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Paulo Victor janeiro 6, 2007

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Paulo Victor de Olveira Batista
Coordenador do Blog

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1. paulovictor - janeiro 6, 2007

CURRÍCULO MAÇÔNICO DE PAULO VICTOR DE OLIVEIRA BATISTA

1 – DADOS GERAIS

-Iniciação: 01/08/1980 – ARLS “Estrela Vicentina” – 1261, GOB-SP
-Rito: Moderno
-Cadastro Geral GOB n.º 129.851 (CIM)
-Identidade Maçônica Escocesa n.º (IME)
-Filiado a ARLS L’Aquila Romana n.º 3365, Or São Paulo, Capital, de .

2 – GRAUS

-Aprendiz – 01/08/1980 – ARLS “Estrela Vicentina” – 1261, GOB SP
-Companheiro – 23/03/1981 – ARLS “Estrela Vicentina” – 1261, GOB SP
-Mestre – 18/05/1981 – ARLS “Estrela Vicentina” – 1261, GOB Dipl. Reg. N.º .

3 – CARGOS EM LOJAS SIMBÓLICAS
1º Vig. Estrela Vicentina Adoc
2º Vig. Estrela Vicentina Adoc
Hospitaleiro Estrela Vicentina Adoc

4 – CARGOS NO FILOSOFISMO

5 – CARGOS NO PODER LEGISLATIVO

6 – CARGOS NO PODER EXECUTIVO

7 – MEDALHAS E COMENDAS

8 – MEDALHAS E COMENDAS PROFANAS

9 – FILANTROPIA MAÇONICA

10 – TRABALHOS EM PROL DA MAÇONARIA

11 – ALGUMAS VISITAS A LOJAS
GOB –
GLESP –

Paulo Victor de Oliveira Batista (MM – 03º Grau – CIM 129851)
São Paulo – Capital – Brasil – Outubro de 2006
AM 01/08/1980 – CM 23/02/1981 – MM 18/05/1981

2. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 12, 2007

Caros amigos vicentinos,

Nos últimos anos São Vicente tem resgatado sua auto-estima, muito foi feito, mas há muito que fazer. As administrações anteriores ao atual ciclo político não foram felizes em suas administrações, não conservaram a cidade como histórica, tampouco como uma cidade moderna. Parabéns ciclo atual da administração vicentina, pois a mesma além te resgatar nossa história (exemplo a vila de São Vicente e igreja Matriz), tem dado atenção para que além de histórica seja também moderna,mas acho que tem que avançar mais em resgastes históricos, não sendo possíveis os locais originais, que façam réplicas onde for possível. As apresentações da fundação da Vila de São Vicente tem sido um primor, creio ao menos três apresentações anuais de momentos históricos seria também de grande valor cultural e turístico.

São Vicente além de primeira cidade do Brasil será a melhor.

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
http://www.virtuatradecenter.com.br

3. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 13, 2007

JURAMENTO

Juro a mim mesmo…
A partir de Hoje, não mais lamentarei o dia de ontem.
Ele está no passado e o passado nunca mudará.
Só eu posso mudar, se essa for a minha escolha.

A partir de Hoje, não mais me preocuparei com o amanhã.
O amanhã sempre estará lá esperando por mim, para torna-lo o melhor possível.
Mas não posso fazer o melhor pelo amanhã, sem fazer o melhor Hoje.

A partir de Hoje, eu olharei no espelho e verei algo valioso e merecedor do meu respeito e admiração.
Alguém com que gosto de passar minhas horas e a quem conseguirei conhecer melhor.

A partir de Hoje, eu tratarei com carinho cada dia da minha vida.
Eu valorizarei o presente e o partilharei sem egoísmo com meus semelhantes.

A partir de Hoje, observarei a minha caminhada e superarei desgostos se houver tropeços.
Eu enfrentarei desafios com coragem e determinação.
Eu superarei barreiras que tentem impedir minha busca pelo crescimento e automelhoramento.

A partir de Hoje, eu viverei a vida um dia de cada vez, e dando um passo de cada vez.

A partir de Hoje, eu terei renovada fé na raça humana, desprezarei o que de mal já aconteceu e passou.
Eu acreditarei que há esperança de um brilhante futuro.

A partir de Hoje, eu abrirei minha alma e meu coração.
Darei boa vinda a novas experiências e gostarei de conversar com as pessoas.
Eu não pretenderei ser perfeito, nem exigirei que os outros o sejam, pois perfeição não existe neste mundo.

Eu aplaudirei as tentativas de fortalecimento do lado fraco da natureza humana.
A partir de Hoje, eu sou responsável pela minha felicidade, e não medirei esforço para manter-me feliz.

Olharei as maravilhas da natureza, escutarei as minhas canções favoritas, terei um bichinho de estimação.
Tomarei banhos reconfortantes e encontrarei prazer nos mais variados e simples gestos.

