demonstra sua habilidade em cada inteligência através da compreensão e uso de símbolos: a música através de sons, a linguagem através de conversas ou histórias, a inteligência espacial através de desenhos etc.

No estágio seguinte, a criança, depois de ter adquirido alguma competência no uso das simbolizacões básicas, prossegue para adquirir níveis mais altos de destreza em domínios valorizados em sua cultura. À medida que as crianças progridem na sua compreensão dos sistemas simbólicos, elas aprendem os sistemas que Gardner chama de sistemas de segunda ordem, ou seja, a grafia dos sistemas (a escrita, os símbolos matemáticos, a música escrita etc.). Nesta fase, os vários aspectos da cultura têm impacto considerável sobre o desenvolvimento da criança, uma vez que ela aprimorará os sistemas simbólicos que demonstrem ter maior eficácia no desempenho de atividades valorizadas pelo grupo cultural. Assim, uma cultura que valoriza a música terá um maior número de pessoas que atingirão uma produção musical de alto nível.

Finalmente, durante a adolescência e a idade adulta, as inteligências se revelam através de ocupações vocacionais ou não-vocacionais. Nesta fase, o indivíduo adota um campo específico e focalizado, e se realiza em papéis que são significativos em sua cultura.

Teoria das inteligências múltiplas e a educação

As implicações da teoria de Gardner para a educação são claras quando se analisa a importância dada às diversas formas de pensamento, aos estágios de desenvolvimento das várias inteligências e à relação existente entre estes estágios, a aquisição de conhecimento e a cultura.

A teoria de Gardner apresenta alternativas para algumas práticas educacionais atuais, oferecendo uma base para:

( a) o desenvolvimento de avaliações que sejam adequadas às diversas habilidades humanas (Gardner & Hatch, 1989; Blythe Gardner, 1 990) (b) uma educação centrada na criança c com currículos específicos para cada área do saber (Konhaber & Gardner, 1989); Blythe & Gardner, 1390) (c) um ambiente educacional mais amplo e variado, e que dependa menos do desenvolvimento exclusivo da linguagem e da lógica (Walters & Gardner, 1985; Blythe & Gardner, 1990)

Quanto à avaliação, Gardner faz uma distinção entre avaliação e testagem. A avaliação, segundo ele, favorece métodos de levantamento de informações durante atividades do dia-a-dia, enquanto que testagens geralmente acontecem fora do ambiente conhecido do indivíduo sendo testado. Segundo Gardner, é importante que se tire o maior proveito das habilidades individuais, auxiliando os estudantes a desenvolver suas capacidades intelectuais, e, para tanto, ao invés de usar a avaliação apenas como uma maneira de classificar, aprovar ou reprovar os alunos, esta deve ser usada para informar o aluno sobre a sua capacidade e informar o professor sobre o quanto está sendo aprendido.

Gardner sugere que a avaliação deve fazer jus à inteligência, isto é, deve dar crédito ao conteúdo da inteligência em teste. Se cada inteligência tem um certo número de processos específicos, esses processos têm que ser medidos com instrumento que permitam ver a inteligência em questão em funcionamento. Para Gardner, a avaliação deve ser ainda ecologicamente válida, isto é, ela deve ser feita em ambientes conhecidos e deve utilizar materiais conhecidos das crianças sendo avaliadas. Este autor também enfatiza a necessidade de avaliar as diferentes inteligências em termos de suas manifestações culturais e ocupações adultas específicas. Assim, a habilidade verbal, mesmo na pré-escola, ao invés de ser medida através de testes de vocabulário, definições ou semelhanças, deve ser avaliada em manifestações tais como a habilidade para contar histórias ou relatar acontecimentos. Ao invés de tentar avaliar a habilidade espacial isoladamente, deve-se observar as crianças durante uma atividade de desenho ou enquanto montam ou desmontam objetos. Finalmente, ele propõe a avaliação, ao invés de ser um produto do processo educativo, seja parte do processo educativo, e do currículo, informando a todo momento de que maneira o currículo deve se desenvolver.

No que se refere à educação centrada na criança, Gardner levanta dois pontos importantes que sugerem a necessidade da individualização. O primeiro diz respeito ao fato de que, se os indivíduos têm perfis cognitivos tão diferentes uns dos outros, as escolas deveriam, ao invés de oferecer uma educação padronizada, tentar garantir que cada um recebesse a educação que favorecesse o seu potencial individual. O segundo ponto levantado por Gardner é igualmente importante: enquanto na Idade Média um indivíduo podia pretender tomar posse de todo o saber universal, hoje em dia essa tarefa é totalmente impossível, sendo mesmo bastante difícil o domínio de um só campo do saber.

Assim, se há a necessidade de se limitar a ênfase e a variedade de conteúdos, que essa limitação seja da escolha de cada um, favorecendo o perfil intelectual individual.

Quanto ao ambiente educacional, Gardner chama a atenção pare o fato de que, embora as escolas declarem que preparam seus alunos pare a vida, a vida certamente não se limita apenas a raciocínios verbais e lógicos. Ele propõe que as escolas favoreçam o conhecimento de diversas disciplinas básicas; que encoragem seus alunos a utilizar esse conhecimento para resolver problemas e efetuar tarefas que estejam relacionadas com a vida na comunidade a que pertencem; e que favoreçam o desenvolvimento de combinações intelectuais individuais, a partir da avaliação regular do potencial de cada um.

Referências Bibliográficas

1. Blythe, T.; Gardner, H. A school for all intelligences. Educational Leadership, v.47, n.7, p.33-7, 1990.

2. Gardner, H.; Giftedness: speculation from a biological perspective. In: Feldman, D.H. Developmental approaches to giftedness and creativity. São Francisco, 1982. p.47-60.

3. Gardner, H.Frames of mind. New York, Basic Books Inc., 1985.

4. Gardner, H. The mind’s new science. New York, Basic Books Inc., 1987.

5. Gardner. H.;Hatcb, T. Multiple intelligences go to school: educational implications of the theory of Multiple Intelligences. Educational Researcher, v.18, n.8. p.4-10, 1989.

6. Kornhaber, M.L.; Gardner, H. Critical thinking across multiple intelligences. Trabalho apresentado durante a Conferência “The Curriculum Redefined. Paris, 1989.

7. Malkus, U.C.; Feldman, D.H.; Gardner, H. Dimensions of mind in early childhood. In: Pelegrini, A. (ed.)The psychological bases for early education Chichester, Wilev. 1988, p.25-38.

8. Walter,J.M.; Gardner, H. The theory of multiple intelligences: some issues and answers. In: Stemberg, RJ.; Wagner, R.K. (ed.) Pratical intelligence: nature and origins of competence in the every world.. Cambridge. Cambridge University Press, p.163-82

Paulo Victor de Oliveira Batista
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21. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 19, 2007

Sumérios
Os sumérios, um curioso povo do Oriente Médio, começaram 2.300 anos antes da nossa era a registrar seu passado glorioso. Ainda hoje não sabemos de onde vieram, mas trouxeram consigo uma cultura superior, plenamente desenvolvida
ua astronomia era incrivelmente avançada: seus observatórios obtinham cálculos do ciclo lunar que diferiam em apenas 0,4 segundos dos cálculos atuais. Na colina de Kuyundjick, antiga Nínive, foi encontrado um cálculo, cujo resultado final, em nossa numeração, corresponde a 195.955.200.000.000. Um número de quinze casas!… Os velhos e inteligentes gregos, no auge do brilho do seu saber, não passaram do número 10.000, o resto seria o “infinito”. Na cidade de Nipur, 150 km ao sul de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 placas de barro com inscrições denominadas: cuneiformes. Nas traduções destas escritas, diz-se que a Terra, teve origem extraterrestre, através da colisão de dois corpos celestes. Parte dos destroços cairam aqui e no outro corpo celeste: “Nibiru”, onde teve início a vida e com isso avançaram no estágio de evolução.

Os Sumérios acreditavam que seus “Deuses” vieram deste planeta – ‘o décimo segundo planeta’ – que completa uma volta no Sol a cada 3600 anos. As tábulas de argila sumérias tem informações precisas sobre os planetas do sistema solar. O mais impresionante são os dados sobre Plutão ( Planeta que só foi descoberto em 1930! ).Eles sabiam o tamanho de Plutão, sua composição química e orgânica e afirmavam que Plutão era na verdade um satélite de Saturno que se “desprendeu” e ganhou uma nova órbita. Eles chamavam a Lua de pote de chumbo e diziam que seu núcleo era uma ‘cabaça’ de ferro. Durante o programa Apolo, a NASA confirmou esses dados… Esse conhecimento seria possível há 3.000 anos atrás?
A história diz ainda que após 35 milhões de anos Nibiru corria risco de se acabar totalmente, então, como a Terra era o único planeta com condições favoráveis para sua sobrevivência, fizeram misturas genéticas entre os primatas e a sua espécie. Diz-se que estes colonizadores tinham uma espectativa de vida de 20.000 anos, período completamente incompreensíveis para o nosso saber, e eram humanóides gigantes. Com o passar do tempo estes extraterrestres misturaram-se com os humanos, gerando assim novas raças e etnias: os “filhos dos Deuses”…

Os ETs também advertiram das calamidades que o planeta Terra iria passar. No caso o planeta Nibiru passaria muito perto de nós e a atração gravitacional iria provocar um cataclisma. Se ligarmos o Dilúvio e a Arca de Noé com os documentos achados dos Sumérios vemos a lógica… também quando vemos rastros de humanos gigantes, quando associamos os anjos e as luzes no céu que são mencionados na Bíblia com os contatos imediatos que temos hoje constantemente, percebemos que não estamos sós, que tudo faz sentido e que a verdade realmente está lá fora.

SICTHIN, Zecharia. Gênesis Revisitado

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Paulo Victor de Oliveira batista
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22. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 19, 2007

Mesopotâmia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Mesopotâmia – nome grego que significa “entre rios” (meso – pótamos) – é uma região de interesse histórico e geográfico mundial, trata-se de um platô de origem vulcanica localizado no Oriente Médio, delimitada entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupada pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos.

Inserida na área do Crescente Fértil – de Lua crescente, exatamente ela ter o formato de uma Lua crescente e de ter um solo fértil -, uma região do Oriente Médio excelente para a agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo. A Mesopotâmia tem duas regiões geográficas distintas: ao Norte a Alta Mesopotâmia ou Assíria, uma região bastante montanhosa, desértica, desolada, com escassas pastagens, e ao Sul a Baixa Mesopotâmia ou Caldéia, muito fértil em função do regime dos rios, que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam separadamente no Golfo Pérsico.

História
A Mesopotâmia é considerada o Berço da Civilização, já que foi na Baixa Mesopotâmia aonde surgiram as primeiras civilizações por volta do VI milênio a.C. As primeiras cidades foram o resultado culminante de uma sedentarização da população e de uma Revolução Agrícola, que se originou durante a Revolução Neolítica. O homem deixava de ser um coletor que dependia da caça e dos recursos naturais oferecidos, uma nova forma de domínio do ambiente é uma das causas possíveis da eclosão urbana na Mesopotâmia.

Mas a partir do III milênio cidades como Lagash, Umma, Kish, Ur, Uruk, Akkad, Gatium e a região do Elam se desenvolvem e a atividade comercial entre eles se torna mais intensa. Os templos passam a gerir a economia e muitos ziggurats são construídos.

Porém Richard Leakey em seu livro A evolução da Humanidade relata como Jack Harlan demonstrou que coletores poderiam ter um armazenamento de alimentos significativo, sua experiência se deu utilizando uma foice de sílex colhendo trigo e cevada selvagens. Portanto as primeiras comunidades que abandonam o nomadismo poderiam ser de caçadores-coletores não restringindo o sedentarismo unicamente à agricultura ou a domesticação de animais, o que também se fez importante nesse processo de urbanização.