A partir de Hoje, eu sempre aprenderei algo novo, experimentarei coisas diferentes,
saborearei tudo que a vida tem a oferecer.
Eu mudarei o que quiser e puder mudar. O restante, deixarei simplesmente passar.

Eu agradecerei por tudo que tenho de melhor, por ser alguém que pode ser melhor, pois Agora sei que isto será possível.

Juro ainda sorrir e sempre estar sorrindo.
A partir de Hoje e para sempre.
Juro a mim mesmo!!!

JURAMENTO (autor desconhecido)
(Mensagem lida dia 12/4/2003 na ARLS “L’Aquila Romana” pelo Ir.’. Sebastião Edison Cinelli).

4. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 13, 2007

O legado de João da Posse na Câmara Municipal

meu grifo( nada se cria, tudo se copia, Chacrinha)

Ele ‘aparece’ justamente na Câmara Municipal do Rio: o português João da Posse, nomeado por Estácio de Sá.

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) está de mudança para uma nova sede, que, segundo os vereadores, é mais ampla e moderna. Da mesma forma como ocorre nas mudanças feitas na casa de qualquer pessoa, é preciso arrumar tudo aquilo que será útil no novo endereço. Daí a necessidade de abrir armários empoeirados, entrar nos porões escuros e, até, revirar o sótão cheio de quinquilharias. Ao fazer um processo muito semelhante ao descrito anteriormente, o presidente da Casa, vereador Leonel Feitoza, deparou-se com indícios da existência de alguns ectoplasmas no antigo prédio. Trata-se, de acordo com o dirigente, de funcionários fantasmas, ou seja, servidores efetivos que drenam os cofres públicos sem trabalhar.

Não se pode qualificar a descoberta do vereador como ‘novidade’, já que o Brasil vem sofrendo com essas ‘entidades’ desde o Império. As câmaras municipais vêm da época da colonização do País. Competia, naquela época, aos vereadores taxar os ganhos dos artífices, baixar posturas, determinar a conservação de logradouros, estabelecer jornadas de trabalho e julgar as injúrias verbais e pequenos furtos. Ao criar uma vila na Colônia, os portugueses logo construíam o Pelourinho – marco da vila – e convocavam os ‘homens bons’ para elegerem os vereadores. A primeira localidade formada nesses moldes administrativos foi a Vila de São Vicente (SP), em 1532. Conforme as dimensões do município, a legislatura era formada por dois, três ou quatro vereadores e um ou dois juízes ordinários. Serviam a ela um procurador, um tesoureiro, um distribuidor e vários escrivões e tabeliães.

Desde aquela época, os vereadores tinham pouca produtividade e viviam protelando as decisões. Por força disso, o povo dizia que eles não trabalhavam, apenas ficavam ali para ‘fazer cera’ (ganhar seu pagamento), dando origem a esta expressão, ainda muito usada. Dentro deste ambiente ‘propício’ à dedicação aos afazeres públicos, surge o primeiro funcionário fantasma de que se tem registro no Brasil. Ele ‘aparece’ justamente na Câmara Municipal do Rio: o português João da Posse, nomeado por Estácio de Sá. Contratado três anos antes da realização da primeira eleição, ele ficou todo este tempo recebendo sem prestar qualquer serviço à população carioca.

Coisa do passado? Não! Como vimos nas declarações do presidente da CMM em pleno século XXI, tudo indica que os descendentes de João da Posse migraram do litoral brasileiro até chegar à cidade de São José do Rio Negro, hoje Manaus. A novidade nesta história, seria por fim a esta ‘linhagem’ maldita e fazer os ‘fantasmas’ devolverem aos cofres públicos o que receberam do povo sem lhe prestar qualquer serviço em troca.

5. paulovictor - janeiro 25, 2007

Medievalista e erudito da maçonaria que deixa uma vasta obra histórica

Maçon convicto

Medievalista e erudito da maçonaria que deixa uma vasta obra histórica

Grande medievalista, maçon convicto e historiador que deixa marcas na comunidade científica com dezenas de obras, António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques não resistiu terça-feira a problemas do coração, acabando por falecer num hospital de Lisboa, aos 73 anos. O funeral realiza-se hoje no Cemitério dos Prazeres, às 14.00.

É um nome mais do que conhecido no mundo académico, nacional e internacional (também pela sua erudição sobre a maçonaria). Mas pessoalmente mostrava-se muito reservado. O jornalista António Valdemar, que o conheceu durante 40 anos, declarou ao DN que Oliveira Marques “era uma pessoa de convívio altamente rigoroso”, em que primava a discrição. “Só em circunstâncias muito especiais vinha a público. Era muito discreto, de grande afabilidade e correcção, mas que exigia contrapartida”, acentua o jornalista. E dele recorda “o bom gosto pelo ambiente e pela comida, como pessoa que sempre viveu muito bem, financeiramente confortável, mas sem o gosto do novo rico”.
Aos 40 anos entra na maçonaria, em que chegou a ser grão-mestre adjunto e grau 33 do Supremo Conselho, que manteve de 1991 a 1994.