O surgimento dos primeiros núcleos urbanos na região foi acompanhado do desenvolvimento de um complexo sistema hidráulico que favorecia a utilização dos pântanos, evitava inundações e garantia o armazenamento de água para as estações mais secas. Fazia-se necessário a construção dessas estruturas para manter algum tipo de controle sobre o regime dos rios Tigre e Eufrates. Esses rios gêmeos, em função do relevo que os envolve, correm de noroeste para sudeste, num sentido oposto ao rio Nilo, sendo as enchentes na Mesopotâmia muito mais violentas e sem uniformidade e a regularidade apresentada pelo Nilo. ” A recompensa – terra para lavrar, água para irrigar, tâmaras para colher e pastos para a criação – fixou o homem à terra” (PINSKY, 1994) Somente o trabalhao coletivo permitiu que se pudesse dominar os rios, o homem que se afastava das cidades se afastava das áreas irrigadas e se pondo à margem desse processo.

Os mesopotâmicos não se caracterizavam pela construção de uma unidade política. Entre eles, sempre predominaram os pequenos Estados, que tinham nas cidades seu centro político, formando as chamadas cidades-Estados. Cada uma delas controlava seu próprio território rural e pastoril e a própria rede de irrigação. Tinham governo e burocracia próprios e eram independentes. Mas, em algumas ocasiões, em função das guerras ou alianças entre as cidades, surgiram os Estados maiores, sempre monárquicos, sendo o poder real caracterizado de origem divina. Porém, essas alianças eram temporárias. Apesar de independentes politicamente, esses pequenos Estados mesopotâmicos eram interdependentes na economia, o que gerava um dinâmico processo de trocas. Segundo Pierre Lévêque “o Estado mesopotâmico é, primeiro que tudo, uma cidade, à qual o príncipe está ligado por estreitos laços; é igualmente uma dinastia, legitimação do seu poder”.

Os vestígios arqueológicos são limitados e por isso não podemos definir como a organização política e social se dava exatamente dentro de algumas dessas primeiras cidades. Uma das fontes de referência para o estudo da Mesopotâmia, que não um dos documentos encontrados nas escavações na região, é a bíblia. Nela se fazem referências as cidades de Ur , Niníve e Babilônia . Muitas das histórias presentes no Antigo Testamento são possivelmente derivadas de tradições dessa região, por exemplo o dilúvio ou o abandono de Moisés em um rio. Os autores da Antigüidade como Heródoto, Beroso, Estrabão e Eusébio também fazem referências à Mesopotâmia. Por isso ao estudar a Mesopotâmia deve-se atentar para a construção de uma proto-história baseada em evidências fragmentadas e esparsas, já que as escavações só se iniciam a partir do séulo XIX, e ainda hoje muitas lacunas estão expostas.

Povos da Mesopotâmia
A Mesopotâmia foi uma região por onde passavam muitos povos nômades oriundos de diversas regiões. A terra fértil fez com que alguns desses povos aí se estabelecessem. Do convívio entre muitas dessas culturas floresceram as sociedades mesopotâmicas. Os povos que ocuparam a mesopotâmia foram os sumérios, os acádios, os amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas e os caldeus ou novos babilônios. Como raramente esses Estados atingiam grandes dimensões territoriais, conclui-se que apesar identidade econômica, social e cultural entre essas civilizações, nunca houve um Estado mesopotâmico, mas Estados Mesopotâmicos.

Venerador mesopotâmico de 2.750-2.600 a.C.Os sumérios foram provavelmente os primeiros a habitar o sul da Mesopotâmia. A região foi ocupada em 5000 a.C. pelo povo sumério, que ali construiu as primeiras cidades de que a humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk e Lagash. As cidades foram erigidas sobre colinas e fortificadas para que pudessem ser defendidas da invasão de outros povos que buscavam um melhor lugar para viver.

Desde o quarto milênio a.C., realizavam obras de irrigação e utilizavam técnicas de metalurgia do bronze e utilizavam uma escrita cuneiforme. Sua organização social influenciou muitos povos que os sucederam na região.

Após um período de domínio dos reis elamitas (viviam no sudoeste do atual Irã), os sumerianos voltaram a gozar de independência.

Grupos de nômades, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumerianas. Conhecidos como acadianos, dominaram as cidades-estados da Suméria por volta de 2550 a.C.

No início do segundo milênio a.C., a região da Mesopotâmia constitui-se em um grande e unificado império que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas margens do rio Eufrates. O soberano que mais se destacou foi Hamurabi, elaborando leis que ficaram conhecidas como Código de Hamurabi. Após sua morte, a Mesopotâmia foi abalada por sucessivas invasões, até a chegada dos assírios.

De origem semita, os assírios viviam do pastoreio e habitavam as margens do rio Tigre. A partir do final do segundo milênio a.C., passaram a se organizar como sociedade altamente militar e expansionista. Realizaram diversas conquistas e expandiram seu domínio para além da própria Mesopotâmia, chegando ao Egito. O centro administrativo do império assírio era Nínive.

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Povo de origem semita que se estabeleceu na Mesopotâmia no início do primeiro milênio a.C., os caldeus foram os principais responsáveis pela derrota dos assírios e pela organização do novo império babilônico. Nabucodonosor foi o soberano mais conhecido dos caldeus. Governou por quase sessenta anos e após sua morte os persas dominaram o novo império babilônico

Em linhas gerais pode-se dizer que a forma de produção predominante na Mesopotâmia baseou-se na propriedade coletiva das terras administrada pelos templos e palácios. Os indivíduos só usufruíam da terra enquanto membros dessas comunidades. Acredita-se que quase todos os meios de produção estavam sobre o controle do déspota, personificação do Estado, e dos templos. O templo era o centro que recebia toda a produção, distribuindo-a de acordo com as necessidades, alem de proprietário de boa parte das terras: é o que se denomina cidade-templo.

Estudos recentes mostram que, além do setor da economia dos templos e do palácio, havia um setor privado que participava, também, da economia da cidade-estado.

Administradas por uma corporação de sacerdotes, as terras, que teoricamente eram dos deuses, eram entregues aos camponeses. Cada família recebia um lote de terra e devia entregar ao templo uma parte da colheita como pagamento pelo uso útil da terra. Já as propriedades particulares eram cultivadas por assalariados ou arrendatários.

Entre os sumerianos havia a escravidão, porém o número de escravos era relativamente pequeno.

Em contraste com as cheias regulares e benéficas do Nilo, o fluxo das águas dos rios Tigre e Eufrates, ao subir à Leste pelos Montes Tauro, é irregular e imprevisível, produzindo condições de seca em um ano e inundações violentas e destrutivas em outro. Para manter algum tipo de controle, fazia-se necessário a construção de açudes e canais, alem de complexa organização. A construção dessas estruturas também era dirigida pelo Estado. O controle dos rios exigia numerosíssima mão-de-obra, que o governo recrutava, organizava e controlava. As principais atividades econômicas da Mesopotâmia eram:

A Agricultura. Era base da Economia. A economia da Baixa Mesopotâmia, em meados do terceiro milênio a.C., baseava-se na agricultura de irrigação. Cultivavam trigo, cevada, linho, gergelim (sésamo, de onde extraiam o azeite para alimentação e iluminação), arvores frutíferas, raízes e legumes. Os instrumentos de trabalho eram rudimentares, em geral de pedra, madeira e barro. O bronze foi introduzido na segunda metade do terceiro milênio a.C., porem, a verdadeira revolução ocorreu com a sua utilização, isto já no final do segundo milênio antes da Era Cristã. Usavam o arado semeador, a grade e carros de roda;
A Criação de Animais. A criação de carneiros, burros, bois, gansos e patos era bastante desenvolvida;
O Comércio. Os comerciantes eram funcionários a serviço dos templos e do palácio. Apesar disso, podiam fazer negócios por conta própria. A situação geográfica e a pobreza de matérias primas favoreceram os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores iam vender seus produtos e buscar o marfim da Índia, a madeira do Líbano, o cobre de Chipre e o estanho de Cáucaso. Exportavam tecidos de linho, lã e tapetes, além de pedras preciosas e perfumes. As transações comerciais eram feitas na base de troca, criando um padrão de troca inicialmente representado pela cevada e depois pelos metais que circulavam sobre as mais diversas formas, sem jamais atingir, no entanto, a forma de moeda. A existência de um comercio muito intenso deu origem a uma organização economia sólida, que realizava operações como empréstimos a juros, corretagem e sociedades em negócios. Usavam recibos, escrituras e cartas de crédito. O comercio foi uma figura importante na sociedade mesopotâmica, e o fortalecimento do grupo mercantil provocou mudanças significativas, que acabaram por influenciar na desagregação da forma de produção templário-palaciana dominante na Mesopotâmia.

A Astronomia. Entre os babilônicos, foi a principal ciência. Notáveis eram os conhecimentos dos sacerdotes no campo da astronomia, muito ligada e mesmo subordinada a astrologia. As torres dos templos serviam de observatórios astronômicos. Conheciam as diferenças entre os planetas e as estrelas e sabiam prever eclipses lunares e solares. Dividiram o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em sete dias, os dias em doze horas, as horas em sessenta minutos e os minutos em sessenta segundos. Os elementos da astronomia elaborada pelos mesopotâmicos serviram de base à astronomia dos gregos, dos árabes e deram origem à astronomia dos europeus;
A Matemática. Entre os caldeus, alcançou grande progresso. As necessidades do dia-a dia levaram a um certo desenvolvimento da matemática.Os mesopotâmicos usavam um sistema matemático sexagesimal (baseado no número 60). Eles conheciam os resultados das |multiplicações e divisões, raízes quadradas e raíz cúbica e equações do segundo grau. Os matemáticos indicavam os passos a serem seguidos nessas operações, através da multiplicação dos exemplos. Jamais divulgaram as formulas dessas operações, o que tornaria as repetições dos exemplos desnecessárias. Também dividiram o círculo em 360 graus, elaboraram tábuas correspondentes às tábuas dos logarítimos atuais e inventaram medidas de comprimento, superfície e capacidade de peso;
A Medicina. Os progressos da medicina foram grandes (catalogação das plantas medicinais, por exemplo).Assim como o direito e a matemática, a medicina estava ligada a adivinhação. Contudo, a medicina não era confundida com a simples magia. Os médicos da Mesopotâmia, cuja profissão era bastante considerada, não acreditavam que todos os males tinham origem sobrenatural, já que utilizavam medicamentos à base de plantas e faziam tratamentos cirúrgicos. Geralmente, o medico trabalhava junto com um exorcista, para expulsar os demônios, e recorria aos adivinhos, para diagnosticar os males.

Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica.A escrita. A escrita cuneiforme, grande realização sumeriana, usada pelos sírios, hebreus e persas, surgiu ligada às necessidades de contabilização dos templos. Era uma escrita ideográfica, na qual o objeto representado expressava uma idéia. Os sumérios – e, mais tarde os babilônicos e os assírios, que falavam acadiano – fizeram uso extensivo da escrita cuneiforme. Mais tarde, os sacerdotes e escribas começaram a utilizar uma escrita convencional, que não tinha nenhuma relação com o objeto representado. As convenções eram conhecidas por eles, os encarregados da linguagem culta, e procuravam representar os sons da fala humana, isto é, cada sinal representava um som. Surgia assim a escrita fonética, que pelo menos no segundo milênio a.C., já era utilizado nos registros de contabilidade, rituais mágicos e textos religiosos. Quem decifrou a escrita cuneiforme foi Henry C. Rawlinson. A chave dessa façanha ele obteve nas inscrições da Rocha de Behistun, na qual estava gravada uma gigantesca mensagem de 20 metros de comprimento por 7 de Altura. A mensagem fora talhada na pedra pelo rei Dario, e Rawlinson identificou três tipos diferentes de escrita (antigo persa, elamita e acádio – também chamado de assírio ou babilônico). O alemão Georg Friederich Grotefend e o francês Jules Oppent também se destacaram nos estudos da escrita sumeriana.
A Literatura. Era pobre. Destacam-se apenas o Mito da Criação e a Epopéia de Guilgamesh – aventura de amor e coragem desse herói semideus, cujo objetivo era conhecer o segredo da imortalidade.

Uma inscrição do Código de Hamurabi.O Direito. O Código de Hamurábi, até pouco tempo o primeiro código de leis que se tinha notícia, não é original. É uma compilação de leis sumerianas mescladas com tradições semitas. Ele apresenta uma diversidade de procedimentos jurídicos e determinação de penas para uma vasta gama de crimes. Contém 282 leis, abrangendo praticamente todos os aspectos da vida babilônica, passando pelo comércio, propriedade, herança, direitos da mulher, família, adultério, falsas acusações e escravidão. Suas principais características são: Pena ou Lei de Talião, isto é, “olho por olho, dente por dente” (o castigo do criminoso deveria ser exatamente proporcional ao crime por ele cometido), desigualdade perante a lei (as punições variavam de acordo com a posição social da vitima e do infrator), divisão da sociedade em classes (os homens livres, os escravos e um grupo intermediário pouco conhecido – os mushkhinum) e igualdade de filiação na distribuição da herança. O Código de Hamurábi reflete a preocupação em disciplinar a vida econômica (controle dos preços, organização dos artesãos, etc.) e garantir o regime de propriedade privada da terra. Os textos jurídicos mesopotâmicos invocavam os deuses da justiça, os mesmos da adivinhação, que decretavam as leis e presidiam os julgamentos.

A Arquitetura. A mais desenvolvida das artes, porem não era tão notável quanto a egípcia. Caracterizou-se pelo exibicionismo e pelo luxo. Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos existentes nos céus, de tijolos, por ser escassa a pedra na região;. O zigurate, torre de vários andares, foi a construção característica das cidades-estados sumerianas. Nas construções, empregavam argila, ladrilhos e tijolos.
Escultura e a pintura. Tanto a escultura quanto a pintura eram fundamentalmente decorativas. A escultura era pobre, representada pelo baixo relevo. Destacava-se a estatuária assíria, gigantesca e original. Os relevos do palácio de Assurbanipal são obras de artistas excepcionais. A pintura mural existia em função da arquitetura.

A música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada à religião.

Quando os fiéis estavam reunidos, cantavam hinos em louvor dos deuses, com acompanhamento de música. Esses hinos começavam muitas vezes, pelas expressões: ” Glória, louvor tal deus; quero cantar os louvores de tal deus”, seguindo a enumeração de suas qualidades, de socorro que dele pode esperar o fiel.

Nas cerimônias de penitência, os hinos eram de lamentação: “aí de nós”, exclamavam eles, relembrando os sofrimentos de tal ou qual deus ou apiedando-se das desditas que desabam sobre a cidade. Instrumentos sem dúvida de sons surdos, acompanhavam essa recitação e no corpo desses salmos, vê-se o texto interromper-se e as onomatopéias “ua”, “ui”, “ua”, sucederem-se em toda uma linha. A massa dos fiéis devia interromper a recitação e não retomá-la senão quando todos, em coro tivessem gemido bastante.

A procissão, finalmente, muitas vezes acompanhava as cerimônias religiosas e mesmo as cerimônias civis. Sobre um baixo-relevo assírio do British Museum que representa a tomada da cidade de Madaktu em Elam, a população sai da cidade e se apresenta diante do vencedor, precedida de música, enquanto as mulheres do cortejo batem palmas à oriental para compassar a marcha.

O canto também tinha ligações com a magia.

Há cantos a favor ou contra um nascimento feliz, cantos de amor, de ódio, de guerra, cantos de caça, de evocação dos mortos, cantos para favorecer, entre os viajantes, o estado de transe.

A dança, que é o gesto, o ato reforçado, se apóia em magia sobre leis da semelhança. Ela é mímica, aplica-se a todas as coisas:- há danças para fazer chover, para guerra, de caça, de amor etc.

Danças rituais têm sido representadas em monumentos da Ásia Ocidental, Suméria. Em Thecheme-Ali, perto de Teerã; em Tepe-Sialk, perto de Kashan; em Tepe-Mussian, região de Susa, cacos arcaicos reproduzem filas de mulheres nuas, dando-se as mãos, cabelos ao vento, executando uma dança. Em cilindros-sinetes vêem-se danças no curso dos festins sagrados (tumbas reais de Ur).

Os deuses, extremamente numerosos, eram representados à imagem e semelhança dos seres humanos. O sol, a lua, os rios, outros elementos da natureza e entidades sobrenaturais, também eram cultuadas. Embora cada cidade possuísse seu próprio deus, havia entre os sumérios algumas divindades aceitas por todos. Na Mesopotâmia, os deuses representavam o bem e o mal, tanto que adotavam castigos contra quem, não cumpria com as obrigações.

O centro da civilização sumeriana era o templo, a casa dos deuses que governava a cidade, além de centro da acumulação de riqueza. Ao redor do templo desenvolvia-se a atividade comercial. O sacerdote representava o deus e combinava poderes políticos e religiosos.

Apenas ao sacerdote, era permitida a entrada no templo e dele era a total responsabilidade de cuidar da adoração aos deuses e fazer com que atendessem as necessidades da comunidade. Os sacerdotes do templo estavam livres dos trabalhos nos campos dirigiriam os trabalhos de construção de canais de irrigação, reservatórios e diques. O deus através dos sacerdotes emprestava aos camponeses animais, sementes, arados e arrendava os campos. Ao pagar o “empréstimo”, o devedor acrescentava a ele uma “oferenda” de agradecimento. Com a necessidade de controlar os bens doados aos deuses e prestar contas da administração das riquezas do templo inicio-se o sistema de contagem e a escrita cuneiforme. Como exemplo do poder dos deuses em Lagash, o campo era repartido nas posses de aproximadamente 20 divindades, uma destas, Baú, possui cerca de 3250 hectares, das quais três quartos atribuídos, um em lotes, as famílias singulares, um quarto cultivado por assalariados, por arrendatários (que pagam um sétimo ou um oitavo do produto) ou pelo trabalho gratuito dos outros camponeses. Em seu templo trabalham 21 padeiros auxiliados por 27 escravas, 25 cervejeiros com 6 escravos, 4 mulheres encarregadas do preparo da lã, fiandeiras, tecelãs, um ferreiro, alem dos funcionários, dos escribas e dos sacerdotes.

A concepção de uma vida além-túmulo era confusa. Acreditavam que os mortos iam para junto de Nergal, o deus que guardava um reino de onde não se poderia voltar.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesopot%C3%A2mia

Paulo Victor de Oliveira Batista
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23. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 19, 2007

A Mesopotâmia,
após a destruição da civilização dos sumérios-acadianos, ficou dividida em vários Estados por mais de dois séculos Os amoritas, ou antigos babilônios, povos semitas vindos do deserto sírio-árabe, haviam se estabelecido na cidade da Babilônia, que, com o tempo, converteu-se em importante centro comercial, devido a sua localização privilegiada. A antiga Babilônia está situada a aproximadamente 75 quilômetros da moderna Bagdá. Um império foi estabelecido em 1894 a.C. por Amoreu Sumuabum (criador da I dinastia amorreana) e expandido por seus sucessores. As disputas entre a Babilônia e as demais cidades-estados mesopotâmicas, além de outras invasões, resultaram numa luta ininterrupta até o inicio do século XVIII a.C., quando Hamurábi, sexto rei da dinastia, realizou a completa unificação, fundando o Primeiro Império Babilônico.

O novo rei deu inicio a uma bem-sucedida política expansionista. O Reino da Babilônia estendeu suas fronteiras do Golfo Pérsico para além das fronteiras da moderna Turquia, e dos montes Zagros, no leste, ao rio Khabur, na Síria. A partir dessas conquistas, a preocupação de Hamurabi não foi mais a expansão territorial e sim a preservação das terras conquistadas, que tanto eram atacadas por povos vizinhos como também se revoltavam contra o domínio da Babilônia.

A formação do império Babilônico assinalou o fim político da civilização suméria, mas não cultural. Com exceção do idioma, eles adotaram o sistema educacional, a escrita, a arte, a literatura e boa parte da religião dos vencidos.

Foi durante o governo de Hamurábi que ocorreu o maior desenvolvimento da agricultura de regadio, realizada mediante o emprego e construção de grandes canais de irrigação controlados pelo Estado. A construção desses canais exigia multidões de trabalhadores e grande quantidade de materiais, que deveriam ficar sobre controle e fiscalização de um governo centralizado. Isso contribuiu para o surgimento de uma monarquia cada vez mais poderosa e autoritária, de caráter teocrático, isto é, com o poder político ligado ao religioso.

Já nessa fase, a economia e a sociedade começaram a sofrer mudanças em relação ao milênio anterior. A organização econômica baseada nos templos e palácios sempre foi fundamental. Os palácios e templos possuíam vastas extensões de terra, praticavam o comércio e dispunham de oficinas artesanais bem aparelhadas. Os templos entregavam suas terras à exploração de arrendatários, recebendo por isso uma parte da produção. Também os artesãos trabalhavam ligados aos templos, pois não existem provas de corporações de artesãos independentes. Não havia mercado e todo o comércio era feito nas dependências dos templos e palácios. Os sacerdotes e os funcionários estatais submetiam as comunidades locais ao pagamento de tributos, à prestação de trabalhos forçados para a construção de obras públicas, canais de irrigação e ao serviço militar obrigatório.

No período de Hamurábi, houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e do comércio. Propriedades agrícolas foram doadas a funcionários públicos, sacerdotes e até mesmo a determinados arrendatários. Entretanto, todas essas atividades privadas sempre permaneceram sobre controle estatal. Os mercadores, por exemplo, formavam uma corporação subordinada ao Estado, e o comerciante era uma mistura de funcionário publico e mercador privado: comprava a mando do rei e colaborava na cobrança de taxas.

Rapidamente, a capital babilônica transformou-se num dos principais centros urbanos da Antiguidade, sediando um grandioso império e convertendo-se no eixo cultural do Crescente Fértil. A principal realização cultural desse período foi o Código de Hamurábi, baseado no direito sumério, que tinha por finalidade consolidar o poder do Estado e adequá-lo ao desenvolvimento de uma economia mercantil. Hamurábi estabeleceu uma sólida intervenção do Estado na economia pois havia regras de trabalho, normas comerciais e até valores para a compra e venda de animais e aluguéis de terras, entre outras.

Hamurábi também empreendeu uma uma ampla reforma religiosa, transformando o deus Marduk, da Babilônia, no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduk foi levantado um templo junto ao qual foi erguido o zigurate de Babel, citado no livro de Gênesis (Bíblia) como uma torre para se chegar ao céu.

Após a morte de Hamurábi, o Império entrou em decadência devido às diversas conspirações contra seus sucessores, às revoltas das cidades dominadas e dos camponeses empobrecidos pelos altos impostos cobrados e à sobrecarga de trabalhos obrigatórios. Aproveitando dessa franqueza, os cassitas, povo indo-europeu que ainda possuía uma organização tribal e vivia a leste do rio Tigre, invadiram a Baixa Mesopotâmia e ai permaneceram, aproximadamente, por 400 anos, até serem suplantados pelos assírios.

Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Amoritas”

Paulo Victor de Oliveira Batista
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24. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 19, 2007

Assíria

A Assíria foi um reino que se formou no alto Tigre, expandindo-se posteriormente. O nome também pode designar a região em que se desenvolveu a civilização assíria.

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Evolução política

Por volta de 2000 a.C., em meio a um grande movimento de indo-europeus vindos do Cáucaso, os assírios estabeleceram-se na região do alto Tigre.