“A partir daí Oliveira Marques entra para o Grande Conselho Maçónico, o órgão mais importante do Grande Oriente Lusitano. Ele teve sempre cargos muito importantes aqui dentro e manteve-se activo até ao fim”, especificou ao DN o grão-mestre António Reis. Oliveira Marques estava a trabalhar no seu último volume da História da Maçonaria em Portugal, que incidia sobre o período de 1926 até 1974. “Não teve tempo de o acabar, mas espero que outras pessoas levem essa tarefa a cabo”, observou António Reis.

Licenciado em 1956 em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Oliveira Marques segue no ano seguinte para a Alemanha, onde estagia em Würzburg. É em 1964 que inicia a sua carreira como docente universitário, mas parte para os EUA pouco depois, para leccionar em várias universidades, assim como dar conferências por todo o país – após ter apoiado a greve académica e de a ditadura lhe ter fechado as portas da universidade em Portugal, onde voltou em 1970.

A. H. de Oliveira Marques foi director da Biblioteca Nacional (1974/ 76). Em 1976, tomou posse do cargo de professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa. Foi condecorado em 1998 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo então presidente Jorge Sampaio, que ontem relembrou à agência Lusa as suas “vivas recordações” do assistente na Faculdade de Letras em 1961/62.
Ao longo da sua vida, Oliveira Marques escreveu mais de 60 livros e contam-se em mais de um milhar os artigos em revistas, enciclopédias e dicionários. Deu conferências em várias universidades europeias, norte-americanas e brasileiras. Após o 25 de Abril assumiu posições no movimento iberista, e pediu a extinção da Academia das Ciências.

A História de Portugal foi o seu livro mais conhecido, com 13 edições e tradução em nove línguas. Ultimamente dirigia em parceria com Joel Serrão duas colecções de história portuguesa, respectivamente Nova História de Portugal e Nova História da Expansão Portuguesa, além da História dos Portugueses no Extremo Oriente. Escreveu também sobre a I República e o Estado Novo.

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

6. Paulo Victor de Oliveria Batista - janeiro 25, 2007

Espírito e Matéria

O que é absolutamente correto é que o espírito predomina sobre a matéria, pois qual seria a necessidade da matéria ganhar vida se por si só ela já é pura matéria. Sem duvidas essas duas forças tanto a matéria como a força espiritual funde-se em um ser através do masculino e feminino fazendo com que o espírito se materialize e desenvolva-se praticando as virtudes inerentes aos seres humanos, porém não é uma tarefa simples, pois os espíritos revestidos de matéria ficam sujeitos aos mais variados desvios de conduta que retardam e até mesmo regridem em sua espiritualidade, os avanços espirituais é uma continua busca no aprimoramento do ser é uma busca solitária cabe a cada um de forma individual verificar as setas indicativas que se apresentam no decorrer de sua existência refletir sobre elas e optar pelas melhores indicações, contudo não ficar em sua dependência, não se permitir a escravização de seus pensamentos de suas atitudes, ninguém compra virtudes, as virtudes são inerentes aos seres humanos, quem paga por virtudes não está sendo virtuoso, apenas enriquecendo os que menos virtudes tem.

Paulo Victor de Oliveira Batista
https://paulovictor.wordpress.com

7. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 25, 2007

Nenhuma ciência por ser temida por filósofos ou teólogos, pois todos os avanços científicos embora aparentemente contradizem os pensamentos filosóficos ou teológicos e estes por sua vez contradizem os científicos, ambos estão em contínua evolução até chegarem a ponto de se fundirem e tornarem-se um só, daí a necessidade da tolerância aos erros até que encontrem a verdade, quando a verdade for encontrada por ambos será um só.

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

8. Paulo Victor de Oliveira Batista - janeiro 25, 2007

Desde os idos do fim do Império Romano até perto da época do descobrimento do Brasil, esta é a chamada Idade Média. Classicamente o período medieval vai de 476, data da queda do Império Romano, até 1453, data da queda de Constantinopla. O início da Idade Média na Europa é considerado como o “período das trevas” por ter sido a época das grandes proibições. Infelizmente a criptologia também não escapou desta “recessão”. Muito do conhecimento sobre o assunto foi perdido porque era considerado magia negra ou bruxaria.

Nesta época, a contribuição árabe-islâmica foi significativa, principalmente com a invenção da criptanálise para a substituição monoalfabética. A denominação “Cifra”, “Chiffre”, “Ziffer”, etc, como também “zero”, utilizada em muitas línguas, vem da palavra árabe “sifr”, que significa “nulo”.