Durante o segundo milênio a.C., os assírios foram dominados seguidamente pelos mitanianos (ver Mitani) e pelos amoritas da Babilônia.

No século XIV a.C., com o declínio de Mitani, os assírios reconquistaram grande parte de seus territórios. No século XIII a.C., os assírios, sob Tukulti-Ninurta I (1242 a.C. – 1206 a.C.), libertaram-se da Babilônia.

Por volta de 1200 a.C., ocorreu um novo grande movimento migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos faraós Meneptah (1235 a.C. – 1224 a.C.) e Ramsés III (1198 a.C. – 1166 a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia, geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a Babilônia e a Assíria por volta de 1047 a.C.. Relatos da época dizem-nos que os assírios refugiavam-se em “terras inimigas” escapando “da míngua, da fome e da miséria”. Os templos ficaram em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades alterou o caráter da Assíria. Transformou-a em uma nação de guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército, que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.

Por volta de 830 a.C., no reinado de Salmanasar III, os arameus foram subjugados e a eles foi imposta uma cobrança tributária.

Em 729 a.C., no reinado de Tiglath-Pileser III ou Teglatefalasar III (746 a.C. – 727 a.C.), os assírios conquistaram a Babilônia. Teglatefalasar III também conteve a expansão da Média no oriente e tentou sem sucesso conquistar o reino de Urartu.

Israel foi conquistada no primeiro ano do reinado de Sargão II (721 a.C. – 705 a.C.). Cerca de 27000 israelitas foram deportados. Em 715 a.C., foi a vez da Média ser conquistada. Sargão II ainda conquistou a Síria.

Seu sucessor, Senaquerib (705 a.C. – 681 a.C.), transferiu a capital de Assur para Nínive. Senaquerib, de acordo com o Segundo Livro dos Reis, admitido no cânon, teria buscado conquistar Judá.

Nesta época, que nasceu o sucessor de Senaquerib, Aoth Fezim, um Nobre Tiefling rico que pensava alto e modernizou por vários anos a cidade de Nínive.

O filho e sucessor de Senaquerib foi Assaradon (681 a.C. – 669 a.C.), que expandiu seus domínios ao Nilo, estabelecendo sobre o Egito uma dominação inicialmente precária.

Assurbanipal (669 a.C. – 631 a.C.), não obstante gostar de exaltar sua selvageria e impiedade sobre os povos vencidos, não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elam.

Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilônia e conquistaram sua independência. Ciáxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.

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Organização econômica e cultural

Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos, e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui um elemento de grande importância para os historiadores no processo de datação.

A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento dispendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e dstribuídos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subseqüente.

Assim, como na maioria dos Estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir do reinado de Teglatefalasar III, foram instaladas guarnições permanentes nos países dominados.

A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importante do panteão assírio dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.

http://www.inglesnoexterior.com/Dicionario.aspx?l=PT&q=Ass%C3%ADria

Paulo Victor de Oliveira Batista
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25. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 20, 2007

Caldéia
era uma região no sul da Mesopotâmia, principalmente na margem oriental do rio Eufrates, mas muitas vezes o termo é usado para se referir a toda a planície mesopotâmica. O nome em Hebraico é כשדים Kaśdîm, normalmente traduzido como “Caldeus” (Livro de Jeremias 50:10; 51:24,35).

A região da Caldéia é uma vasta planície formada por depósitos do Eufrates e do Tigre, estendendo-se a cerca de 250 quilômetros ao longo do curso de ambos os rios, e cerca de 60 quilômetros em largura.

Os Caldeus foram uma tribo (acredita-se que tenham emigrado da Arábia) que viveu no litoral do Golfo Pérsico e se tornou parte do Império da Babilônia.

Frederico Dante
frederico@virtuatrdecenter.com.br

26. Florian - janeiro 29, 2007

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Just saved your feed in my reader, have a nice day🙂

27. paulovictor - fevereiro 3, 2007

A Pré-História do Egipto engloba o período de tempo que se estende desde as épocas das quais temos os mais antigos testemunhos humanos até ao momento em que a civilização egípcia adopta a escrita, tal como se pode depreender do conceito de Pré-História. A escrita só começou a desenvolver-se no Egipto nos finais do IV milénio a.C. (3200 a.C – 3100 a.C.) – ou seja, no período pré-dinástico.

Apesar de se continuar a investigar a Pré-História deste país, podemos já, de uma forma geral, indicar a evolução das várias indústrias da pedra talhada, que é, de resto, semelhante à que se pode verificar na Europa e no norte de África.

O facto de o Nilo já ter tido o dobro da sua largura e de, entretanto, as suas águas terem regredido por fases, deixando socalcos com os vestígios de cada era, permite que se vá datando os achados pré-históricos, sendo os mais antigos os que se encontram mais acima (os mais recentes, os que se encontram mais abaixo).

Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-Hist%C3%B3ria_do_Egipto”

Paulo Victor de Oliveira Batista
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28. paulovictor - fevereiro 3, 2007

Por Antigo Egipto designa-se a civilização que se desenvolveu no vale inferior e no delta do rio Nilo entre 3100 a.C. e 30 a.C.. Teria sido na primeira data que um soberano de nome Menés unificou os reinos do Alto Egipto e do Baixo Egipto sobre o seu poder.

O estudo da civilização do Antigo Egipto estruturou-se como disciplina própria no século XIX com o nascimento da Egiptologia. Esta disciplina dividiu a história do Antigo Egipto em vários períodos. Assim, as duas primeiras dinastias egípcias correspondem à Época Tinita ou Arcaica. Neste período as formas culturais, artísticas, governativas e religiosas do Antigo Egipto, que se mantiveram no essencial pouco alteradas até ao fim da sua história, já se encontravam definidas.

A Época Tinita foi seguida pelo Império Antigo, época marcada pela construcção de pirâmides, das quais as mais conhecidas são as pirâmides de Gizé do tempo da IV dinastia. O Império Antigo entrou em decadência no reinado de Pepi II, tendo o Egipto mergulhado no Primeiro Período Intermediário.

Paulo Victor de Oliveira Batista
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29. paulovictor - fevereiro 3, 2007

Egipto ptolemaico
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Egipto ptolemaico é um período da história do Egipto que decorre entre 305 a.C., ano em que um antigo general de Alexandre Magno, Ptolemeu I Sóter, se tornou rei do Egipto, e 30 a.C quando a rainha Cleópatra VII foi derrotada e o Egipto passou a ser integrado no Império Romano como província.
História política

Alexandre Magno
Em 332 a.C. Alexandre Magno conquistou o Egipto, onde foi acolhido pela população local como um libertador do país face ao domínio do Império Persa Aqueménida. Alexandre foi entronizado como faraó pelos sacerdotes egípcios e permaneceu durante seis meses no Egipto para estabelecer o modelo administrativo do país. A cerimónia de coroação de Alexandre teve provavelmente lugar em Mênfis em 332 a.C.; segundo os relatos, Alexandre visitou no ano seguinte o oráculo de Amon no oásis de Siuá, onde o deus o teria reconhecido como seu filho, ao qual concedeu o domínio de todo o mundo.

No dia 7 de Abril de 331 a.C.. Alexandre fundou na região ocidental do Delta do Nilo, a cidade de Alexandria, segundo um modelo de cidade grega. Alexandria seria a nova capital política do país, bem como o grande centro cultural e económico do Mediterrâneo Oriental durante os próximos séculos.

Alexandre abandonou o Egipto em Abril de 331 a.C. para prosseguir as suas conquistas territoriais que o levariam às portas da Índia, destruindo o Império Aqueménida. No seu regresso da Índia Alexandre adoeceu, vindo a falecer na Babilónia em 323 a.C., com apenas trinta e três anos de idade. Alexandre foi sucedido pelo seu filho, mas em pouco tempo o seu império foi dividido entre os seus generais. Em 305 a.C. um desses generais, Ptolemeu, que tinha sido governador do Egipto, tomou o título de basileus (rei) e inaugurou a dinastia ptolemaica.

Ptolemeu I
A primeira parte do reinado de Ptolemeu I foi dominada pelas guerras entre os vários reinos que resultaram da fragmentação do império de Alexandre Magno. O seu primeiro objectivo foi assegurar a sua posição sobre o Egipto; de seguida partiria à conquista da Líbia, Cele Síria e Chipre.

Ptolemeu I tomou o título de faraó, que lhe concedeu legitimidade religiosa para governar o Egipto e consequentemente explorá-lo economicamente. Em 285 a.C. fez do seu filho co-regente.

Do ponto de vista da religião, Ptolemeu foi responsável pela introdução do culto de Serápis, divindade híbrida que resultou da fusão do popular deus egípcio Osíris com Ápis. Ptolemeu procedeu igualmente à deificação de Alexandre Magno.

Ptolemeu II
Ptolemeu II Filadelfo sucedeu ao pai em 283 a.C.. Procurou prosseguir a política de hegemonia do Egipto, travando duas guerras contra Antíoco I. Procurou atrair ao Egipto as elites helénicas, conhecendo o seu reinado um desenvolvimento cultural, que se manifestou na fundação do museu e biblioteca de Alexandria. Em Alexandria seria igualmente construído o famoso farol, que foi uma das Setes Maravilhas do Mundo Antigo.

O seu primeiro casamento foi com Arsínoe I, filha de Lísimaco, com a qual teria três filhos. Depois de repudiá-la, adoptou o costume egípcio do casamento entre irmãos, contraindo núpcias com a sua irmã Arsínoe II, rainha que teria influência política e que seria deificada pelo irmão após a sua morte. Foi devido a este casamento com a irmã – que chocou os Gregos – que Ptolemeu adquiriu o cognome de “Filadelfo”, o que significa “que ama a sua irmã”.

Ptolemeu III
Ptolemeu III Evérgeta I, filho de Ptolemeu II e de Arsínoe I, sucedeu ao pai em 246 a.C.. Nesse mesmo ano casou com Berenice, filha do rei de Cirene, reino que incorporou no Egipto. Sob o pretexto de vingar a morte da sua irmã, também chamada Berenice, entrou em guerra com o reino selêucida de Seleuco II Calinico. No fim da terceira guerra da Síria (246-241), o Egipto continuava a dominar a Síria, a Cilícia, a Panfília, Chipre, a Cária e as ilhas do norte do mar Egeu. Foi durante o seu reinado que o Egipto ptolemaico conheceria o apogeu.

O declínio dos Ptolemeus
Ptolemeu III faleceu em 221 a.C., sendo sucedido pelo seu filho, Ptolemeu IV Filopator, um monarca fraco e cruel com o qual se iniciaria a fase descendente do Egipto ptolemaico. Influenciado pelos ministros Agátocles e Sosíbio, perdeu em 219 a.C. Seleucia de Piéria para Antíoco III, o Grande, mas a grande vitória egípcia na Batalha de Ráfia (217 a.C.), na Palestina, durante a Quarta Guerra Síria, permitiu repelir Antíoco III que se preparava para atacar o Egipto.

Ptolemeu V Epifânio era apenas uma criança quando se tornou rei em 204 a.C., pelo que o governo efectivo do Egipto estava nas mãos dos ministros Agatócles e Sosíbio. Nas próximas duas décadas o Egipto conheceria uma série de revoltas locais contra os Ptolemeus. Antíoco III e Filipe V da Macedónia realizaram um pacto com o objectivo de derrotar o Egipto e dividir os territórios por este controlados, e a partir de 204 a.C. o país perderia as suas possessões na Síria, Palestina, Ásia Menor e Egeu.

Ptolemeu V fez a paz com Antíoco III, e realizou uma aliança com a potência em ascensão, Roma. O rei faleceu envenenado, sendo sucedido por Ptolemeu VI Filometor, uma criança.

Aproveitando a situação, Antíoco IV invadiu o Egipto, fez Ptolemeu VI prisioneiro e substitui-o pelo irmão, Ptolemeu VIII, em 170 a.C. Porém, Roma obrigou Antíoco a deixar o Egipto e os dois irmãos concordaram em reinar em conjunto com a irmã, Cleópatra II. No entanto os dois Ptolemeus envolveram-se em disputas e em 163 a.C. Roma resolveu o litígio, dividindo o que restava do império ptolemaico entre ambos: Ptolemeu VI governaria o Egipto e Ptolemeu VIII a Cirenaica. Quando Ptolemeu VI faleceu, Ptolemeu VIII tentaria apoderar-se do trono do Egipto, mas Cleópatra fez do filho de Ptolemeu VI o novo rei (Ptolomeu VII), que seria assassinado pelo tio.

Paulo Victor de Oliveira Batista
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30. Paulo Victor de Oliveira Batista - fevereiro 3, 2007

Em 312 a.C., Ptolomeu I do Egito capturou Jerusalém, e Judá tornou-se uma província do Egito ptolemaico até 198 a.C.. Daí, na longa contenda com o Império Selêucida, na Síria, o Egipto finalmente perdeu o controlo da Palestina quando o rei sírio Antíoco III derrotou o exército de Ptolomeu V. Depois disso, o Egipto gradualmente caiu sob a influência de Roma. Em 31 a.C., na Batalha de Áccio, Cleópatra desertou a esquadra de Marco António, seu amante romano, que foi derrotado por Otávio, sobrinho-neto de Júlio César. Otávio passou a conquistar o Egipto em 30 a.C., e o Egipto tornou-se uma província romana. Foi para esta província romana que José e Maria fugiram com o menino Jesus, a fim de escapar do decreto assassino de Herodes, só voltando depois da morte de Herodes (Mt 2:13-15).

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Províncias romanas por volta de 120 d.C.
Aqueia | África | Alpes Cottiae | Alpes Marítimos | Alpes Poeninae | Arábia Pétrea | Arménia Inferior | Ásia | Baleares | Britânia | Bitínia | Capadócia | Cilícia e Chipre | Comagena | Córsega e Sardenha | Cirenaica e Creta | Dácia | Dalmácia | Egipto | Épiro | Galácia | Gália Aquitânia | Gália Belga | Gália Lugdunense | Gália Narbonense | Germânia Inferior | Germânia Superior | Hispania Bética | Hispânia Tarraconense | Lusitânia | Itália | Judeia | Licónia | Lícia | Macedónia | Mauretânia | Mésia | Nórica | Numídia | Osroena | Panónia | Panfília | Pisídia | Ponto | Récia | Sicília | Sofena | Síria | Trácia

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Paulo Victor de Oliveira Batista
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31. Paulo Victor de Oliveira Batista - fevereiro 3, 2007

Egipto (província romana)
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Egipto

Localização da província Egipto (em destaque) no Império Romano.
Anexada em: 30 a.C.
Imperador romano: César Augusto
Capital: Alexandria
Fronteiras (províncias): Oeste: Cirenaica
Este: Arábia Pétrea
Correspondência actual: Actual Egipto, à excepção da península Sinai.
Em 312 a.C., Ptolomeu I do Egito capturou Jerusalém, e Judá tornou-se uma província do Egito ptolemaico até 198 a.C.. Daí, na longa contenda com o Império Selêucida, na Síria, o Egipto finalmente perdeu o controlo da Palestina quando o rei sírio Antíoco III derrotou o exército de Ptolomeu V. Depois disso, o Egipto gradualmente caiu sob a influência de Roma. Em 31 a.C., na Batalha de Áccio, Cleópatra desertou a esquadra de Marco António, seu amante romano, que foi derrotado por Otávio, sobrinho-neto de Júlio César. Otávio passou a conquistar o Egipto em 30 a.C., e o Egipto tornou-se uma província romana. Foi para esta província romana que José e Maria fugiram com o menino Jesus, a fim de escapar do decreto assassino de Herodes, só voltando depois da morte de Herodes (Mt 2:13-15).

O domínio islâmico
A conquista do Egipto pelos árabes insere-se no movimento de expansão destas populações que se iniciou após a morte do profeta Muhammad (Maomé). Em 639, Amr ibn al As, lugar-tenente do califa Omar liderou uma expedição militar ao Egipto da qual resultou a expulsão definitiva do poder bizantino por volta de 642.

Amr instalou a capital do Egipto em Al Fustat, onde tinha existido uma fortaleza romana chamada Babilónia.

Ao longo dos séculos seguintes a população que habitava o Egipto acabaria por se converter ao islão e por adoptar como língua o árabe. Para a arabização do Egipto contribuiu a instalação no território de tribos oriundas da Península Arábica.

O Egipto tornou-se uma província do califado omíada até 750, ano em que este foi derrubado e substituído pelo califado abássida. Os Abássidas transferiram a capital do califado de Damasco para Bagdade, tendo o seu poder entrado em decadência em meados do século IX, o que permitiu a ascensão de dinastias locais em vários partes do império.

Ao longo dos séculos seguintes a população que habitava o Egipto acabaria por se converter ao islão e por adoptar como língua o árabe. Para a arabização do Egipto contribuiu a instalação no território de tribos oriundas da Península Arábica.

A dinastia tulúnida e ikhshidid
Em 868 Fustat recebeu como governador do Egipto Ahmad ibn Tulun, que inauguraria um período de autonomia egípcia face ao califado abássida. Em 878 Ibn Tulun invadiu a Síria, tomando as suas principais cidades e fortalezas. Ibn Tulun foi sucedido pelo seu filho Khumarawayh, que foi assassinado em 896. A menoridade do filho de Khumarawayh foi aproveitada pelos Abássidas para restaurar a sua soberania sobre o Egipto em 905, que regressaria ao seu estatuto de província.

Em 935 Muhammad ibn Tughj foi nomeado novo governador, tendo repetido os feitos de Ibn Tulun. Ibn Tughj, a quem o califa atribuiu o título de Ikhshid, conseguiu impor a ordem no Egipto, tendo o país retomado a sua influência sobre a Síria. Para além disso, Ibn Tughj conquistou as duas sagradas do islão, Meca e Medina. Os seus descendentes governaram o Egipto até 969.

[editar] Os Fatímidas
Ver artigo principal: Fatímidas.
A dinastia dos Fatímidas surgiu na Tunísia em 906. Ao contrário do califado abássida, que seguia o sunismo, os Fatímidas eram partidários xiismo. Os seus membros consideravam-se descendentes de Fátima (de quem deriva o nome da dinastia), uma filha de Muhammad e esposa de Ali, quarto califa e figura central do islão xiita. Em 969 os Fatímidas conquistaram o Egipto, onde se instalaram na sua nova capital, a cidade do Cairo (“A Vitoriosa”), construída a norte de Fustat.

Durante a era fatímida o Egipto foi o centro de um império que na sua extensão máxima controlou o Norte de África, a Sicília, a Palestina, Síria, o Iémen e as cidades de Meca e Medina.

Os Fatímidas procederam a uma reorganização da administração do Egipto, tendo se verificado um importante desenvolvimento da actividade comercial. Para este contribuíram factores com a decadência do poder na Síria e no Iraque à qual correspondeu uma decadência das rotas comerciais que atravessavam esses territórios. O Egipto tornou-se assim uma alternativa para a passagem das rotas comerciais entre o Oriente e a Cristandade. Os Fatímidas controlovam os portos da costa africana do Mar Vermelho da qual chegavam os produtos da Índia e que depois transitavam para as cidades italianas.

[editar] O Egipto otomano (1517-1798)
Em 1516 e 1517, o sultão Selim I derrotou os Mamelucos e o Egito transforma-se numa província do Império Otomano, governada por um paxá nomeado anualmente. A autoridade do Império Otomano era escassa e os paxás tomavam frequentemente decisões à margem dos desejos do sultão, que se contentava em receber o tributo, apenas exigindo que as fronteiras fossem vigiadas para evitar qualquer tipo de intrusão. As antigas elites mamelucas conseguiram penetrar as estruturas administrativas e continuar a governar o Egito. Embora colaborassem com os otomanos por vezes desafiavam o seu poder. A este período corresponde um declínio econômico e cultural.

No século XVII desenvolve-se uma elite de mamelucos que usava o título de “bey”, ao mesmo tempo que as guerras entre duas facções de mamelucos devastam o país. No século XVIII, Ali Bey e o seu sucessor, Muhammad Bey, conseguiram fazer do Egito um território independente face ao Império Otomano. Por outro lado, a situação econômica do Egipto degradara-se e a população conheceu uma fase de penúria e fome.

Neste contexto de um Egito debilitado, a França e a Inglaterra começaram a alimentar ambições em relação ao território. Em 1798 o general Napoleão Bonaparte invadiu o país para tentar desestabilizar o comércio inglês na região.

[editar] Mehemet Ali e os seus sucessores
Napoleão fugiu do Egito para França em 1799, deixando atrás um exército de ocupação. Este exército seria expulso pelos otomanos e pelos ingleses em 1801, terminado a breve ocupação francesa. O Egito conhece um período de desordem que acaba em 1805 quando um soldado albanês de nome Mehemet Ali toma o poder.

Depois de repelir a invasão inglesa de 1807, Mehemet Ali dedicou-se a acabar com as revoltas constantes dos Mamelucos que ameaçavam a estabilidade do país. Para atingir tal objectivo reúne-os na cidadela do Cairo em 1811 onde organiza o massacre destes.

Mehemet Ali declarou-se senhor do Egito, dono de todas as terras. Ajudado pelos franceses, organiza um exército moderno e criou uma marinha de guerra. Tomou também uma série de medidas que pretendiam modernizar a economia do país, ordenando a construção de canais e fábricas.

[editar] Independência
Em 1922 a Inglaterra concedeu a independência ao Egito e Ahmad Fuad tornou-se rei com o título de Fuad I. Esta independência era meramente nominal, uma vez que a Inglaterra reserva-se ao direito de intervir nos assuntos internos do país se os seus interesses fossem postos em causa. Em 1923 foi adoptada a constituição do país, que estabelecia uma monarquia constitucional como sistema político vigente. As primeiras eleições para o parlamento tiveram lugar em 1924 e delas saiu vitorioso o partido Wafd, cujo líder, Saad Zaghlul, tornou-se primeiro-ministro.

O Wafd tinha surgido como partido do desejo em libertar completamente o Egito do poder britânico. Em Novembro de 1924 o comandante do exército britânico no Egipto foi assassinado e a polícia descobre a partir das suas investigações ligações entre a morte do comandante e terroristas associados ao Wafd. Em consequência, o primeiro-ministro Zaghlul demitiu-se.

As eleições que tiveram lugar na sequência desta crise dariam de novo a vitória ao Wafd. O rei Fuad, que temia este partido, ordenou o encerramento do parlamento e em 1930, apoiado em políticos opositores do Wafd, impõe uma nova constituição ao Egipto, que reforçava o poder da monarquia.

Com a morte de Fuad em 1936, o seu filho, Faruk I, decide restaurar a constituição de 1923. Novas eleições deram a vitória ao Wafd, que formou um governo. No mesmo ano o Egito e a Inglaterra assinaram um tratado cujos termos levaram a uma redução do número de militares ingleses no país e cimentaram uma aliança militar entre as duas nações. Este tratado permitiu ao Egipto a entrada na Liga das Nações.