A Itália foi a primeira a acordar do pesadelo medieval, iniciando o movimento renascentista ao redor de 1300. Foi responsável pelos primeiros grandes avanços e, como não podia deixar de ser, também na criptografia. Veneza criou uma organização especializada em 1452, cujo único objetivo era lidar com os segredos, as cifras e as decifrações. Esta organização possuía três secretarias que quebravam e criavam cifras que eram usadas pelo governo.

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Substituição Simples e Criptoanálise

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718-786 al-Khalil, cujo nome completo era Abu Abd al-Rahman al-Khalil ibn Ahmad ibn Amr ibn Tammam al Farahidi al-Zadi al Yahmadi, escreveu o livro Kitab al Mu’amma (O livro das mensagens criptográficas), em grego, para o imperador bizantino. Infelizmente este livro foi perdido. Além disso, al-Khalil decifrou um criptograma bizantino muito antigo. Sua solução baseou-se no início do texto original, que ele supôs corretamente como sendo “Em nome de Deus” – modo comum de começar qualquer texto naquela época. Este método criptanalítico, conhecido como método da palavra provável, tornou-se padrão. Foi usado até na decifração de mensagens cifradas pela máquina Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial. (Pommerening)

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801-873 al-Kindi, cujo nome completo era Abu Yusuf Yaqub ibn Is-haq ibn as Sabbah ibn ‘omran ibn Ismail Al-Kindi, escreveu Risalah fi Istikhraj al Mu’amma (Escritos sobre a decifração de mensagens criptográficas). Este livro está conservado, sendo o mais antigo sobre criptologia. Nele, o autor faz análises de frequência, razão pela qual Al-Kindi pode ser considerado o bisavô da Matemática Estatística.

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855 Abu Bakr Ahmad ben Ali ben Wahshiyya an-Nabati publicou vários alfabetos cifrantes, os quais eram tradicionalmente usados para mágicas. (Kahn)

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século 1000 O Emirado Ghaznavida foi fundado por Sebük-Tigin, um governador de Ghazni, no Afeganistão. Revoltando-se contra o Emirado Samanida, ele estabeleceu um estado que controlava o Afeganistão, partes da Pérsia e do norte da Índia. O emirado existiu de 977 até 1186.
“Alguns documentos com textos cifrados do governo Ghaznavida na Pérsia conquistada sobrevivem e um cronista relata que altos oficiais recebiam cifras pessoais antes de serem enviados para ocupar novos postos. Mas a falta de continuidade dos estados islâmicos e a consequente falha em desenvolver um serviço civil e em criar embaixadas permanentes em outros países acabou por restringir o uso da criptografia.” (Kahn)

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1119-1311 O Templo era uma ordem de monges combatentes fundada em 1119 pelos cavaleiros Ugo dei Pagani e Geoffrey de Saint-Omer para proteger os peregrinos na Terra Santa. Logo após a fundação da ordem em Jerusalém, Balduíno II, imperador de Constantinopla, concedeu-lhe um palácio nas proximidades do templo de Salomão, donde se originou o nome Templários.
A ordem enriqueceu rapidamente graças a numerosas doações e se tornou uma organização internacional que, por muito tempo, teve uma influência notável, rivalizando com a do rei da França e a do próprio Papa. A organização cifrava suas letras de crédito utilizando um método próprio.
Em 1291, os templários foram obrigados a abandonar a Terra Santa, fugindo para a ilha de Chipre. Em 1311, a ordem dos templários foi dissolvida por Felipe, o belo. Em sérias dificuldades financeiras, Felipe mandou prender e torturar os templários, fazendo com que lhe entregassem suas riquezas. Um ano mais tarde, em 1312, um decreto do Concílio de Viena aboliu a ordem.

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1187-1229 Ibn DUNAINIR ou Ibrahim ibn Mohammad ibn Dunainir, é autor do livro redescoberto em 1987, Maqasid al-Fusul al-Mutarjamah an Hall at-Tarjamah (Explicações claras para a solução de mensagens secretas). O livro contém uma inovação importante: cifras algébricas, ou seja, a substituição de letras por números que podem ser transformados aritmeticamente. (Pommerening)

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1187-1268 Ibn ADLAN ou Afif ad-Din ibn Adlan ibn Hammad ibn Ali al-Mousili an-Nahwi al-Mutarjim, é autor do livro redescoberto em 1987, Al-Mu’allaf lil-Malik al-Ashraf (Escrito para o Rei al-Ashraf) com explicações detalhadas de criptoanálise. (Pommerening)

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1226 Em 1226, uma criptografia política discreta apareceu nos arquivos de Veneza, onde “pontos e cruzes substituíam as vogais em algumas palavras esparsas”. (Kahn)