A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra aumentasse a sua presença militar no Canal do Suez. Embora o país se tenha declarado neutro, muitos líderes nacionalistas egípcios desejavam uma vitória das potências do Eixo, que acreditavam livraria o país da presença inglesa. Em 1942, perante a ofensiva militar da Alemanha sobre a Líbia, o embaixador britânico no Egito pressionou o rei Faruk a nomear um governo do partido Wafd, uma vez que esta força política tinha assinado o tratado de 1936, dando uma maior segurança à Inglaterra quanto ao posicionamento do Egito no conflito. Nahas Paxá tornou-se primeiro-ministro e colaborou com os Aliados até ao fim da guerra. Porém o prestígio do Wafd no movimento nacionalista viu-se afectado e o partido perdeu muitos líderes. Numa tentativa de melhor a sua imagem junto da opinião pública o partido ordenou reformas na educação e promoveu a formação da Liga Árabe (1945).

Em 1948 o Egipto e outros países árabes tentaram sem sucesso impedir o estabelecimento do estado de Israel na região histórica da Palestina.

[editar] A era de Nasser (1952-1970)

Nasser com Nikita KhrushchovNa noite de 22 para 23 de Julho de 1952 deu-se um golpe de estado organizado por uma facção do exército conhecida como os “Oficiais Livres”, cujo chefe era o general Gamal Abdel Nasser. O rei Faruk foi obrigado a abdicar e como presidente do Conselho foi escolhido o general Muhammad Naguib, que não sendo membro dos “Oficiais Livres”, foi escolhido devido à sua popularidade. Em Dezembro do mesmo ano foi abolida a constituição monárquica e em Janeiro do ano seguinte todos os partidos políticos foram proibidos. Naguib ascende à posição de primeiro presidente da proclamada República do Egito.

As simpatias que Naguib nutria pelos antigos partidos políticos e pela Irmandade Muçulmana fizeram com que crescesse a oposição à sua pessoa por parte dos “Oficiais Livres”. Naguib acabaria por ser afastado da presidência e colocado sob prisão domiciliária, sendo substituído na sua função por Nasser, eleito como presidente em 1956.

Nasser assegurou a retirada dos soldados britânicos do Canal de Suez. A sua política externa ficou marcada pelo recusa do Pacto de Bagdade, uma tentativa britânica em criar uma frente anticomunista no Médio Oriente, na qual se integravam a Turquia, o Iraque, o Irão e o Paquistão contra a União Soviética. Foi também activo no movimento dos países não-alinhados, tendo participado activamente na Conferência de Bandung.

O ataque israelita à Faixa de Gaza (então controlada pelo Egipto) fez com que Nasser procurasse armas junto dos países comunistas, uma vez que as potências ocidentais se recusavam a vender armas ao Egito. Em Setembro de 1955 o Egipto assina um importante acordo sobre fornecimento de armas com a Checoslováquia.

Nasser decidiu também construir a barragem do Assuão, projecto que se inseria num plano de irrigação e de electrificação do país, procurando assegurar os empréstimos para a construção junto do Reino Unido, do Banco Mundial e dos Estados Unidos. Este país, inicialmente favorável, recusou-se a fornecer o empréstimo, ao qual Nasser respondeu com a nacionalização do Canal de Suez, acto que gerou uma intervenção conjunta da França e do Reino Unido. Israel uniu-se a estes dois países no ataque ao Egito, conseguindo conquistar a Faixa de Gaza e grande parte da Península do Sinai. Uma semana depois, os Estados Unidos e a União Soviética asseguraram nas Nações Unidas um cessar-fogo que obrigou à retirada dos territórios ocupados e a França e o Reino Unido sairam humilhados do episódio. Em 1958 o governou da União Soviética comprometeu-se a financiar a construção da barragem.

A crise do Suez fortaleceu a imagem de Nasser não só no Egito, mas em todo o mundo árabe. A 21 de Fevereiro de 1958 Nasser ratifica através de referendo a união do Egipto e da Síria, formando a República Árabe Unida, à qual se juntou o Iémen em Março do mesmo ano. Esta união foi dissolvida em 1961 devido a uma revolta na Síria.

Durante os anos 60, Nasser desenvolveu uma série de políticas socialistas. Em 1962 foi publicada uma Carta Nacional, na qual se previa a extensão do controlo do estado às finanças e à indústria. Segundo esta carta, o estado egípcio estaria fundamentado na existência de um único partido, a União Árabe Socialista.

[editar] O período Sadat

Cerimónia dos Acordos de Camp David: Menachem Begin (à esquerda), Jimmy Carter (ao centro) e Anwar Sadat (à direita)Com a morte de Nasser em 1970, sucedeu-lhe Anwar Sadat, que exercia o cargo de vice-presidente. Sadat seguiu uma política de reaproximação à Arábia Saudita, sem contudo se afastar da União Soviética. Em 1973 o país liderou a coligação de países árabes na Guerra do Yom Kippur, tendo o país conseguido um relativo sucesso, já que reconquistou a Península do Sinai e conseguiu a reabertura do Canal de Suez. A nível económico, Sadat promoveu uma política que se afastava do socialismo de Nasser, incentivando o investimento privado (esta política recebeu o nome de “Intifah”, “porta aberta” em árabe).

Devido à crise económica que o Egito atravessava, Sadat teve que reduzir as despesas militares, orientando o país para uma política de paz. Em 1977 fez uma visita histórica a Israel e em 1978 o presidente assinou os Acordos de Camp David, que levaram à paz com aquela nação. Uma das consequências dos acordos foi uma aproximação do Egipto aos Estados Unidos, tendo o país beneficiado de ajuda financeira americana considerável. Porém, esta política de paz com Israel fez com que Sadat fosse odiado pelos vizinhos árabes; o país foi mesmo expulso da Liga Árabe. A 6 de Agosto de 1981 o presidente Sadat foi assassinado por um extremista muçulmano.

[editar] De Hosni Mubarak aos nossos dias

Hosni MubarakSadat foi sucedido pelo general Hosni Mubarak, vice-presidente desde 1975, que continuou a política de paz do seu predecessor. Embora continuasse a aproximação do país aos Estados Unidos, verificasse também um distanciamento em relação a Israel e uma tentativa de reconciliação com os países árabes. Por volta de 1987 a maioria dos países árabes já tinha restabelecido relações diplomáticas com o Egito, que em 1989 foi readmitido na Liga Árabe.

A partir de 1990 os movimentos fundamentalistas islâmicos iniciaram uma série de ataques terroristas, que tinham como principal alvo os turistas ocidentais, com o objectivo de privar o país de uma das suas principais fontes de divisas. Foram também atingidos intelectuais seculares e a minoria copta. Em 1990 o presidente do parlamento egípcio Rafaat Mahgub é assassinado por fundamentalistas. O estado egípcio responde a estes ataques com detenções maciças, execuções e a declaração do estado de emergência.

Na Guerra do Golfo (1990-1991), o Egito tomou partido da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que visava expulsar o Iraque do Kuwait. Em 1993 Mubarak foi eleito pela terceira vez presidente do Egito.

Em 1995 Mubarak consegue escapar a um atentado contra a sua vida na Etiópia. Em 1999 é reeleito como presidente para um novo período de seis anos, mediante eleições na qual é o único candidato. O presidente defende a luta contra o desemprego que em finais de 1999 atinge 1,5 milhões de egípcios.

No ano 2000 o Papa João Paulo II visita o Egito, pedindo desculpas pelo comportamento da Igreja Católica Romana contra os muçulmanos no passado.

Nas eleições para a Assembleia do Povo em Outubro e Novembro de 2000, consagra-se como vencedor o partido do governo, o NDP.

Em Setembro de 2005 Hosni Mubarak foi reeleito presidente com 88,6% dos votos, numas eleições consideradas históricas pelo facto de terem sido autorizados outros candidatos. A oposição considerou as eleições uma fraude.

Paulo Victor de Oliveira Batista
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32. paulovictor - fevereiro 4, 2007

ORIGENS

A História do Egito pode ter sua gênese considerada desde a época paleolítica, assim entendida como sendo uma história feita de hipóteses e suposições. Naquele tempo era o vale do Nilo muito diferente do que é hoje: desde o delta ao território era todo uma vasta planície, a qual, periodicamente, o rio cobria quase por completo e o clima era muito mais úmido do que atualmente. Sem embargo, as condições foram se modificando ao fim do paleolítico; o Nilo foi tomando seu curso atual e o deserto invadiu lentamente as regiões limítrofes, favorecendo a concentração da vida humana ao largo do fértil vale do rio.

Na época neolítica, lá por volta de 10.000 anos a.C., já viviam no país dois povos muito distintos de diversa origem: um, de raça africana, proveniente do centro da África; e outra de raça mediterrânea, este chegado desde a Ásia central. Também se crê que um terceiro grupo havia se estabelecido ali, procedente da legendária Atlântida e chegado ao vale do Nilo passando pela Líbia. Foi assim como se formaram dois grupos de civilização: o primeiro se deteve ao norte do país, na região do Delta, fundando a primeira aglomeração urbana, Merinda; o segundo se estabelecendo ao sul e tendo Tasa como capital do distrito.

O povo egípcio, pois, já dividido em dois grupos desde aquela longínqua época e apesar de sucessiva unificação do país permaneceu sempre o sentido de divisão do seu território em razão dos que haviam chegado e vivido no Alto e Baixo Egito.

Este era o alvorecer de sua civilização, época em que os Egípcios chamaram de “O Tempo de Deus”, em que o Rei Osíris ocupava o trono do Egito.

O primeiro reinado do primeiro rei egípcio está documentado por um conjunto de inscrições chegadas até nossos dias com o nome de Texto das Pirâmides. Segundo a lenda, foi o próprio Osíris quem realizou a primeira unificação dos grupos étnicos; porém esta foi de curta duração, pois há que se chegar a aproximadamente 3.200 anos a.C. para se falar de história egípcia.

UNIÃO DO ALTO E BAIXO EGITO

A história com o rei Narmere, identificado por alguns como o mítico rei Menes, que foi o unificador dos dois reinos e fundou a primeira das trinta e uma Dinastias que se sucederam no trono egípcio até 332 a.C. ano da conquista de Alexandre Magno.

“É um esmagador de cabeças… não conhece indulgência”. É isto o que se lê do rei Narmer em uma antiga inscrição, e é o seu terrível conceito que está representado na célebre “paleta de Narmer”, um pedaço de pedra de 74 cm de altura, datada de mais ou menos 3.100 a.C. encontrada em Hierakompolis (antiga Nekheb, hoje El-Kab), a cidade sagrada do reino pré-histórico do Alto Egito. Em uma face da “paleta” aparece o rei com a coroa cônica do Alto Egito, trazendo em uma mãos, pelos cabelos, o inimigo já prostrado e empunhando uma clava na outra. Na outra face da pedra é representado com a coroa do Baixo Egito, frente a uma multidão de inimigos decapitados.

Três eram os significados das coroas, símbolos da realeza: a branca simbolizava o Norte, a vermelha o Sul e a dupla coroa formada pelas anteriores, que simbolizava a unidade do reino. Assim como, o abutre era o símbolo do Alto Egito e a cobra do Baixo Egito.

O IMPÉRIO ANTIGO

O Império Antigo, que começava por volta de 3200 a.C., é considerada por muitos como o período mais feliz de toda a história egípcia. É também chamado Império Menfita, pois a capital foi transferida de Abidos para Menfis, nome grego de Menefert, capital do primeiro período da história egípcia é quando foram criadas as primeiras leis civis e religiosas, se fixaram os cânones artísticos e nasceu a escritura. O Faraó mais importante daquele tempo foi Zoser, fundador da III Dinastia, e a ele se deve a construção do primeiro grande monumento de pedra do Egito, a pirâmide escalonada de Saqqarah. Foi ele também quem pela primeira vez nomeou um Ministro para que lhe ajudasse na administração do seu reino, sempre mais difícil e complexa.

Ademais, Zoser levou a cabo várias expedições militares contra a Núbia, além da primeira catarata, atingindo o Sinai.

A V Dinastia tornou este nome e “Heliopolitana” por haver-se originado em Heliópolis, e também porque, segundo a lenda, seus três primeiros Faraós foram concebidos pela mulher de um sacerdote do deus Ra, por obra do mesmo deus. É a partir daquele tempos que todos os Faraós tornaram o nome de “Filhos de Ra”.