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± 1250 O frade franciscano inglês Roger Bacon (1214-1294), conhecido como “Doctor mirabilis”, possuía vastos conhecimentos linguísticos, sobre física e as ciências naturais. Corrigiu o calendário Juliano, aperfeiçoou diversos instrumentos de ótica e antecipou várias invenções modernas, tais como máquinas a vapor, telescópios, microscópios, aeroplanos, etc. Descreveu sete métodos de cifras e escreveu: “Um homem é louco se escrever um segredo de qualquer outra forma que não seja a de o dissimular do vulgar.” (Kahn)

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anos 1300 `Abd al-Rahman Ibn Khaldun escreveu o Muqaddimah, um importante relato da história que cita o uso de “nomes de perfumes, frutas, pássaros ou flores para indicar letras, ou […] sobre formas diferentes das formas das letras aceitas” como um código usado entre escritórios militares e de controle de impostos. Ele também inclui uma referência à criptanálise, observando que “escritos conhecidos sobre o assunto estão em poder do povo”. (Kahn

Um site que merece sua visita
http://www.numaboa.com/content/view/316/100/

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

9. paulovictor - janeiro 25, 2007

Inteligências múltiplas

Você sabe desenvolver as suas?

Quem não leu ou não ouviu falar sobre a importância do auto-conhecimento para o crescimento pessoal, o futuro da carreira e o desenvolvimento das inteligências provavelmente ainda não conseguiu potencializá-los. Hoje, especialistas e publicações dos quatro cantos do mundo mantêm o assunto sempre em evidência. E não é para menos. Na Era do Conhecimento e do Talento, em que a inteligência se tornou o produto mais valioso do milênio, o diferencial de cada um desponta exatamente do reconhecimento das inteligências que predominam em si mesmo, da maneira como elas são usadas e a que resultados se consegue chegar através delas.

Peter Drucker, o guru da gestão, falecido em novembro de 2005, disse que nunca na história o ser humano teve tanto poder para decidir a própria vida. Mas ele também alertou para o fato de que, apesar disso, nenhuma escolha poderia ser boa se além de não estar preparada para ela a pessoa não soubesse o principal: quem realmente ela é e o que quer! Mais uma vez, aparece aí o auto-conhecimento como fundamental para o desenvolvimento das nossas inteligências.

O começo
A inteligência humana tem sido objeto de estudo, ao longo do tempo, por parte da medicina, psicologia, pedagogia, neurociência, filosofia, entre outras ciências, e por diversos especialistas. Alguns dos que mais influenciaram o curso das pesquisas realizadas até hoje foram Sigmund Freud, Jean Piaget, Howard Gardner e Daniel Goleman.

A idéia de que o ser humano possuía uma única inteligência, com a qual nascia e nada poderia fazer para mudá-la, caiu por terra na década de 80, quando Howard Gardner (psicólogo e um dos mais influentes pesquisadores da educação no mundo), da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou o caráter democrático das inteligências e mostrou que o ser humano não nascia apenas com uma, mas com várias delas. Assim, Gardner desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas.

Num primeiro momento, ele identificou sete inteligências: verbal-lingüística, lógico-matemática, corporal-cinestésica, musical, visual-espacial, intrapessoal e interpessoal. Anos mais tarde, incluiu outras duas: a naturalista e a espiritual-existencial.

Assim como ele, outros pesquisaram e estudaram profundamente o assunto, gerando avanços significativos sobre o melhor conhecimento da mente humana e ampliando o conceito da Teoria das Inteligências Múltiplas. Por isso, ouvimos falar de outras inteligências não citadas entre as nove descritas acima.

Peter Drucker falava de uma “inteligência comercial”, Daniel Goleman utilizou o termo Inteligência Emocional (que engloba as inteligências intrapessoal e interpessoal de Gardner), e que alguns também chamam de Inteligência Pessoal. O mais recente livro de Goleman trata da Inteligência Social. Já Danah Zohar e Ian Marshall são os autores de um livro que aborda outro tipo: a Inteligência Espiritual. Como todos esses termos se tornaram extremamente conhecidos, acabaram criando toda uma indústria de desenvolvimento com livros, DVDs, seminários, palestras, e envolvendo mais e mais pessoas em pesquisas sobre como estimular essas “habilidades” nelas mesmas e nos outros.

O que é inteligência
Gardner conceitua inteligência como a capacidade de resolvermos nossos problemas. A maneira como os resolvemos indica quais inteligências são mais acentuadas e predominantes. Todas as pessoas têm todas as inteligências, mas a intensidade de cada uma delas é diferenciada de pessoa para pessoa.

Para o professor e especialista em Inteligências e Cognição, Celso Antunes, inteligência é a capacidade de resolver problemas e de criar idéias ou produtos, e, principalmente, de simbolizar.