Os Textos das Pirâmides datam daquele período, em que se realizaram expedições militares que se internaram pelos territórios da Ásia e Líbia. A personalidade mais notável da VI e última Dinastia do Império Antigo é a de Pepi II, cujo reinado foi o mais longo de toda a história do Egito: subiu ao trono com a idade de seis anos e o ocupou por noventa e quatro anos. Porém, o poder central ia debilitando-se e dispersou-se nas mãos dos monarcas (príncipes feudais) que o transmitiam de um a outro sem que o Faraó pudesse intervir ou opor-se.

Começa então o primeiro período intermediário, é uma época longa, obscura e agitada, em que o Egito é atormentado pela anarquia e pela desordem social.

Estende-se este período desde a VII Dinastia (entre 2180 a.C.) até a XI Dinastia (cerca de 2130 a.C.).

O IMPÉRIO MÉDIO

O Império Médio começa por volta de 2060 a.C. ao final do XI Dinastia. Buscando apoio na classe acomodada, o Faraó Mentuhotep I logrou restabelecer seu poder sobre o Baixo Egito. Durante o reinado de seus sucessores, Mentuhotep II e Mentuhotep III, tomam maior impulsos o tráfico, se abre uma via comercial na bacia do Mar vermelho e prossegue a política de expansão na Núbia. Por volta do ano 2000 a.C. tem começo a XII Dinastia, uma das mais célebres e maiores da história Egípcia. Seu fundador, Amenemhet, intensifica o culto a Amón, a quem eleva ao mais alto grau das divindades. É um administrador de grande habilidade e abaixo de sua autoridade o Egito conhece um novo período de prosperidade. Na política exterior Amenemhet leva as fronteiras do Egito ao próprio coração da Núbia chegando até Korosko, e trava batalha contra os povos líbicos. Sucede-lhe seu filho Sesostris I, que se apodera das minas de ouro da Uadi Allaki. A fim de assegurar a continuidade da Dinastia associa o trono a seu filho maior, e este é um exemplo que todos os seus sucessores seguiram.

Restou pouca documentação a respeito do reinado de Amenemhet II e de Sesostris II, seus sucessores. Sabe-se, sem dúvidas, que mantiveram relações comerciais com a Fenícia e sanearam a região de Fayum, local onde o Faraó Amenemhet III haveria de construir mais tarde um luxuoso palácio, tão complexo que os Gregos se referiram ao mesmo como “el Labirinto”. Seu sucessor, Sesostris III foi um dos soberanos mais gloriosos do Egito. Levou a cabo quatro expedições militares contra a Núbia, colonizando-a definitivamente. Avançou até a Palestina e mandou edificar fortalezas nas suas fronteiras com o Sudão. Naquela mesma época a vida cultural floresceu notavelmente, com a criação de obras célebres como o Livro das duas Vias e os Preceitos de Amenemhet.

A XII Dinastia põe fim ao Império Médio, dando começo ao segundo período intermediário o qual, ainda hoje, é o menos conhecido e o mais duvidoso entre os períodos históricos do antigo Egito. É um período dominado por invasão de povos estrangeiros de raça semítica procedentes do Oriente. O sacerdote Manetón de Sebenitos, que escreveu em grego uma história do feitos memoráveis do Egito, os chama de Hiksos, que é uma deformação da palavra egípcia “Hekas”khasut, ou seja “povos estrangeiros”. Este invadiu as férteis planícies do Delta e fortaleceram Avaris, da qual fizeram sua Capital. A vitória dos Hiksos sobre os Egípcio deve ter sido muito fácil, não só porque encontraram um governo já vacilante, mas também porque dispunham potência militar muito superior à Egípcia: empregaram, como efeito, armas de ferro e carros de guerra puxados por cavalos, coisa que os egípcios desconheciam completamente. Os kiksos ocuparam o Egito por volta de um século. Por fim, alguns príncipes Tebanos, aliados com outras Dinastias do Alto Egito, lograram derrotar ao exército dos invasores. A guerra de reconquista e liberação do país terminou por volta de 1622 a.C. por Ahmés, o fundador da XVIII Dinastia, que expulsou os inimigos até o sul da Palestina e logo reuniu todo o Egito sob seu cetro.

O NOVO IMPÉRIO

O Novo Império começa por volta de 1580 a.C. e marca o triunfo do reino egípcio sobre o mundo até então conhecido: é um período de poderio militar, não mais fundado em uma política de defesa e sim de conquistas, e de máximo esplendor artístico e cultural.

A Capital de então é Tebas e os Sacerdotes do deus Amón tem sempre maior influência.

Os sucessores imediatos de Ahmés, e de Tutmosis I e Tutmosis II, se dedicam ante todas as conquistas e expedições militares. Distinta é a atitude assumida pela rainha Hatsepsut, que se proclama regente depois de alijar a seu sobrinho Tutmosis III e reina por vinte e dois anos, caracteristicamente utilizando a barba que sempre caracteriza o Faraó e vestindo-se com trajes de homem. Tranqüilo no campo militar, o reinado de Hatsepsut é fervoroso no campo artístico: foi ele, por exemplo, quem mandou edificar a linda obra de arquitetura que é o conjunto funerário de Deir-el-Bahari. Com a sua morte, Tutmosis III recupera o trono, e logo que o assume, como vingança por haver sido destituído outrora, manda raspar de todos os monumentos o nome da usurpadora, a rainha que reinava como faraó, Hatsepsut, e reina por 34 anos.

Sob sua autoridade o Egito vive uma de suas épocas de maior esplendor. Com dezessete expedições militares na Ásia, derrota definitivamente aos Militares. Ficaram marcadas na história suas célebres vitórias: Kadesh, Meggiedo, Karkhemish. Agora, o Império Egípcio compreende também as Ilhas de Creta, o Chipre e o grupo das Cícladas. Ao fim do seu reinado Tutmosis III alarga as fronteiras do Egito até a quarta catarata do Nilo, estendendo assim o seu território desde Napata, em Núbia (atualmente Yebel Berkal) até o rio Eufrates.

Seus sucessores imediatos se limitam a manter essa situação: em 1372 a.C. sobe ao trono Amenofis IV, que haveria de passar à história não só como rei-poeta, mas também com o rei herético.

Amedrontado pelo clero de Amón, que havia criado quase um estado dentro do próprio estado, o Faraó funde a religião de Amón com a de Atón, o disco solar. Fecha todos os templos e dispersa os Sacerdotes, abandonando Tebas e fundando uma nova Capital, Akhenatón (“o horizonte de Atón”), a atual Tell-al-Amarna. Como último ato, troca seu próprio nome: de não mais Amenofis, que significa “Amón está contente’, para Akhenatón, ou seja “isto é do agrado de Atón”. Não sobrevivendo por muito tempo ao cisma, a coroa de Faraó a coroa passou para o muito jovem Tutankatón, o qual, sob a influência da formosíssima Nefertini, esposa-irmã de Akhenatón, fez voltar a capital do império para Tebas, restabeleceu o culto a Amon e trocou o seu nome para Tutancamón. Este rei, morto misteriosamente aos dezoito anos de idade, haveria de passar para a história em razão do memorável achado de sua tumba e todo o tesouro que continua pelo inglês Howard Carter em 1922.

Sem embargo, ao tempo em que o Egito vai novamente mergulhando mais uma vez na anarquia, o poder passa agora para as mãos dos militares, de Horemheb a Ramsés I ( este um militar profissional ), depois a Seti I, que reativa a política de conquistas no Oriente, e por fim alí, apelidado “O Grande”, o qual se dedica com todo empenho a guerrear contra os Hititas. Enfrenta-lhes Kadesh, em uma épica batalha cujo êxito até hoje é incerto.
Nos setenta e sete anos de seu reinado o Faraó Ramsés quis expressar toda sua potência em monumentos colossais, e assim construiu os templos de Abú Simbel, Karnak, Luxor.
Com a sua morte, um de seus mais de noventa filhos, Mineptah lhe sucedeu com ele tem começo a lenta, porém inexorável, decadência do Império Egípcio: a anarquia interior e a chegada dos povos indo-europeus ao final do segundo milênio à Líbia, Ásia e toda a área do mediterrâneo, puseram fim ao já precário equilíbrio interno do Império.

O terceiro período intermediário começa em 1085 a.C. com o advento da XXI Dinastia e o traslado da Capital do Império para Tânis. Em seguida o poder passa as Dinastias Líbicas e mais tarde Etiópicas, sendo a capital novamente mudada para Napata, no Sudão. Depois, chega a Dinastia Saíta e das dominações persas. É em 524 a.C., sob o reinado do Faraó Psamético, durante a XXVII Dinastia, que os Persas sob o comando do rei Cambises, na batalha de Pelusa, conquistam o Egito pela primeira vez e põe fim definitivamente a independência do povo egípcio. A partir do ano 332 a.C. e pelos séculos seguintes os egípcios seriam dominados pelos gregos, isto tendo seu início com a conquista por Alexandre Magno, que, praticamente não tendo encontrado resistência, curiosamente seria acolhido no Egito como um libertador e chamado pelo oráculo de Luxor de “filho de Rá”. Alexandre Magno fundou a cidade de Alexandria (local onde foi sepultado em 323 a.C.), cidade esta que chegou rapidamente a ser o centro cultural de todo o mundo antigo. Com a morte prematura de Alexandre Magno (que depois de suas grandes conquistas, de volta a Susa desposou a filha de Dario III e começou a preparar uma nova campanha, provavelmente contra Cartago, na África do Norte, porém, acometido por uma febre violenta, morreu na Babilônia em 323 a.C., aos 33 anos de idade e do qual sabe-se que tinha uma personalidade complexa, considerando-se, por parte de sua mãe, Olímpia, descendente de Aquiles, e por parte do pai, de Hércules. Em suma, considerava-se um deus em potencial e, como os heróis, predestinado a grandes feitos).

Depois de sua morte o Egito agonizante, já sofrendo a descaracterização de sua verdadeira gente e cultura original é governado pela Dinastia Ptolomaica (os Lagidas), com o que se começa o processo de helenização do país.

Nos dois séculos que antecedem a vinda de Jesus Cristo ocorre a conquista e debilitação progressiva do país frente ao astro nascente de Roma, sob cujo domínio colonizador cai logo o Egito.

Por fim, em 395 de nossa era, com a morte de Teodósio, o Egito se transforma em uma província do Império Oriente.

Para nós, dos tempos atuais, sobraram as ruínas a serem visitadas.

http://www.samauma.com.br/portal/conteudo/opiniao/g00211egitohistoria.htm

Paulo Victor de Oliveira Batista

CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

33. Maria Albina Fernandes Batista - fevereiro 4, 2007

HISTÓRIA ANTIGA

EGITO

OBJETIVO: esta lição abordará sobre os costumes, a vida tanto política como religiosa dos egípcios. Como surgiram. Que contribuições esta civilização trouxe para a humanidade, como ela se destacou na época. Será observado também como esta nação conseguiu superar as dificuldades para sobreviver em meio ao deserto. E como o rio Nilo foi de grande ajuda para a agricultura e as construções hidráulicas.

CIVILIZAÇÃO EGIPCIA

ORIGEM

Esta civilização teve início por volta de 4.000 a.C., e desenvolveu-se no nordeste da África. Quando falamos em África, já vem a mente um lugar quente e muito quente, mesmo assim a região onde a civilização egípcia se instalou apresentava fatores naturais para a sobrevivência do homem. Como:

Rio Nilo- que fornecia água necessária para à vida e a agricultura.
Solos férteis- com as freqüentes cheias do rio Nilo, era depositado no solo uma rica e prática camada de húmus nas margens do rio que fertilizava o solo.
Com tudo isso não era de se esperar que o Egito tenha sido uma das civilizações que se destacou como sendo uma das mais grandiosas e que durou por mais tempo.
Teve muitas obras hidráulicas como: canais e diques. Que foram fundamentais para agricultura.