Ele usa um pequeno exemplo para explicar isso: quando vemos um gato, sabemos que é um gato, mas se o desenharmos também o identificamos, porque conseguimos simbolizá-lo. Essa simbolização caracteriza a essência do que é inteligência. E as inteligências múltiplas canalizam a simbolização, a resolução de problemas e a criação para diferentes linguagens.

Quanto às diversas inteligências, professor Antunes diz que ao se mencionar a quantidade de inteligências é necessário mencionar também quem as caracteriza, pois às vezes a questão é meramente de nomenclatura, quando alguns chamam a Inteligência Musical de Inteligência Sonora, por exemplo.

Inteligências Múltiplas – Saiba quais são suas principais características

Inteligência intrapessoal
É ligada à auto-estima, ao auto-conhecimento, ao sentir-se realizado com o que se faz. É a habilidade que as pessoas têm de reconhecer os próprios sentimentos e de desenvolver modelos mentais precisos sobre elas mesmas. É a inteligência que dá acesso ao conhecimento de seus sentimentos, sonhos e idéias. Por ser muito pessoal, ela pode ser observada por meio da manifestação de outras inteligências, como a verbal-lingüística ou a corporal-cinestésica, por exemplo.

Inteligência interpessoal
Tem as mesmas características da intrapessoal, só que voltadas às outras pessoas. Nela nota-se a habilidade de interagir com elas, entendê-las e interpretar o comportamento delas. É uma inteligência comum em líderes, políticos, religiosos, terapeutas e professores, que sabem identificar expectativas, desejos e motivações de outras pessoas, e que os deixam extremamente sensíveis a essas necessidades.

Inteligência verbal-lingüística
Nela percebe-se que a pessoa tem muita facilidade para se expressar, gosta muito de leitura, tem grande sensibilidade pela palavra, por poesias, pela idéia verbal. Os que mais se destacam são escritores, advogados, professores, jornalistas, enfim, pessoas que buscam resolver suas questões principalmente por meio da palavra. Há uma grande habilidade no uso da linguagem para convencer, estimular e transmitir idéias.

Inteligência espiritual
Também chamada por alguns de Inteligência Espiritual – Existencial, é ligada à idéia do misticismo, da filosofia e com uma preocupação com a existência, com o cosmos, com questionamentos sobre quem somos e de onde viemos. Ela identifica grandes sentimentos humanos, mas não envolve conceitos de ordem religiosa. Suas características estão mais presentes em líderes espirituais, devotos, filósofos.

Inteligência lógico-matemática
É a inteligência da engenharia, do cálculo, dos elementos ligados à linguagem não-verbal, mas numérica e geométrica. Há grande habilidade em lidar com o raciocínio, cálculos, ordem, sistematização e observa-se mais em cientistas, engenheiros, matemáticos.

Inteligência musical
É uma inteligência ligada ao som, ritmo, música, uma grande habilidade em compor, reproduzir e gerar sons, mas também em apreciar. Vemos em grandes compositores, maestros, músicos, pessoas que tocam instrumentos sem nunca terem feito aula de música, por exemplo.

Inteligência visual-espacial
Ligada a um sentimento de localização, precisão, de como a pessoa se situa dentro do espaço e de como percebe, de forma precisa, o mundo visual e espacial. É a inteligência de artistas plásticos, navegadores, pilotos, arquitetos. Possibilita às pessoas perceberem as imagens, transformá-las e criá-las a partir da memória.

Inteligência corporal-cinestésica
Engloba o que diz respeito ao corpo, ao toque, ao movimento, aos sentidos (tato, paladar, etc.), esporte, dança, atividades físicas em geral. Permite aos indivíduos usarem seu corpo, total ou parcialmente, de formas altamente especializadas. Refere-se à habilidade para resolver problemas ou criar produtos com o uso de todo o corpo ou de parte dele. Envolve tanto o autocontrole corporal quanto a destreza para manipular objetos. É a inteligência dos cirurgiões, bailarinos, atletas, escultores.

Inteligência naturalista
É ligada à sensibilidade com o meio ambiente, aos conceitos de ecologia, ao encanto pelo mundo natural. É identificada pela atração pelo mundo natural e pela sensibilidade em relação a ele. É a inteligência mais predominante em causas ecológicas e observada em ambientalistas, espiritualistas, artistas.

As inteligências múltiplas dentro das empresas
Há uma relação direta entre o potencial das inteligências que um profissional tem, a função que exerce e os resultados que obtém. Imagine um profissional que tem ótima facilidade de se relacionar com pessoas, mas é colocado numa função para ficar o dia inteiro trabalhando em frente a um computador ou com máquinas. Além do desperdício, do comprometimento de resultados, há uma total frustração pessoal e profissional.