Com tantas coisas a seu favor o Egito foi chamado pelo historiador Heródoto de: “a dádiva do rio Nilo”.

Logo , esse quadro ajudou no surgimento das primeiras aldeias , chamadas de nomos,povo autônomo que vivia da agricultura rudimentar, chefiado pelos nomarcas.

POLÍTICA

Com o crescimento da população e do aprimoramento da agricultura, foi possível o surgimento de cidades. Nelas , começa a ter o aperfeiçoamento das técnicas agrícolas, e para unir forças para as construções hidráulicas foi necessário a reunião de vários nomos, dando origem a dois reinados: Alto Egito, ao sul do Nilo; e o Baixo Egito, ao norte.

Mas em 3200 a.C., Menés, rei do Alto Egito impôs a unificação dos dois reinados e tornou-se o primeiro faraó comandando 42 nomos. Com isso os nomos se tornaram representantes do poder central nos nomos, em nossos dias poderiam ser considerados como prefeitos ou governadores.

A vida política dessa civilização é dividida em:

período pré-dinástico: abrange o início das primeiras comunidades até a primeira dinastia dos faraós.
período dinástico: são as fases principais da política egípcia,o Antigo Império,Médio Império e Alto império. Foi nesse período que ocorreu a construção das pirâmides, o crescimento territorial e econômico além de sua expansão militar.
Vamos detalhar esse período dinástico.

PERÍODO DINÁSTICO(3200-1085a.C.)

ANTIGO IMPÉRIO(3200 a.C.-2300 a.C.)

Depois da união estabelecida por Menés, a capital do Egito passou a ser a cidade de Tinis, e depois foi mudada para Mênfis, hoje Cairo.

Os faraós tinham poderes políticos, militares, religiosos e administrativos. A maior parte da população trabalhava na agricultura, mas também era convocada para os trabalhos nas obras arquitetônicas e hidráulicas . como exemplo:as pirâmides, os túmulos dos faraós e suas famílias. Destacando-se os faraós: Quéops,Quéfren e Miquerinos, ambos da IV dinastia que fizeram as pirâmides de Gizé. também a pirâmide de Quéops tem mais de 60mil quadrados e tem mais de 6 milhões de toneladas de pedras, tendo 145 metros de altura. A duração de sua construção foi de quase 20 anos, com um recrutamento de 100 mil homens em rodízio de três meses.

Por volta de 2300 a.C. as revoltas lideradas pelos nomarcas começam a surgir e isso vai enfraquecendo a autoridade do império central e ao mesmo tempo fortalecendo o poder dos monarcas, tendo assim a descentralização do poder central , conhecido como período feudal egípcio. Mas com tantos comandantes, as lutas aumentaram e isso afetou a produção que ficou desorganizada. E a sociedade viveu um período de guerra civil.

MÉDIO IMPÉRIO(2000 a.C.- 1580 a.C.)

Os representantes nobres conseguiram acabar com as revoltas. A capital foi transferida para Tebas e os novos faraós abriram um novo período de propriedade colocando a sociedade em vassalagem geral. nesta fase o Egito consegue atingir a estabilidade política e econômica. Há também o florescimento artístico , onde ocorre a expansão do território. como a conquista da Núbia, que era rica em ouro. Mas com os levantes dos nobres que queriam maior autonomia junto com as rebeliões camponesas que viviam na pobreza, o poder central mais uma vez foi abalado. Para piorar a situação, as invasões estrangeiras estavam fazendo muitos estragos, principalmente os hicsos(asiáticos) estes tinham vantagem militar sobre os egípcios, por isso não foi difícil dominá-los. Eles dominaram a região norte e estabeleceram a capital em Ávaris.

Permaneceram por 170 anos aproximadamente.

NOVO IMPÉRIO( 1580 a.C.- 525 a.C.)

Depois da dominação pelos hicsos, a nobreza tebana conseguiu unir forças e restaurar a unidade política do Egito e expulsar os invasores. Foram liderados por Amósis I. esse novo império tratou de ampliar e fortalecer suas fronteiras, com destaques para os faraós: Tutmés III, Ramsés II e Amenófis IV.

Vejamos um pouco mais sobres eles.

TUTMÉS III- este teve a maior expansão territorial,com isso tornou-se o primeiro império mundial. Tinha uma grande força militar, com infantaria, bem equipada, além de cavalaria e carros.
AMENÓFIS IV- provocou uma revolução religiosa e por isso ficou conhecido como “rei herético”, pois tentou por fim ao culto a diversos deuses. Porque para ele isso era ultrapassado e conservador além dos sacerdotes terem amplos poderes, que ameaçavam a autoridade do governo. Por isso ele estabeleceu o culto a Aton( círculo solar) e com isso confiscou os bens dos sacerdotes e excluiu os demais deuses. mas como Amenófis não teve herdeiro masculino, era apenas uma questão de tempo para o poder retornar aos sacerdotes.
RAMSÉS II- com ele também continuou as conquistas militares. por querer tanto exaltar o poder , este rei governou por mais de 70 anos.
No novo império além de conquistas militares, as manifestações culturais se desenvolveram, principalmente a religiosa. Isto é evidenciado nos templos dedicados aos vários deuses. Muitos dos quais tiveram o início de suas construções no médio império.

DECADÊNCIA DO EGITO

Depois do século XII a.C., o Egito sofre várias e sucessivas invasões. Por exemplo foram conquistados pelos assírios, por 8 anos. Depois de se libertarem deles , o Egito teve uma fase de auge, onde houve recuperação econômica e cultural, chamada de renascença saíta por ter sido impulsionada pelos nobres de Sais. Mas não durou muito tempo, em 525 a.C. os persas conquistam o Egito e quase duzentos anos a frente, os macedônios, sob o comando de Alexandre derrotam os persas. E em 30 a.C., o Egito cai nas mãos dos romanos.

SOCIEDADE

Havia diferentes camadas sociais, organizadas em castas hereditárias. Podemos representar em uma pirâmide , veja:

pela pirâmide já temos uma base de como era a sociedade, mas vamos entender cada detalhe dessa pirâmide.

DOMINANTES

faraó e família- este ficava acima de todos, por isso ocupa o topo da pirâmide.
sacerdotes- senhores das crenças e dos cultos,presidiam as cerimônias e administravam o patrimônio dos templos, além de desfrutar da riqueza que vinha das ofertas do povo.
escribas- trabalhavam na administração. Sabiam ler, contar e escrever. serviam também como fiscais, e organizadores de leis.
DOMINADOS

artesãos- trabalham na cidade em várias funções desde barbeiros até tecelões, ceramistas. Também trabalhavam na construção de templos. Viviam na pobreza.
felás- camponeses,a maioria da população, viviam em miséria,
escravos- presos de guerra. trabalhavam em serviço pesado. embora vivessem em condições precárias ainda tinham alguns direitos civis, como casar com alguém livres ter bens e outros.
ECONOMIA

As principais atividades econômicas foram :

agricultura: cultivo de trigo, linho e papiro.
Criação de animais: criação de bois, carneiros, cabras aves. Depois da invasão dos hicsos, teve a criação de cavalos.
Comércio exterior: exportação de trigo , linho e cerâmicas para a Fenícia, Creta e Palestina e importação de marfim e peles de animais.
CULTURA

A grande influência que a cultura egípcia recebeu foi na religião.

Eles eram politeístas e suas cerimônias eram patrocinadas pelo estado e também realizadas pelo povo.

No culto patrocinado pelo estado, o destaque era para o deus AMON-RÁ ( união do deus sol e deus protetor de tebas).

Já no culto popular, a devoção maior era para OSÍRIS( deus da vegetação, e dos mortos), ÍSIS( deusa irmã e esposa de Osíris)e HÓRUS ( filho de Ísis e Osíris).

Por acreditarem na imortalidade da alma, eles preservavam o corpo dos mortos por meio da mumificação. junto com o corpo, colocava-se alimentos, roupas jóias e um exemplar do Livro dos Mortos, para serem usados na vida após a morte.

Na arquitetura , o destaque fica a cargo das pirâmides. Que para não deixar as coisas tão fáceis para os saqueadores , tinham no seu interior um verdadeiro labirinto.

Na ciência, os egípcios se destacaram por desenvolver o saber científico:

química: manipulação de diversas substâncias para a fabricação de remédios.
matemática: ocorre o desenvolvimento da álgebra e geometria, devido ,as transações comerciais, exigindo assim a padronização de pesos e medidas.
astronomia: por usarem as estrelas para a navegação e atividades agrícolas, fizeram mapas do céu , agrupando e enumerando as estrelas.
medicina: a mumificação deu origem ao estudo do corpo humano.

http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/adrienearaujo/historia005.asp

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

34. nini - fevereiro 25, 2007

por que vc pois isto aqui????????????????????

35. marcos de barros silva - agosto 14, 2007

mestre, admirado pelo estudo que desenvolves, pediria orientação adequada para um trabalho acerca da simbologia TRIPONTO, afim de que possa expôr a meus irmãos.

Rui Barbosa, Aprediz
Loja 9 Dez – Gde Oriente da Paraíba

36. taynara - agosto 31, 2007

eu queria saber sobre os comfritos do parlamento???e o q foi a questão sa investidura?

37. celso castilho ruiz - outubro 13, 2007

nao estou achando materia ,sobre o avental do grau 27,se tiver alguma materia peco ao irmao que mi envie esse materia,ficarei muito grato ate

38. celso castilho ruiz - outubro 13, 2007
39. winicius nery - novembro 15, 2007

nao estou achando materia sobre o resumo do livro rei artur

40. diogo salles lima - abril 7, 2008

Eu queria saber sobre a localização,mapa,rio-nilo,húmus e papiro do antigo egito

41. bianca rosa de freitas souza - maio 4, 2008

adorei seu texto!!!
fasa mais textos assin para eu poder ler???
SENHOR
adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

42. Marco Antonio - julho 22, 2008

Desculpe-me por ser intruso, já perguntei diversas pessoas que achei que poderia ou soubesse me responder uma simples pergunta. Muitos zombaram de mim e até agora não consegui uma resposta. desde os meus 14 anos de idade coloco sem querer ,(automático), o Tri ponto no final da minha rubrica. Muitas pessoas me perguntam o que significa, simplesmente respondo que sempre assinei assim e não sei o por que.
Queria que por gentileza uma explicação que me satisfaça.
Desde já agradeço e aguardo uma resposta. Obrigado.

43. LUCIANA ALVES - abril 15, 2009

ESTOU PARTICIPANDO DE UM CONCURSO NA FACULDADE AEMBI MORUMBI E EU E MINHA AMIGA VAMOS FAZER UMA HOMENAGEM A PADRE DOM PEDRO 1VAI SER UM COCURSO DE COMIDA VC PODE ME AJUDAR

44. Adolfo Berditchevsky - setembro 24, 2009

Perdoe-me fugir do assunto em pauta.
Ao pesquisar sobre tres lideres politicos,Anuar Sadat,Menahem Begin e Jimmy Carter,entrei nesse excelente blog.
Sera que conseguirei ajuda de voces?
li mas nao sei mais onde encontrar que:
Sadat,Begin e Carter,tendo pertencidos `a Ordem Maconica,em seus paises de origem,sentiram-se influenciados e ,talvez, ate obrigados em fazer a paz entre Egito e Israel.
Quem souber a fonte para essa pesquisa,agradeco antecipadamente.

45. Marcia - novembro 29, 2009

Bem interessante os artigos http://www.chamdicinal.com.br

46. tantFreethy - fevereiro 14, 2010

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47. desii - março 2, 2010

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sobre o significado esotérico do Mosaico.

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