“O conceito das inteligências múltiplas ainda não está bem difundido no ambiente corporativo brasileiro. São poucas as empresas e poucos os RHs que identificam em seus colaboradores as inteligências que mais sobressaem em seu perfil e que adequam sua função a essas inteligências. É o que diz o professor Celso Antunes, que estuda neuropedagogia há mais de 30 anos.

Mas, já que muitas empresas não têm essa postura, o que é que nós, profissionais, podemos fazer a respeito?

Segundo professor Antunes a chave é o auto-conhecimento. “Se você conhecer muito bem o elenco das inteligências em que você tem mais facilidade e destaque, terá mais segurança para procurar por outros cargos e definir funções de acordo com o seu potencial. Quando você conhece suas habilidades, sabe o que pode fazer para direcionar sua carreira”, diz ele.

Já para o professor Luiz Machado, Ph.D. e livre-docente pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e que estuda a inteligência há mais de 40 anos, ainda há muito a ser feito nas empresas. Ele identifica que tanto escolas quanto empresas sempre se detiveram às inteligências racionais e lógica e que colocaram a inteligência não-racional e analógica à margem. Mas que agora é o momento de abri-las e estimulá-las. Machado acrescenta que as pessoas percebem que esse conceito faz sentido, até porque há treinamentos que não geram resultados porque não sensibilizam as pessoas, as mudanças necessárias não acontecem e os investimentos desperdiçados falam por eles mesmos.

Para conseguir resultados, as empresas, assim como a Natureza, agem por finalidade. A Natureza tem por objetivo preservar a espécie e dentro de uma organização é a mesma coisa. Professor Machado defende que há uma “grande inteligência” que não é racional, que não segue uma lógica, mas a intuição, os sentidos de auto-preservação e de preservação da espécie.

Ele não segue a linha de Howard Gardner e diz acreditar que a inteligência tem um fator geral e muitos outros específicos. O fator geral é a inteligência não-racional que combinada aos fatores específicos (inteligências racionais ou inteligências múltiplas) resultariam em uma “superinteligência”, termo que ele utiliza em seus livros e no trabalho.

Segundo ele, pessoas, empresas e escolas precisam definir o que querem e de que forma pretendem conseguir isso, pois tudo o que se consegue primeiro ocorre na mente e depois acontece no mundo físico e real.

Como estimular e desenvolver cada uma das inteligências
Todas as inteligências podem ser desenvolvidas. Procure estimular as que você identifica que são mais solicitadas no seu dia-a-dia e que coincidem com as necessidades do seu ambiente profissional.

Professor Antunes ressalta que se você quer coordenar equipes, ser um líder, por exemplo, mas identifica que as inteligências verbal-lingüística e interpessoal, que envolvem diretamente isso, não são o seu forte, você deve aprimorá-las mais e mais para chegar a ser mais talentoso, mais capaz, e atingir um nível de satisfação. O importante é não renunciar.

O mesmo se aplica se você gosta de nadar, mas não tem muito bem desenvolvida a inteligência adequada a isso. Você pode não chegar a ser um competidor, ou um campeão como Gustavo Borges, por exemplo, mas poderá nadar muito mais e melhor do que nada agora, e melhorar continuamente. E isso vale para qualquer uma das inteligências.

Conheça alguns exercícios que podem ser utilizados para o desenvolvimento das inteligências e contribuir para que você se mantenha num processo de aprendizado contínuo.

Verbal-lingüística: Crie o hábito de escrever suas impressões sobre tudo que o cerca. Leia bastante não só os assuntos que mais interessam a você, mas também temas diferentes. Faça um planejamento de metas pessoais e profissionais que deseja atingir em curto, médio e longo prazos.

Lógica-matemática: Se possível, procure participar de projetos no seu local de trabalho e/ou de estudo. Uma boa idéia é jogar xadrez e outros jogos que utilizem a lógica e o planejamento, fazer palavras cruzadas, montar quebra-cabeças. Se você está enfrentando algum tipo de problema, vale também fazer análises sobre ele, pensar em diferentes tipos de soluções e conversar a respeito com outras pessoas que possam ajudá-lo a encontrar outras saídas.

Corporal-cinestésica: Matricule-se em uma academia ou pratique algum tipo de esporte, luta ou dança. Utilize seu corpo para fazer brincadeiras de mímica, imitações de trejeitos de amigos, de animais. O importante é você exercitar seu corpo de maneiras que não costuma fazer.

Musical: Procure ouvir mais música, novos ritmos, prestar a atenção em sons, se consegue identificar o som dos instrumentos tocados na música, por exemplo. Procure prestar atenção em trilhas sonoras de filmes e propagandas. Desafie-se a participar de um coral ou a aprender a tocar um instrumento musical. Toque e bata em diversos objetos e tente extrair deles sons e vibrações diferentes.

Visual-espacial: Freqüente exposições de pinturas, gravuras, esculturas e outras instalações de arte ou de artesanato local. Analise desenhos e suas formas e cores, tente desenhar o que você vê ou fazer pequenas esculturas. Leia livros sobre arte e desenho. Se for seu desejo, matricule-se em um curso de pintura, desenho ou artesanato.

Intrapessoal: Discipline-se a analisar todos os dias os seus hábitos, suas atitudes em relação a si mesmo e aos outros. E a anotar suas emoções diante das mais diversas situações e os seus posicionamentos em relação a elas e às pessoas.

Interpessoal: Respeite e valorize as pessoas que estão próximas a você. Não perca a oportunidade de dizer como você as admira e de ser gentil sempre que possível. Seja mais solidário e tolerante, buscando identificar o comportamento e o estado de espírito das pessoas e a compreendê-los. Proponha discussões e análises de temas e idéias, saia com os amigos, interaja mais.

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/parceiros/vencer/080107-inteligencias_multiplas.shtm

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIM 129851
https://paulovictor.wordpress.com

10. paulovictor - janeiro 30, 2007

Prezados Amigos

Tenho recebido muitos pedidos de informações sobre maçonaria, para obter essas informações recomendo que visitem o site http:redecolméia.wordpress.com, nesse site voçês encontrarão a relação de todas as lojas maçonica de todas as potências
em todo o Brasil.

abraços

.`.Paulo Victor

11. paulovictor - janeiro 31, 2007

Sobre a atual vergonha de ser brasileiro

Affonso Romano de Sant’Anna

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro
e estar crucificado num cruzeiro
erguido num monte de corrupção.
Antes nos matavam de porrada e choque
nas celas da subversão. Agora
nos matam de vergonha e fome
exibindo estatísticas na mão.
Estão zombando de mim. Não acredito.
Debocham a viva voz e por escrito
É abrir jornal, lá vem desgosto.
Cada notícia é um vídeo-tapa no rosto.
Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
Cada vez é mais difícil ser cavalo
desse Exu perverso
nesse desgoverno terreiro.
Nunca vi tamanho abuso.
Estou confuso, obtuso,
com a razão em parafuso:
a honestidade saiu de moda
a honra caiu de uso.
De hora em hora a coisa piora:
arruinado o passado,
comprometido o presente,
vai-se o futuro à penhora.
Valei-me Santo Cabral
nessa avessa calmaria
em forma de recessão
e na tempestade da fome
ensinai-me a navegação.
Este é o país do diz e do desdiz,
onde o dito é desmentido
no mesmo instante em que é dito.
Não há lingüista e erudito
que apure o sentido inscrito
nesse discurso invertido.
Aqui o discurso se trunca:
o sim é não. O não, talvez.
O talvez, nunca.
Eis o sinal dos tempos
este o país produtor
que tanto mais produz
tanto mais é devedor.
Um país exportador
que quando mais exporta
mais importante se torna
como país mau pagador.
E, no entanto, há quem julgue
que somos um bloco alegre
do ‘‘Comigo Ninguém Pode’’
quando somos um país de cornos mansos
cuja história vai dar bode.
Dar bode, já que nunca deu bolo,
tão prometido pros pobres
em meio a festas e alarde
onde quem partiu, repartiu
ficou com a maior parte
deixando pobre o Brasil.
Eis uma situação
totalmente pervertida
– uma nação que é rica
consegue ficar falida,
o ouro brota em nosso peito,
mas mendigamos com a mão,
uma nação encarcerada
que doa a chave ao carcereiro
para ficar na prisão.
Cada povo tem o governo que merece?
Ou cada povo
tem os ladrões a que enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
Ou cada povo tem os pulhas
que o empobrecem?
O fato é que cada vez mais
mais se entristece esse povo num rosário
de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces.
C’est n’est pas um pays sérieux!
já dizia o general.
O que somos afinal?
Um país-pererê? folclórico? tropical?
misturando morte e carnaval?
Um povo de degradados?
Filhos de degredados
largados no litoral?
Um povo-macunaíma
sem caráter-nacional?
Por que só nos contos de fada
os pobres fracos vencem os ricos nobres?
Por que os ricos dos países pobres
são pobres perto dos ricos
dos países ricos? Por que
os pobres ricos dos países pobres
não se aliam aos pobres dos países pobres
para enfrentar os ricos dos países ricos,
cada vez mais ricos, mesmo
quando investem nos países pobres?
Espelho, espelho meu!
há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um povo mais passivo que o meu?
E o espelho respondeu
algo que se perdeu
entre o inferno que padeço
e o desencanto do céu.

Paulo Victor de Oliveira Batista
CIm 129851
http://pauloivctor.wordpress.com


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